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Notícias de Israel

CESSAR FOGO NA GUERRA DOS 12 DIAS - O plano do "círculo de fogo" em volta de Israel que o Irã montou, com a Hizballah no Norte (Líbano e Síria), Hamas no Sul (Faixa de Gaza), os Houtis (no Iêmen) e os ativistas da Hamas e da Jihad Islâmico na Cisjordânia visava destruir o Estado de Israel até 2030 e depois tomar o poder na Jordânia, foi apagado. A arma nuclear que o Irã estava desenvolvendo seria apenas como arma para prevenir Israel de não retalias aos ataques da Hamas, Hizballah e os outros.

 Capa do Israel Hayom-"Ameaça removida"
 Capa do Israel Hayom-"Ameaça removida"

Na madrugada de quinta-feira para sexta-feira (12-13) Israel lançou um espetacular ataque num país que está a mais de 1500 km, o Irã, que há 46 anos ameaça erradicar Israel do mapa e está fazendo tudo para concretizar esta ameaça correndo atrás de bomba atômica. Com informações precisas do Serviço de Inteligência e do Mossad, os asas do ar, magníficos pilotos da Força Aérea de Israel voaram quase 2.000 km e bombardearam usinas nucleares, cientistas nucleares e altas patentes do Exército e das Guardas Revolucionários, acertando com precisão, evitando ao máximo atingir civis. Israel nada tem contra a população iraniana, a guerra é contra o regime islâmico radical dos aiatolás.


Durante 12 dias Israel atacava no Irã, alvos militares e o Irã atacava com misseis e Aviões Não Tripulados (ANT) alvos civis, inclusive um hospital. Mas, a ONU que costuma criticar Israel, de repente emudeceu. Os inimigos de Israel podem fazer o que quiserem e não são reprovados.


Durante os 12 dias e noites de combates, a população israelense sofria de falta de

Aviso pela TV as cidades indicadas para buscar abrigo
Aviso pela TV as cidades indicadas para buscar abrigo

sono, pois a cada noite tínhamos que levantar e correr aos abrigos 1,2 3 vezes. No entanto nada faltou nos supermercados e toda a vida continuava quase normalmente. Impediram concentração de pessoas, mesmo no trabalho, fora os funcionários imprescindíveis. Esportes e aulas nas escolas canceladas. O israelense abria o rádio ou a TV e acompanhava os acontecimentos por estes aparelhos, até a interrupção pelos alarmes. Pode se dizer que os cidadãos se comportaram a altura, indo aos abrigos quando chamados e isto explica as relativas poucas baixas, que para cada família que perdeu ente querido, o mundo todo desabou.


A pressão sobre Hizballah para não intervir a favor da "mãe" Irã veio do presidente libanês Joseph Aoun, do seu primeiro ministro, Nawad Salam e do presidente do parlamento, o xiita Nabi Beri. Na Síria o novo governo não permitiu qualquer ação contra Israel e os caças israelenses passavam por este país em direção ao Irã. Hamas não pôde intervir pois está sob pressão militar israelense e os Houtis no Iêmen esperaram ordens de atacar Israel e navios americanos no Mar Vermelho, mas as ordens de Teerã não chegaram.


O Oriente Médio está em movimento e certa mudança. O Líbano, sem a Hizballah que está muito enfraquecida e a Síria com o novo governo estão mais próximos a acordos com Israel. Não é reconhecimento oficial imediato, mas atrás das cortinas. A Arabia Saudita, que já estava em negociações intermediados através dos EUA, podem voltar a tê-los. Viram a potencia militar de Israel e tem pavor do Irã. Não é também de se estranhar que depois que as companhias aéreas se debanaram de Israel nos últimos tempos, a primeira companhia estrangeira a voltar voar para Israel é a Fly Dubai.

