Notícias de Israel
- David S. Moran
- 5 de mar.
- 8 min de leitura
A PERSISTÊNCIA DO IRÃ NÃO COMPENSA - Já entramos no sétimo dia da guerra que Israel chama de " o Rugido do Leão" e ainda nada definido. Na primeira leva sem precedentes e impressionante de que Israel enviou de uma vez 200 caças atacar o Irã, ao lado de outros 250 caças americanos. A coordenação deste e outros ataques é sensacional, já que cada um sabe o que e aonde deve atacar.
Os caças israelenses atacaram de uma vez 500 alvos. Entre os primeiros foram o local onde estava o supremo líder, Ali Khameni com altas autoridades e foram ao céu. Dias depois foi informado que Israel entrou no sistema de filmagem do trânsito de Teerã e acompanhava a movimentação de Khamenei, há muito tempo e assim sabia onde ele estava. Vale a pena ressaltar que a distância entre Israel e o Irã é de mais de 1.500 km.Só para entender a complexidade de uma operação dessas, cada caça tem que ser abastecido 2 vezes, para operar livremente (foto). O ataque foi realizado com caças invisíveis F35, já no ar esperando a informação do Serviço de Inteligência israelense de que os chefões estavam em reunião e aí lançaram de longe suas bombas, acertando o alvo e matando cerca de 40 líderes iranianos.
Em Israel, milhares de pessoas estavam envolvidas na operação a ser realizada, mas nada transpirou. A população só soube do ataque pelo alarme que soou as 08:16 de sábado (28.02). Nas primeiras horas, tudo estava calmo, mas horas depois o Irã decidiu retaliar atacando bases americanas em Bahrein, Qatar (sua aliada), Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos. A hora de Israel veio também e nós fomos ao bunker feito um zíper, algumas vezes, que só causaram pouquíssimos danos materiais. Só nos dias seguintes os mísseis iranianos tiveram mais êxito e, além de danos materiais, houve algumas baixas.
Pessoalmente, perdemos um bom churrasco com feijoada para comemorar o aniversário de um amigo num kibutz no sul do país. Todos os eventos, naturalmente, foram cancelados.
Ainda na mesma noite, as Forças de Defesa de Israel (FDI), para preservar os civis, avisaram os residentes de um bairro em Esfahan para evacuar suas casas. Nesta cidade, há facilidade nuclear ela já foi bombardeada (em junho 2024) e agora voltaram para atacá-la novamente. Imagine o/a leitor/a que as forças israelenses e americanas não sofreram nenhuma baixa e efetuaram com precisão seus ataques e isso não é brincadeira, exige super coordenação de exímios pilotos e ótimas informações dos Serviços de Inteligência.
Se alguém necessitava de justificativas para este ataque, vale a pena lembrar que desde sua tomada de poder, em 1979, o regime radical islâmico do xiita Khomeini, reiterou inúmeras vezes, abertamente, que sua meta é liquidar e extinguir o Estado de Israel do mapa mundi. Apesar de Israel ser membro da ONU, esta instituição não condenou a fala de outro país membro. Um absurdo.
Desde o acordo de junho 2025, havia negociações para o Irã retirar sua ameaça com o enriquecimento de urânio. Em vão. Os negociadores sabem como negociar, mas blefaram o tempo todo, desrespeitando o Direito Internacional e os dos Direitos Humanos, inclusive com sua população.
Em menos de 48 horas, a Tsahal (FDI) conseguiu destruir as baterias anti-aéreas do Irã e obteve livre acesso aos céus de Teerã.
Não há dúvida de que a liderança iraniana não imaginou que essa seria a resposta doe EUA e de Israel à sua recusa de parar o seu processo nuclear. A maior parte dessa liderança já está num outro mundo e o Irã está sofrendo terríveis ataques e ninguém sabe se e quando poderá se recuperar. Os ataques estão voltados contra alvos militares e do governo iraniano, e não visam os civis.
Mesmo a propaganda iraniana de que Israel teria matado 171 alunas num ataque contra uma escola caiu por terra quando as fotos mostraram o envio de um míssil iraniano que fracassou e logo em seguida caiu na escola causando essa terrível tragédia.
