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Parashá hashavua Terumá (Doar, Contribuir)

19ª Porção Semanal – Shemot (Êxodo 25:1 – 27:19; Haftará 1Reis 5:26-6:13)


Na porção desta semana, Hashem diz a Moshê que fale aos filhos de Israel para que separem oferendas, conforme o coração deseje (ouro, prata, cobre e outros materiais) para que com elas sejam feitos utensílios para serem postos no Mishcan (santuário móvel), para que assim Ele viesse a fazer morada no meio do povo.


Moshê recebe a ordem, em especial, para construir a Menorá e o Midrash nos conta que o candelabro era de ouro e feito de uma só peça. Apesar de toda a explicação e descrição que D-us dá a ele, sobretudo mostrando, através de uma visão, uma Menorá em fogo,  e  embora Moshê fosse um homem altamente capacitado, dotado de sabedoria, não conseguiu executá-lo. Mas Betzalel, filho de Uri e neto de Miriam, um jovem artesão que morava no acampamento, constrói a Menorá sem dificuldade.


Aqui há uma lição muito importante: mesmo quando a gente entende um conceito, não significa que saiba aplicá-lo. Por exemplo, quantas vezes nós acumulamos conhecimento, elaboramos projetos, analisamos e no final das contas não damos um primeiro passo?  O aprendizado essencial desse caso é que eu posso aprender algo, mas isso só se torna real quando eu coloco na prática. Muitas vezes, não é a falta de conhecimento que nos impede de agir, mas a dificuldade de transformar as idéias em algo concreto.


Outro ponto fundamental que é importante destacar é que essa narrativa vem nos mostrar que, embora Moises seja o maior dos profetas, nem tudo precisa ser feito por ele.  Existem momentos em que nós precisamos reconhecer que os outros podem ter habilidades que complementam os nossos ideais. Isso não diminui Moises.  Ele próprio reconhece quando o sogro Itró o orienta a delegar funções. Ou seja, ele é o nosso maior líder, o transmissor da revelação divina, mas Betzalel foi quem teve a capacidade de confeccionar a Menorá, o que nos mostra que D-us reparte os seus dons conforme Sua vontade.


Na vida, saber delegar e confiar no talento dos outros é essencial, seja no trabalho, nos projetos, no lar ou na espiritualidade. A cabalá diz que a verdadeira sabedoria não está apenas em saber ou só comandar, mas em permitir que cada pessoa contribua com dons únicos (luz).  O mundo se mantém sobre três pilares: a Lei Divina, o culto e a caridade.


A Menorá representa a luz da sabedoria através da manifestação da shechiná (presença divina), iluminando o mundo com sua bondade e representando a conexão espiritual dos céus com a terra.


Referência: Chumash Torá Melamed, Sermões, O caminho da Eternidade, O poder da Cabalá.

 
 
 

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