Notícias de Israel
- David S. Moran
- há 2 dias
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DIA DA PARTILHA, ESTADO JUDEU E ESTADO ÁRABE - Uma discussão que já vai por quase 80 anos é de como os judeus chegaram ao Estado de Israel e se foram destituindo os árabes que ali viveram. Vale a pena lembrar, que jamais existiu um Estado Palestino, enquanto que Israel como Estado dos judeus existia há mais de 3.000 anos e é mencionado diversas vezes até na Bíblia. O Império Romano conquistou a área e depois vários outros impérios e há mais de 500 anos quem governava a área era o Império Otomano (turco), de 1517 até 1917, quando o Império Britânico conquistou a área.
Neste mesmo ano, em 2 de novembro, o Ministro do Exterior britânico, Lord Arthur Balfour, em nome do governo britânico, prometeu apoiar " o estabelecimento de um Lar nacional para o povo judeu na Palestina. Naquela época, essa área era árida e pouco habitada. Os judeus nunca deixaram de viver neste local que viria a ser o Estado de Israel. Apesar de ser dispersado pelo mundo, sempre houve presença de judeus em Israel. De todas as partes do mundo judeus rezaram e rezam voltados ao Estado de Israel.
Com a criação do movimento Sionista e, depois do primeiro Congresso Sionista, em 21.8.1987, aconteceram levas de imigrações de judeus que eram perseguidos, principalmente da Europa. Depois do Holocausto e o assassinato de um terço do povo judeu (6 milhões de seres humanos), os países do mundo estavam mais propícios a criar um Estado Judeu, para os judeus que lá gostariam de viver.
No dia 29.11.1947, sob a presidência do brasileiro Osvaldo Aranha, a Assembleia Geral da ONU votou a Resolução 181, para a criação de 2 Estados: um Judeu e um árabe (não palestino, pois não existiam os palestinos). Com maioria de 33 países a favor, 13 contra e 10 abstenções, a resolução foi aprovada. O Ishuv judeu aceitou imediatamente com alegria. Os árabes que já tinham Estados como o Egito, Líbano, Síria, Jordânia (que logo invadiu e ocupou a Transjordânia), Iraque e outros rejeitaram.
Enquanto Israel aceitou o plano da Partilha e iniciou os arranjos para decretar a criação do Estado de Israel, sete países árabes lançaram suas forças armadas, reforçados por grupos de árabes da Palestina contra o novo país, indefensível, pensando removê-lo do mapa mundi.
A determinação dos judeus israelenses foi essencial e eles venceram os países potentes, numa guerra longa. Em 14.5.1948, o primeiro ministro, David Ben Gurion declarou a Independência de Israel.
Os árabes que não aceitaram a Independência do Estado Judeu, desde então, com mais ou menos tensão combatem Israel, que apesar de todas as adversidades, continua atraindo judeus do mundo todo para emigrar a Israel, país que continua a crescer e a progredir em todas as áreas.
Em 29.11.1977, a ONU subjugada a 56 países muçulmanos, entre eles 22 países árabes, votou pela criação do Dia Internacional de Solidariedade com o Povo Palestino. Aliás, povo que jamais existiu. Desde 1517 e até 1917, a região era parte do Império Otomano (turco) e de 1917 a 1947, era parte do Império Britânico.
Nestes 77 anos, basta ver como o Estado de Israel prosperou e o que israelenses contribuíram para o mundo, comparando com onde chegaram os 1.5 bilhão e meio de muçulmanos do mundo todo em geral e os 7 milhões dos chamados palestinos, em particular, e sua contribuição ao mundo.
A SECA NO ORIENTE MÉDIO, A PAZ PODE SER A SOLUÇÃO - O tempo anda louco. Estamos nos dias finais de novembro e ainda não chegou a chuva. A temperatura está acima do normal, isto é, se já devia estar na casa dos 15 a 20º, o calor continua a reinar com cerca de 30ª e mais.
Isto ocorre em todo o Oriente Médio. Israel supre suas necessidades e vende água à Jordânia, quantidade bem maior do que devia pelo acordo de paz. O Egito que vivia por conta da abundância de água do rio Nilo, passou a sentir falta de água após a construção da barragem que a Etiópia ergueu sobre o Nilo. Isto levou os dois países à beira de uma guerra.
A Síria sente falta de água, pela escassez do Rio Eufrates e por este mesmo motivo o Iraque também. Da vasta área do Irã nem se fala. Chegou ao ponto de que o regime está pensando em mudar a capital do país de Teerã a outro lugar, tudo isto por conta da escassez de água. Segundo informações do Irã, o presidente Masoud Pezeshkian alertou (16.11) que se não chover até o final de novembro, terá que evacuar a capital. As reservas de água são as menores dos últimos 60 anos. Adicione a isto a alta inflação, o colapso da moeda local, a falta de combustível e as constantes paralizações da energia elétrica e o regime entende que está em grave crise.
