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Chodesh Cheshvan – Quando a santidade continua sem as festas

8 de out.
2 min de leitura

Rosh Chodesh Cheshvan 5787Do pôr do sol de 10 de outubro (sábado) ao pôr do sol de 12 de outubro (segunda-feira). Rosh Chodesh é observado por dois dias porque Tishrei possui 30 dias.


Após um mês repleto de solenidades, chegamos a Cheshvan, o único mês do calendário judaico que, tradicionalmente, não possui festas bíblicas ou jejuns nacionais. Por essa razão, alguns sábios o chamaram de Mar Cheshvan. A palavra mar pode significar 'amargo', numa alusão ao fato de que, depois da intensa espiritualidade de Tishrei, Cheshvan parece desprovido de celebrações. Outros comentaristas, porém, observam que mar também pode significar 'gota d'água', recordando o início do período das chuvas na Terra de Israel e a bênção que elas representam.


Entretanto, Cheshvan está longe de ser um mês vazio. Pelo contrário, ele nos ensina uma das maiores lições da vida judaica: a verdadeira espiritualidade começa quando terminam as grandes celebrações. É relativamente fácil sentir-se inspirado durante Rosh Hashaná, Yom Kipur, Sucot ou Simchat Torá. O verdadeiro desafio é levar essa inspiração para os dias comuns, quando voltamos ao trabalho, aos estudos, à família e às responsabilidades diárias.


Os sábios afirmam que "o principal não é o estudo, mas a prática" (Pirkei Avot 1:17). Cheshvan representa exatamente esse princípio. Depois de ouvirmos o shofar, jejuarmos, habitarmos a sucá e dançarmos com a Torá, chega o momento de transformar toda essa experiência em atitudes concretas.


Há também uma bela tradição registrada no Midrash, segundo a qual Cheshvan foi "privado" de festas porque estaria reservado para uma futura alegria: a dedicação do Terceiro Beit HaMikdash. Embora essa ideia pertença ao campo da tradição rabínica e da esperança messiânica, ela transmite uma mensagem profunda: diante de D's, nenhum tempo é esquecido. Até aquilo que hoje parece silencioso pode estar sendo preparado para uma grande bênção.


Rosh Chodesh nos recorda o constante processo de renovação representado pela lua. Assim como ela reaparece após desaparecer de nossos olhos, também nós somos chamados a renovar nossa fé, nossa esperança e nosso compromisso com a Torá.


Ao iniciarmos Cheshvan, que possamos levar para os dias simples a luz espiritual que recebemos durante Tishrei. Que a alegria das festas se transforme em bondade, estudo, oração e cumprimento das mitsvot durante todo o ano.


Chodesh Tov Umevorach!




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