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Shuvá e Teshuvá: o caminho e o processo do retorno

6 de ago.
2 min de leitura

O chamado e a resposta

À medida que nos aproximamos dos Yamim Noraim, duas palavras hebraicas aparecem com frequência: Shuvá e Teshuvá. Embora tenham a mesma raiz hebraica (שוב – shuv), que significa 'voltar' ou 'retornar', elas não são sinônimos.


Shuvá é um convite: 'Volta!'. É o chamado dos profetas, como em 'Shuvá Yisrael' – 'Retorna, ó Israel, ao Eterno teu D's'. Não é uma voz de condenação, mas de esperança.

Teshuvá é a resposta a esse chamado. É o processo de retorno à nossa essência por meio do reconhecimento dos erros, da reparação do que for possível e do compromisso sincero de agir melhor.


O tempo de Elul

Poderíamos dizer que Shuvá é o chamado; Teshuvá é a caminhada. Primeiro ouvimos o convite; depois iniciamos, passo a passo, o retorno. Por isso o mês de Elul é um período de preparação: D's não espera perfeição imediata, mas sinceridade e disposição para crescer.


A sinagoga como lugar de encontro

Nesse contexto, a sinagoga ocupa um lugar especial. Mais do que um espaço de oração, ela é um lugar onde o chamado da Shuvá pode ser ouvido com mais clareza e onde a Teshuvá encontra apoio na força da comunidade.


A presença na sinagoga não deve ser compreendida como uma obrigação pesada, mas como uma oportunidade de fortalecer os laços com D's, com a Torá e com outras pessoas. Muitas vezes, uma tefilá rezada em conjunto, uma reflexão sobre a Parashá, o toque do shofar ou um simples encontro comunitário renovam o coração de maneira discreta e profunda.


Que neste tempo de Elul possamos ouvir o chamado da Shuvá e responder por meio de uma Teshuvá sincera, descobrindo, passo a passo, a alegria de retornar ao Eterno e de caminhar junto à comunidade de Israel.

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