

Sigd — A renovação da aliança e a tradição dos judeus etíopes
Segunda-feira, 9 de novembro de 2026 — 29 de Cheshvan de 5787 , No dia 9 de novembro, a comunidade judaica etíope, conhecida como Beta Israel, celebra o Sigd, uma festividade dedicada à renovação da aliança com o Eterno, à reflexão espiritual e ao fortalecimento da identidade judaica. A palavra Sigd tem origem no amárico, uma das principais línguas da Etiópia, e está relacionada a uma raiz semítica que significa prostrar-se, reverenciar ou adorar a D’s. Essa raiz também está
há 16 horas2 min de leitura


Hilulá dos rabinos Ephraim Ankawa e Tzvi Hirsh de Rimanov
Memória, ensinamentos e compromisso comunitário O significado de hilulá Na tradição judaica, hilulá é a celebração da memória de um sábio ou justo na data de seu falecimento. A palavra, de origem aramaica, está ligada à ideia de celebração. Em vez de recordar apenas a perda, a comunidade dedica esse momento ao estudo de seus ensinamentos, à oração e às boas ações. O termo yahrzeit designa, de modo mais geral, o aniversário de falecimento de uma pessoa. Rabino Ephraim Ankawa —
há 16 horas2 min de leitura


Rosh Chodesh Kislev – A luz que nasce da renovação
O início de um novo mês no calendário judaico representa uma oportunidade de renovação espiritual. Nos dias 10 e 11 de novembro de 2026, correspondentes a 30 de Cheshvan e 1º de Kislev de 5787, celebraremos Rosh Chodesh Kislev. Com a chegada desse novo mês, somos convidados a refletir sobre a capacidade de preservar a esperança, mesmo quando as circunstâncias parecem desfavoráveis. Kislev é o terceiro mês do ano, quando contamos a partir de Tishrei, e o nono, quando seguimos
há 16 horas3 min de leitura


Taanit BHB – 14 de Cheshvan
Segunda-feira, 26 de outubro de 2026 Início do jejum: 3h57 Término do jejum: 17h55 Lembrança à comunidade A Sociedade Israelita da Bahia (SIB) recorda que, nesta segunda-feira, 26 de outubro, correspondente a 14 de Cheshvan, observaremos o terceiro e último jejum do ciclo de Taanit BHB (Beit-Hê-Beit). Este dia encerra a sequência de três jejuns tradicionalmente observados após as festividades de Tishrei, dedicados à oração, à introspecção e à teshuvá. O silêncio que transform
22 de out.2 min de leitura


Chodesh Cheshvan – Quando a santidade continua sem as festas
Rosh Chodesh Cheshvan 5787Do pôr do sol de 10 de outubro (sábado) ao pôr do sol de 12 de outubro (segunda-feira). Rosh Chodesh é observado por dois dias porque Tishrei possui 30 dias. Após um mês repleto de solenidades, chegamos a Cheshvan, o único mês do calendário judaico que, tradicionalmente, não possui festas bíblicas ou jejuns nacionais. Por essa razão, alguns sábios o chamaram de Mar Cheshvan. A palavra mar pode significar 'amargo', numa alusão ao fato de que, depois d
8 de out.2 min de leitura


Parashat Bereshit – A criação começa quando aprendemos a ler
Bereshit (בראשית) significa "No princípio". Leitura da Torá: Bereshit (Gênesis) 1:1–6:8 Haftará: Yeshayahu (Isaías) 42:5–43:10 A cada ano, ao concluirmos Simchat Torá, poderíamos imaginar que voltamos ao mesmo ponto de partida. Entretanto, a tradição judaica ensina exatamente o contrário. Não retornamos ao início porque nada mudou; retornamos porque nós mudamos. Cada leitura de Bereshit revela aspectos que permaneciam ocultos na leitura anterior. Talvez por isso os sábios afi
8 de out.3 min de leitura


