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Um minuto de reflexão - 7 de outubro

8 de out.
2 min de leitura

Há datas que deixam de pertencer apenas ao calendário e passam a fazer parte da consciência humana. O dia 7 de outubro de 2023 é uma delas.


Naquela manhã, Israel foi surpreendido por um dos mais graves ataques terroristas de sua história. Cerca de 1.200 pessoas foram assassinadas, entre elas homens, mulheres, idosos, crianças e jovens. Outras 251 pessoas foram sequestradas e levadas como reféns para a Faixa de Gaza, onde muitas delas e suas famílias passaram a enfrentar um sofrimento prolongado e profundo.


Nenhuma causa justifica o terrorismo. Nenhuma convicção política, religiosa ou ideológica pode transformar o assassinato de inocentes, o sequestro de civis e a propagação deliberada do medo em atos moralmente aceitáveis. Quando a vida humana deixa de ser respeitada, toda a humanidade perde um pouco de sua própria dignidade.


Ao longo dos meses que se seguiram, o debate internacional concentrou-se, em grande parte, nas consequências da guerra e na resposta militar de Israel. Nesse contexto, muitas pessoas tiveram a impressão de que a memória das vítimas do ataque de 7 de outubro, bem como o sofrimento dos reféns e de suas famílias, recebeu atenção insuficiente. Recordar esse dia não significa ignorar o sofrimento de outros povos, nem diminuir a dor de outras vítimas. Significa afirmar um princípio fundamental: nenhuma vítima do terrorismo deve ser esquecida, e toda vida humana possui igual dignidade.


Israel, como qualquer nação soberana, possui o direito e o dever de proteger sua população e buscar o retorno seguro de seus cidadãos. Ao mesmo tempo, a tradição judaica nos ensina que a defesa da vida deve permanecer sempre como um valor supremo, mesmo nos momentos mais difíceis.


Hoje, mais do que recordar uma tragédia, somos chamados a refletir sobre o tipo de mundo que desejamos construir. Um mundo onde diferenças sejam resolvidas pelo diálogo e pela justiça, jamais pelo terror. Um mundo onde a compaixão não seja seletiva e onde a memória alcance todas as vítimas, sem distinção.


Que este minuto de reflexão seja também um minuto de oração.


Oremos pela memória daqueles que perderam a vida. Pelos sobreviventes, que carregam cicatrizes visíveis e invisíveis. Pelas famílias que continuam vivendo a angústia da espera. E por todos aqueles que ainda anseiam pelo reencontro com seus entes queridos.


Que D's conceda consolo aos enlutados, fortaleça os que sofrem, proteja os inocentes e faça chegar o dia em que a paz prevalecerá sobre o ódio, a vida vencerá a violência e a dignidade humana será reconhecida acima de qualquer conflito.


Que a memória das vítimas seja uma bênção.Que as vítimas que sobreviveram possam se equilibrar depois de terem sofrido este terror.E que a paz venha sobre Israel e sobre todos os povos.


Am Israel Chai

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Fundada no dia 17 de abril de 1947, a Sociedade Israelita da Bahia – ou simplesmente SIB - é uma associação civil brasileira, beneficente e filantrópica que procura promover culto, ciência, cultura, educação, esportes, recreação e beneficência, sob a égide da religião judaica.
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