Caça B2 lança bomba contra usina de Fordow
Caça B2 lança bomba contra usina de Fordow

Depois do Trump dizer que o Irã tem 2 semanas para ir negociar e todos pensaram que ele não quer atacar o país dos aiatolás, no domingo (22), apenas um dia depois os EUA resolveram agir. Enviaram 6 caças B6 em direção ao Oeste, para Guam e ao mesmo tempo enviaram 7 outros, com aviões de abastecimento e de proteção ao Oriente, lançando ataque contra a usina de Fordow, com cerca de 170 toneladas de explosivos. Ao mesmo tempo submarinos americanos no golfo Pérsico lançaram misseis contra as usinas de Isfahan e Nathans. Foi um dia histórico. Netanyahu conseguiu convencer o Trump a agir e a decisão do presidente de levar a frente, indo destruir uma ameaça que não seria só de Israel, do Oriente Médio, mas para o mundo todo. Se o Irã tivesse arma nuclear desencadearia uma corrida de outros países para ter o mesmo, a Arabia Saudita, a Turquia, os EAU entre outros.


O ataque americano ocorreu as 3:00 hs da madrugada em Israel,20:00hs de NY, mas o Irã não demorou muito para dar um troco. As 7:30hs, os alarmes soaram no país, ante a vinda de 30 mísseis grande maioria interceptados-, mas 3 caíram em Haifa e outras cidades, causando danos materiais.

Beer Sheva
Beer Sheva

O efeito do bombardeio americano veio em seguida, o Irã estava disposto a cessar fogo, que foi anunciado pelo Trump na terça feira (24). Apesar disso a população israelense foi acordada as 5:00hs da manhã, com o soar do alarme. Um míssil atingiu em cheio um edifício em Beer Sheva, causando a morte de 4 pessoas, que estavam no abrigo e este foi perfurado pelo míssil, cerca de 20 pessoas foram feridas. A Força Aérea israelense levantou 51 caças para contra-atacar no Irã, mas o furioso Trump quando ouviu isto, ligou para Netanyahu e exigiu que os caças voltassem, eles fizeram vira volta e só um deles alvejou um radar para dar um ponto final nesta guerra. Ele até se pronunciou a respeito:" eles não sabem o que "fucking" estão fazendo, tem que parar".


A palavra final tem que ser do Irã. Esta avisou antecipadamente os EUA que vão retaliar ao ataque americano, lançando misseis contra uma base americana no Qatar. A base foi esvaziada, o Irã lançou alguns misseis, ninguém se machucou e foi encerrada esta história.


Trump elogiou a postura do Netanyahu nesta guerra-merecidamente- mas teve a ousadia de acrescentar que: "ouvi que Netanyahu terá que depor na segunda-feira (30) no seu julgamento. Isto é um absurdo, é uma caça as bruxas, Israel deve parar com isto". O Netanyahu está sendo acusado de corrupção e ninguém deve se meter nisso, nem mesmo o Trump (que certamente foi pedido para fazer este apelo). A justiça israelense é independente e todos são iguais perante a lei. Israel ainda é um país independente e não vassalo dos EUA. Aliás, Trump que conhece as coisas superficialmente, disse que nenhum primeiro ministro israelense foi julgado. Errado. O premier Ehud Olmert quando foi requisitado pela justiça, demitiu-se do posto, foi a julgamento e pegou 6 anos de cadeia. Se Netanyahu tem certeza de sua inocência, que apresse seu julgamento e tome o veredito. Se for inocentado todos baterão palmas para ele.


Não é preciso ser psicólogo ou psiquiatra para notar que o Trump é um fanfarão cheio de si. É a postura de quando fala. Por isso temos que ser mais cuidadosos quando se trata do Trump. Mal terminou a guerra de 12 dias e ele já quebrou o sigilo militar ao revelar que forças de comando israelense atuaram no Irã. Infelizmente, o Chefe do Estado Maior, Tenente General Eyal Zamir foi obrigado, a contra gosto, confirmar este sigilo.


