Notícias de Israel
- David S. Moran
- 21 de ago.
- 5 min de leitura
CADA VEZ MAIS ISOLADOS - A guerra Espadas de Ferro, que foi a reação de Israel ao ataque da organização terrorista Hamas, conseguiram fomentar um antissionismo e antissemitismo no mundo, muito injustamente e esta onda tronou-se moda. Guerra de um Estado soberano contra organização terrorista de quem as organizações internacionais nada exigem é totalmente desigual.
Mesmo passados 686 dias a Cruz Vermelha não visitou os sequestrados e nada informou de suas condições de saúde, eles não foram visitados por nenhuma agência da ONU e isto passa sem nenhuma reclamação do Secretário Geral da Organização, ou por qualquer governante do mundo, mesmo aqueles que criticam e condenam o governo de Israel.
O presidente ucraniano, Volodymir Zelensky foi visitar o presidente americano, Trump e recebeu reforço dos presidentes da França, Macron, da Finlândia, Alexander Stubb, a presidenta do Conselho Europeu, Úrsula von der Leyen, o Secretário Geral da OTAN, Mark Rutle, primeiro ministro inglês, Keir Starmer, primeira ministra italiana, Giorgia Meloni, chanceler alemão, Friedrich Merz. Zelensky que levou um pito do Trump na primeira vez que se encontraram, desta vez foi tudo as mil maravilhas. O esperado encontro de reconciliação e acerto de contas com Putin ainda não saiu, mas Zelensky recebeu apoio de todos inclusive compromisso americano de defender a Ucrânia.
Infelizmente, o primeiro ministro israelense, Netanyahu está muito longe desta posição. Ele tem apoio do Trump, mas isolado da Europa, onde nem pode viajar, talvez com exceção a Hungria de Orban. O Macron disse que reconhecera o estado palestino, na próxima reunião da Assembleia Geral da ONU, em setembro e foi seguido por outros líderes europeus e da Australia.
Este país revogou (19) o visto de entrada do deputado Simcha Rothman, (Sionismo Religioso) que iniciaria um tour na Australia, para falar com comunidades judaicas do país. A alegação foi que ele espalha "ódio e divisão". O premier Netanyahu então mostrou a sua ira, (20) pois a Austrália também disse que reconheceria o estado palestino, e falou:" a história lembrara Anthony Albanese pelo o que ele é, político fraco que traiu e abandonou os judeus australianos" A resposta imediata foi do Ministro do Exterior israelense, Saar que revogou o visto dos diplomatas australianos para a Autoridade Palestina, que moram em Israel. O fogo foi aumentado com o comentário da Ministra do Exterior australiana, Penny Wong: "o governo do Netanyahu isola Israel e prejudica os esforços internacionais pela paz e pela solução de 2 Estados".
Quando se fala de 2 Estados, ninguém sabe onde será a fronteira. A Autoridade Palestina controla algumas áreas da Judeia e Samaria (Cisjordânia) e fala num "estado palestino com a capital em Jerusalém Oriental". Algo muito improvável, pois Jerusalém está unificada e em volta de Jerusalém Oriental há bairros judaicos. A Capital de Israel atualmente é de 1 milhão de pessoas. Quando lá cheguei em 1968, tinha 250.000, igual a Taubaté (SP). Além disso, Jerusalém sempre foi o centro na história judaica. É mencionada 687 vezes na Bíblia e nenhuma vez no Al Corão. Só se tornou importante aos muçulmanos para atacar Israel.
Infelizmente, Israel está hoje mais isolado do que nunca e o seu governo não ajuda para reverter o quadro. Depois de longo tempo sem negociação (indireta) com a Hamas, esta organização sob pressão militar israelense, atendeu ao plano Wilkof e está disposta a devolver a Israel 10 reféns vivos e 18 corpos de reféns em 60 dias. Netanyahu que o tempo todo exigiu que o acordo seria por etapas, agora diz que quer negociação definitiva, isto é do retorno de todos os 20 reféns, que se acredita estarem vivos e 30 corpos de reféns que foram mortos. Desde segunda feira (18) até quinta-feira (21), Israel não respondeu se aceita o acordo.