Irã já perdeu o senso e no domingo (01.03) atacou países árabes vizinhos, alegando atacar bases militares americanas. Seja em Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Kuwait e até a aliada Qatar e a mediadora Omã. A esta o Irã pediu desculpas, mas a irritação desses países permanece. Até hoje (05.03), esses países sofreram mais ataques iranianos do que Israel. Não há dúvidas de que o arsenal de misseis iranianos está se esgotando. Nesta quinta nós fomos acordados de madrugada 4 vezes pelo alerta, mas só 2 vezes tivemos que descer para o bunker.
Esses ataques a países árabes aliados dos EUA têm a intenção de que eles pressionem os americanos a parar seus ataques contra o Irã.
Uma coisa é certa: Israel tem 3 objetivos principais nos seus ataques em Irã. Primeiro: exterminar os lançadores e os mísseis iranianos e ter certeza que acabou com o perigo nuclear. Segundo: ir atrás dos líderes e dos militares do regime iraniano; e o terceiro: danificar a infraestrutura das forças de segurança iranianas.
Os iranianos no seu desespero, além de atacar os países árabes vizinhos, atacaram o Chipre e a Turquia na Europa e na quinta (05.03) até o vizinho Azerbaijão, país islâmico também. Além disso, acionaram o Hezbollah, que caiu na armadilha, atacando Israel do Líbano e dando oportunidade para as FDI entrarem no País das Cidreiras. (mais a seguir) Também anunciou o fechamento do Estreito de Ormuz, por onde passam 20% do petróleo mundial e 15% do gás natural. Só que isso pode ser contornado e, por outros motivos, não o é. Os EUA afundaram navios costeiros dessa região e até um submarino iraniano nas costas do Sri Lanka com 181 tripulantes. Além disso, a presença americana no golfo pode obstruir qualquer tentativa de intervenção iraniana no ponto mais estreito da região, que é de 34 km.
Essa guerra é muito justa para tentar eliminar uma ameaça nuclear ao mundo todo (pelo fanatismo islâmico) e em particular a Israel, mas, infelizmente nem todos a enxergam assim. Há nos EUA os que pensam que foi o Netanyahu que puxou o Trump para essa guerra. O Secretário de Estado, Marco Rubio disse: "nós sabíamos que Israel atacaria o Irã para tirar a ameaça nuclear e entramos na guerra para prevenir baixas americanas, numa possível represália do Irã. Também queríamos retirar a ameaça nuclear das mãos dos fanáticos religiosos muçulmanos". O presidente Trump disse que foi ele que puxou o Netanyahu para entrar nessa guerra. A verdade é que os 2 países e o mundo Ocidental devem ter o mesmo interesse ante o perigo de extremistas islâmicos.
Até publicistas ingleses defendem e justificam a guerra de Israel contra o regime islâmico do Irã. Mellanie Phillips que escreve no The Times e no The Spectator colocou: Israel é o canário na mina de carvão e critica o seu governo que se curva ao islã radical. Brendon O'Neill, editor do Spiked, critica a dupla estandarte e o medo do islã extremista e acha que a guerra de Israel é uma guerra justa da Democracia sobre a Barbárie. Isso sem mencionar o expendido apoiador de Israel, Douglas Murray.
Na quarta-feira (04.03), piloto de F35 israelense abateu um caça iraniano que estava tentando abater drones israelenses que sobrevoam Teerã. Logo que o avistou, o piloto "fechou sobre ele" e o abateu, fato que não acontecia desde 1985. O inédito é que pela primeira vez um F35 qualquer abate caça inimigo. Logo após reportar o abate, o piloto continuou para sua missão original.
HEZBOLLAH DECIDIU ENTRAR NA GUERRA - Ante o enfraquecimento do seu tutor, a organização terrorista xiita do Líbano, que sempre falava que é nacionalista libanês, mostrou que na realidade sua lealdade é dada aos xiitas do Irã. Na segunda-feira (02.03), o Hezbollah resolveu entrar na luta. A cada dia foi engrossando seus ataques e na quarta-feira enviou ao longo do dia mais de 100 drones de ataque e não deixou para as Forças de Defesa de Israel outra alternativa, senão a de entrar no território libanês. Israel avisou o governo libanês e à população de que não é contra eles que trava a batalha, que é exclusivamente contra o Hezbollah.