Donald J. Trump, é homem imprevisível, que não podia ser o mandatário da maior potência mundial. Ele muitas vezes chuta coisas sem saber os detalhes. Ele fala, não decide e larga o " we'll see what happens" (veremos o que acontecerá) Ele não gosta do Netanyahu, como revelou seu auxiliar confidente Steve Bannon, aliás ele só gosta de uma pessoa, a que vê no espelho. Que outro presidente podia usar a palavra "fuck" para descrever seu descontentamento com Israel, que queria retaliar ao ataque iraniano que matou 4 pessoas em Beer Sheva. Ao mesmo tempo, Trump gosta de Israel e fez algumas coisas boas pelo Estado Judeu: transferiu a Embaixada americana para Jerusalém, arquitetou e levou para frente os Acordos do Abrão, deu armamento vital a Israel e também a inegável ajuda bombardeando Fordow.


A GUERRA DOS 12 DIAS EM NÚMEROS: Israel bombardeou e provavelmente desativou as usinas nucleares de Fordow, Natanz, Isfahan, Arak, Mashar, Tabriz, Farjin, Bushar e Shiraz Ao todo foram 300 alvos, destruídos 250 lançadores de misseis (2/3 do total) eliminou cirurgicamente 20 cientistas nucleares dos mais importantes do Irã e pelo menos 40 altas patentes do Exército, das Guardas Revolucionárias e do governo, fora centenas de comandantes de menor escalão. Israel sofreu 591 ataques de misseis dos quais entre 50 e 60 penetraram no país e 1150 ataques de drones, que todos menos um foram abatidos antes de entrar no espaço aéreo de Israel. 32 pessoas morreram, 3431 foram feridas, 11.000 foram evacuadas de suas casas e mais de 30.000 pedidos de indenização, dos quais 3.713 para carros. O maior trabalho foi do Serviço de Inteligência de Tsahal, do Mossad e dos pilotos da Força Aérea de Israel, dos quais 16 eram pilotas.


Tsahal (Exército de Defesa de Israel) demonstrou sua superioridade, neutralizando o poder anti aéreo do Irã que está numa distância de 5 horas (ida e vinda) do território israelense, teve ótimo 'banco de dados' do inimigo e fez e desfez no Irã como queria. No lado israelense, a população foi bem ordenada, recebia os alertas de misseis a tempo e entrava nos bunkers. Israel não procura lutar, os israelenses querem é viver em paz e prosperar. Mas, quando o inimigo o ameaça, seu exército deve estar pronto e agir. O tigre do Irã foi tigre de papel.


Agora que as ações militares entre Israel e o Irã terminaram, tem que vir ações políticas. Não nos iludamos que será com o próprio regime do Irã, mas pode ser com os países árabes vizinhos como a Arabia Saudita e outros.


A FRANÇA BARRA ISRAEL DO SALÃO DA AERONAUTICA EM PARIS - O fechamento do stand israelense no Salão Aeronáutica que foi inaugurado no domingo (15) pelo governo francês surtiu o efeito contrário. Os visitantes da feira tiveram mais interesse nos produtos israelenses. A hipocrisia francesa estava no auge. A alemã Lena Einhorn escreveu na madeira condensada preta:" Atrás deste muro preto estão os melhores sistemas de defesa do mundo. Eles estão agora protegendo Israel. Vocês não os verão por descriminação do governo francês. Depois de 40 minutos, alguém cobriu esta escrita. (veja embaixo). Os produtos bélicos israelenses são conhecidos e na guerra com o Irã, demonstraram mais uma vez sua capacidade. As armas defensivas israelenses estavam fora do salão e os franceses que queriam xingar saíram abençoando. O interesse mundial aumentou e negócios foram fechados fora do Salão. A alemã, Lena Einhorn, diretora de companhia alemã no ramo espacial, veio ver a estande de Israel e ficou frustrada. "Sei que os franceses dificultaram aos expositores israelenses propositadamente e resolvi protestar. Escrevi com amiga o que vocês viram no painel." Um diretor israelense disse que apesar do vexame francês el fechou negócios muito importantes. "Isto me lembra a dupla estandarte europeia na Ucrânia. No domingo faziam pogrom contra judeus e na terça-feira iam ao médico e comerciantes judeus. Israel vendeu em 2024, material bélico no valor de 14.1 bilhões de dólares, 8 bilhões para a Europa.

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