O governo de Israel emitiu 130.000 convocações a reservistas e aprovou o plano de atacar a cidade de Gaza, para tentar eliminar de vez os terroristas da Hamas. Ao mesmo tempo, Netanyahu que acredita se aprovar a atual negociação, verá seus ministros extremistas, Ben Gvir e Smotrich se demitirem, já está costurando a entrada de Ganz na coalizão. Ganz já fez parte da coalizão, demitiu-se e acusou o governo, mas agora parece disposto a voltar.
Militarmente, Hamas já perdeu a guerra há mais de 1 ano, agora tem que derrota-la politicamente. Na quarta-feira (20) houve tentativa de uns 20 terroristas que saíram de tuneis próximos a uma estação provisória das FDI, matar ou sequestrar soldados. A tentativa foi frustrada ante a imediata reação dos soldados que mataram 15 terroristas e feriram vários outros, Um soldado israelense foi gravemente ferido e 2 levemente.
Uma coisa é certa os países Ocidentais não conseguem (ou não querem) enxergar as atividades da Hamas, como elas são. Hamas, não se interessa por Gaza, ela quer a palestina inteira. Esta ideologia emana da inspiração de crença religiosa extremista- jihadista. Se conseguisse seu objetivo visaria os países europeus e até os EUA. O novo prefeito de Mineápolis que foi eleito é um muçulmano extremista, mais do que o candidato a prefeitura de Nova York. Há pouco tempo ninguém imaginaria esta situação. O mesmo fenômeno acontece na Europa. Apesar da violência palestina e muçulmana que já ocorreu no mundo, o mundo não quer enxergar a realidade e parece dar apoio e prêmio àqueles que cometem mortes e selvageria.
ISRAEL AJUDA PAÍSES NECESSITADOS - Os drusos e cristãos na Síria continuam ser perseguidos por forças governamentais, jihadistas. Quem os ajuda abertamente com assistência médica e alimentar é Israel. Sentindo a aliança entre drusos israelenses e sírios, há sírios que se alistam as FDI. Israel não podia ficar de braços cruzados ante o massacre que os jihadistas promoveram em A Sweida e outras cidades drusas e interveio. Fabricas farmacêuticas israelenses se mobilizaram para entregar e ajudar drusos e cristãos sírios. Os líderes drusos-sírios mostraram em vídeos que 700.000 drusos estão em péssimas condições, sem água, alimentos e remédios. O líder druso-israelense Xeique Muwaffaq Tarif arregimentou o Hospital Ziv, de Safed, Galileia, sob o comando do Dr. Salman Zarka, o Yossi Afeq da farmacêutica Teva, Avi Busquila, diretor geral da Sarel e Shlomo Grofman, presidente da Sarel e com outros se puseram a disposição dos irmãos drusos da Síria. Israel também decidiu enviar ajuda humanitária ao Sudão do Sul e o Ministro do Exterior israelense viaja a Zâmbia para reabris a embaixada que foi fechada há anos. Israel teve grande presença na África até a Guerra do Yom Kipur (1973).
3 UNIVERSIDADES ISRAELENSES ENTRE AS 100 MELHORES DO MUNDO - Em Israel vivem pouco menos de 10 milhões de habitantes, mas as suas conquistas em várias áreas são impressionantes. Pelo rating de Shanghai, que avalia as 2500 melhores do mundo e publica a lista das 1.000 melhores, foram classificados 3 entre as 100 melhores do mundo. O Instituto Weissmann de Ciências está na 71ª colocação, a Universidade Hebraica de Jerusalém (fundada em 1923, com a presença do ativista e cientista Prof. Albert Einstein) está na 81ª posição e o Technion- o Instituto Tecnológico de Israel em 97ª colocação. Só para dar ao leitor brasileiro a comparação, o Brasil com seus 220 milhões de habitantes, tem a USP na categoria de 101 a 150 melhores, a UNESP e a Universidade Estadual de Campinas se classificaram no grupo de entre os 401-a 500 melhores do mundo.



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