Um minuto de reflexão - 7 de outubro
Há datas que deixam de pertencer apenas ao calendário e passam a fazer parte da consciência humana. O dia 7 de outubro de 2023 é uma delas. Naquela manhã, Israel foi surpreendido por um dos mais graves ataques terroristas de sua história. Cerca de 1.200 pessoas foram assassinadas, entre elas homens, mulheres, idosos, crianças e jovens. Outras 251 pessoas foram sequestradas e levadas como reféns para a Faixa de Gaza, onde muitas delas e suas famílias passaram a enfrentar um so
8 de out.2 min de leitura
Hoshaná Rabá – A Grande Súplica que renova a esperança
Ao longo do mês de Tishrei, o povo de Israel percorre um profundo caminho espiritual. Em Rosh Hashaná proclamamos a soberania do Eterno; em Yom Kipur buscamos Sua misericórdia; durante Sucot aprendemos a viver sob Sua proteção. Esse percurso encontra um momento singular em Hoshaná Rabá, o sétimo dia de Sucot, conhecido como A Grande Súplica. Hoshaná significa 'Salva-nos, por favor' e Rabá significa 'grande'. É o grande clamor da comunidade diante de D's por vida, saúde, paz,
1 de out.1 min de leitura
Simchat Torá
Significado do nome: Simchat Torá (שמחת תורה) significa "A Alegria da Torá". Leitura da Torá: Devarim (Deuteronômio) 33:1–34:12 e Bereshit (Gênesis) 1:1–2:3 Haftará: Yehoshua (Josué) 1:1–18 Simchat Torá – A alegria de recomeçar Poucas celebrações expressam tão claramente o coração do Judaísmo quanto Simchat Torá. Depois das solenidades de Rosh Hashaná, do recolhimento de Yom Kipur, da alegria de Sucot e da intimidade de Sheminí Atseret, chega o momento em que toda a comun
1 de out.3 min de leitura
Sukot II
Entre a morada temporária e a Presença permanente Leitura da Torá: Vayicrá 22:26–23:44 Maftir: Bamidbar 29:12–16 Haftará: Melachim I 8:2–21 No segundo dia de Sukot, na diáspora, repetimos a leitura da Torá que apresenta o ciclo das festas e os principais mandamentos da celebração. A repetição não deve ser entendida como simples reprodução do dia anterior. Na tradição judaica, voltar ao mesmo texto significa reconhecer que a Torá possui novas mensagens para cada momento. Sukot
24 de set.5 min de leitura


Shabat Shuvá – O retorno que transforma a vida
Haftará: Hoshea (Oseias) 14:2–10; Yoel (Joel) 2:15–27 (quando aplicável); Mikhá (Miqueias) 7:18–20 O Shabat Shuvá, também chamado Shabat Teshuvá, é o Shabat que ocorre entre Rosh Hashaná e Yom Kipur, no coração dos Yamim Noraim, os Dias Temíveis. Seu nome deriva das primeiras palavras da Haftará: 'Shuvá Yisrael' – 'Volta, ó Israel, para o Senhor teu D's'. Mais do que um convite, trata-se de um chamado amoroso para que cada pessoa retorne à sua verdadeira essência e renove sua
17 de set.2 min de leitura