Os líderes cristãos no parlamento libanês criticam o Hezbollah e até o presidente do Partido Amal, xiita, que é presidente do Parlamento Libanês se distanciou do Hezbollah. O Primeiro Ministro libanês, Nuaf Salem, disse:" as atividades militares do Hezbollah são ilegais e ele tem que entregar as armas ao exército libanês". Não há dúvidas de que o atual chefão do Hezbollah, Naim Qassem, não tem o carisma do seu antecessor, Nasrallah. Ele é um João Ninguém que consegue ocupar um lugar de destaque e incomoda a população israelense.
O exército libanês pela primeira vez se "atreveu" (soldados israelenses no Líbano) a prender terroristas do Hezbollah. Essa organização lança contra Israel principalmente drones de ataque e alguns mísseis de curta e média distância. A Tsahal avisou a população do bairro de Dahya para sair da região. Este é o bairro do Hezbollah e Israel ataca para destruir seu comando de ação e suas principais bases, sem atingir os civis. O Chefe do Estado Maior do Exército israelense declarou que Israel não parara até que o Hezbollah seja desarmado.
OS ISRAELENSES SÃO OS ÚNICOS QUE QUEREM VOLTAR PARA CASA MESMO EM GUERRA - Há cerca de 130.000 israelenses no exterior nesta semana em que a guerra é travada contra o Irã e Hezbollah. Mesmo curtindo onde quer que estejam e com o aeroporto de Israel fechado e as companhias aéreas não ligando Israel ao mundo e vice versa, os israelenses estão fincando o pé, exigindo do governo que faça tudo para que voltem para casa. Mesmo minha filha com meu neto que viajaram a Lapland na Finlândia por alguns dias e ficaram retidos na casa do Papai Noel e no gelo, conseguiram voo indireto para Israel no primeiro dia em que o céu abriu com restrições, na quinta-feira. Geralmente a população foge de lugares em combate. Em Israel, por solidariedade, todos querem estar com os familiares mesmo nos momentos difíceis. Até o Egito abriu os aeroportos de Taba, junto à fronteira perto de Eilat e de Sharm al Xeique e por lá há voos de retorno, adicionando o aeroporto Ben Gurion.
O CÉU É O LIMITE - Os drusos em Israel se alistam em porcentagem maior do que os judeus. Há generais drusos e evidentemente oficiais de menor graduação. Há 8 meses foi aberta mais uma porta aos jovens drusos no Exército de Defesa de Israel (FDI). 20 jovens terminaram preparatório de 6 meses que os ensina a serem combatentes e ao Serviço de Inteligência na Força Aérea. Inclusive 6 jovens fizeram testes dos mais severos para ver se podem ser pilotos e 3 passaram os testes. Depois virá o árduo trabalho do qual a maioria não segue em frente e só raros conseguem se formar pilotos. Os outros podem fazer trabalhos de decifrar fotos aéreos, baterias anti-aéreas, unidades classificadas, combate eletrônico, entre outros. Tinha até jovens do Ramat Hagolan - que não são obrigados a servir às FDI - mas, como disse R. de 20 anos: "sendo druso do Ramat Hagolanvi, os acontecimentos de 7 de outubro e a ajuda que Israel estendeu aos nossos irmãos na Síria, decidi que vou ingressar nas FDI. A coordenadora deste curso é a Major N. ela mesma também drusa.
BEN COHEN, NÃO VÊ A REALIDADE - Ele fundou junto com seu amigo Jerry Greenfield a indústria de sorvetes Ben &Jerry's. Ben é judeu americano que com Jerry são ativistas "pacifistas". No ano 2000 a sua companhia foi adquirida pela Unilever e ele continuou dando assessoria. Agora, Ben acusa a Unilever de não lhe permitir fabricar um novo gosto de sorvete, o de melancia, que quer chamar de 'solidariedade com Palestina', já que a melancia tem as cores da bandeira palestina, verde e vermelha. Ele se desligou da companhia em setembro de 2025 alegando que a Unilever o "silencia".

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