Yom Kipur – O reencontro com a santidade
Leitura da Torá (Shacharit): Vayicrá (Levítico) 16:1–34 Haftará (Minchá): Yoná (Jonas) 1:1–4:11 Leitura da Torá (Minchá): Vayicrá (Levítico) 18:1–30 Yom Kipur, o Dia da Expiação, representa o ponto culminante dos Yamim Noraim, os Dias Temíveis. Depois do despertar proporcionado pelo shofar em Rosh Hashaná e dos dias dedicados à teshuvá, chegamos ao momento mais solene do calendário judaico. Durante vinte e cinco horas, afastamo-nos das preocupações materiais para concentrar t
17 de set.2 min de leitura
Sêder de Rosh Hashaná I e II – Leis e Costumes
Rosh Hashaná inaugura os Yamim Noraim, os Dias Temíveis, e marca o início de um novo ano judaico. A mesa festiva não é apenas um momento de confraternização familiar, mas uma oportunidade de transformar a refeição em um ato de espiritualidade, gratidão e esperança. Os alimentos simbólicos (simanim) e as bênçãos recordam que desejamos iniciar o ano sob o sinal da bondade de D's e do compromisso com a Torá. A prática de consumir alimentos simbólicos é antiga, remontando ao perí
10 de set.2 min de leitura
Shuvá e Teshuvá: o caminho e o processo do retorno
O chamado e a resposta À medida que nos aproximamos dos Yamim Noraim, duas palavras hebraicas aparecem com frequência: Shuvá e Teshuvá. Embora tenham a mesma raiz hebraica (שוב – shuv), que significa 'voltar' ou 'retornar', elas não são sinônimos. Shuvá é um convite: 'Volta!'. É o chamado dos profetas, como em 'Shuvá Yisrael' – 'Retorna, ó Israel, ao Eterno teu D's'. Não é uma voz de condenação, mas de esperança. Teshuvá é a resposta a esse chamado. É o processo de retorno à
6 de ago.2 min de leitura
Rosh Chodesh Elul – O Portal do Retorno
A celebração de dois dias Ao pôr do sol de quarta-feira, 12 de agosto de 2026, iniciamos Rosh Chodesh Elul, celebrado durante dois dias: 30 de Av e 1º de Elul. A razão para essa celebração de dois dias está na estrutura do calendário judaico. Alguns meses possuem 30 dias, e o último dia desse mês é, ao mesmo tempo, o primeiro dia da renovação do mês seguinte. Assim, quando o mês anterior tem trinta dias — como ocorre com Av neste ano — o 30 de Av já é considerado parte de Ros
6 de ago.2 min de leitura
Shabat Nachamu – O consolo que nos convida a recomeçar
Após a intensidade de Tishá BeAv, o calendário judaico nos conduz a um dos Shabatot mais carregados de esperança: Shabat Nachamu, assim chamado pelas primeiras palavras da Haftará de Isaías (40:1): “Nachamu, nachamu ami” — “Consolai, consolai o Meu povo.” É significativo que a consolação venha em dobro. Os sábios observam que o sofrimento não desaparece apenas com o passar do tempo; ele precisa ser acolhido e transformado. Por isso, a Torá nos ensina que a verdadeira consolaç
23 de jul.2 min de leitura
Tu B'Av – O amor que nasce da unidade
Do pôr do sol de 28 de julho de 2026 (terça-feira) ao pôr do sol de 29 de julho de 2026 (quarta-feira). Entre as datas do calendário judaico, poucas carregam uma mensagem tão delicada quanto Tu B'Av, o décimo quinto dia do mês de Av. Após a intensidade espiritual de Tishá B’Av, quando recordamos a destruição dos Templos e as rupturas da história judaica, surge um dia dedicado à alegria. Não se trata de um contraste casual, mas de um ensinamento profundo: a tradição judaica af
23 de jul.2 min de leitura
Tishá B'Av
De 22 para 23 de julho de 2026 (17:07(22)-17:47(23) Tishá B'Av ocupa um lugar singular no calendário judaico. Neste dia recordamos a destruição do Primeiro e do Segundo Templo de Jerusalém, mas a tradição de Israel não nos convida a permanecer presos ao passado. Ao contrário, ela nos ensina que a memória deve transformar-se em responsabilidade e esperança. Os sábios observaram que um edifício sagrado não é sustentado apenas por suas pedras, mas pelos valores que unem um povo.
16 de jul.2 min de leitura
Shabat Chazon – Aprender a Enxergar Além das Ruínas
O Shabat que antecede Tishá BeAv recebe o nome de Shabat Chazon por causa da primeira palavra da Haftará: "Chazon" — "Visão" (Isaías 1:1). À primeira vista, pode parecer um Shabat marcado apenas pela tristeza, pois anuncia a lembrança da destruição do Primeiro e do Segundo Templo. Entretanto, a tradição judaica nos convida a compreender que essa "visão" é muito mais profunda do que um anúncio de calamidade. Trata-se de um chamado para aprender a enxergar a realidade com os ol
16 de jul.2 min de leitura
O mês de Av: da destruição ao consolo
O mês de Av (אָב) terá início ao pôr do sol de 15 de julho de 2026, quinta-feira. Av ocupa um lugar singular no calendário judaico. É conhecido pelas maiores tragédias nacionais de Israel, mas também pela extraordinária capacidade de transformar o luto em esperança. A tradição ensina que justamente onde a dor alcança seu ápice pode nascer a possibilidade de renovação. Os sábios afirmam: 'Quando entra Av, diminuímos a alegria' (Mishná, Ta'anit 4:6). Essa orientação não express
9 de jul.2 min de leitura