Em 1962, após grave terremoto, o Xá Mohamed Reza Pahlevi convidou especialistas israelenses para modernizar a infraestrutura hídrica do Irã. Com o passar do tempo, o número de engenheiros hídricos chegou a centenas e tudo isto foi encerrado em 1979, com a revolução Islâmica do Khomeini
A Faixa de Gaza, mesmo agora só subsiste devido à água e energia elétrica fornecidos por Israel. Eles não têm nada próprio e o" irmão" do sul, o Egito, não quer saber deles.
Se todos estes países e regiões fizessem a paz com Israel só teriam a ganhar. Israel tem tecnologias de primeira no processo de dessalinização da água do mar, que atualmente é a maior quantidade consumida pelos israelenses e também a tecnologia de levar água a qualquer ponto e a tecnologia de irrigação mais famosa do mundo. Deviam pressiona-los fazer a PAZ, NÃO A GUERRA.
CRESCE A TENSÃO ENTRE KATZ E ZAMIR - Logo depois da demissão do Chefe do Estado Maior, Major General Herzi Haelvi - por ser um dos responsáveis pela catástrofe de 7/10 -, o Ministro da Defesa, Israel Katz nomeou o general (Res.) Eyal Zamir para substitui-lo.
Desde então começaram entre os dois muitas desavenças, já que Katz, se julga futuro substituto do Netanyahu e Zamir a quem só interessa fortalecer o exército. O Major General Zamir está formando seu Estado Maior e quer substituir outros generais que tiveram participação em 7/10. Katz quer adiar esta transformação, principalmente devido a nova lei do recrutamento que está em processo.
Esta semana houve novo conflito devido a publicação (24/11) do resultado da investigação militar sobre o ocorrido em 7/10 realizada a pedido do Zamir pelo General (Res.) Sami Tourjeman. O Major General Zamir - que não estava no exército na época - adotou as conclusões da Comissão e tomou algumas medidas.
Demitiu o Oficial chefe do Serviço de Inteligência da Divisão de Gaza e o Comandante da Brigada Operacional da Inteligência. O Comandante da área Sul, que passou a ser da reserva, está demitido, bem como o Comandante da Divisão de Operações, o Comandante do Serviço de Inteligência e o Comandante da Unidade 8200 do Serviço de Inteligência. Todos estes já são da reserva e não vão servir mais.
O Major General Zamir disse: "As Forças de Defesa de Israel (FDI) fracassaram em7/10, um grave fracasso. Temos que nortear nossos passos no futuro. Não é fácil tomar estas medidas com oficiais de dezenas de anos no serviço.
Diante deste embate, Netanyahu chamou os dois para sentarem com ele e esclarecer e resolver a "briga". O Ministro Katz disse que não viria e então Netanyahu falou com cada um deles em separado. Tudo isso quando Israel está ainda em época de guerra. É sabido que Katz quer aparecer como o valentão, pois no Likud há eleição e ele quer receber boa votação interna. Parece que a ala política, que não assume nenhuma responsabilidade da recente guerra, quer botar toda a culpa na ala militar. Na quarta-feira (26) Zamir voltou a alfinetar Katz e os políticos dizendo:" Hoje está claro e acima de qualquer dúvida - temos que ter uma liderança corajosa, com propostas e que mude a realidade. Liderança que também reconheça o fracasso e tenha a coragem de fazer mudança". Só faltou ele dizer abertamente o que o governo não quer ouvir, que tem que formar uma Comissão Nacional de Inquérito, formada por indicação da STF.
JIHAD ISLÂMICO DEVOLVEU O CORPO DE MAIS UM SEQUESTRADO - Na segunda-feira (24/11), a Jihad informou que encontrou o corpo de mais um sequestrado e o devolveu um dia depois. Após a investigação do IML, constatou-se que se trata de Dror Or do Kibutz Beeri. Centenas de pessoas esperaram pela volta do seu corpo (foto) na terça-feira. O trágico caso de Dror mostra a brutalidade das organizações terroristas Jihad Islâmica e Hamas. No dia 7/10 Dror e sua esposa Liat estavam dormindo com 2 dos seus 3 filhos. Dror era chef, trabalhava com as vacas leiteiras e foi professor de Yoga. Quando o alarme soou, eles foram para o quarto de segurança, que os terroristas tentaram abrir e não conseguiram. Então atearam fogo na casa. O casal resolveu salvar os filhos e os retiraram pela janela do quarto-abrigo. Em seguida, eles saíram separando-se para tentar fugir e foram derrubados a tiros e mortos. Os terroristas, pensando em ganhar vantagem, levaram o corpo de Or para Gaza. Enquanto isto, em separado, os filhos pequenos Noam e Alma, foram pegos vivos pelos terroristas e levados a Gaza. Pelas suas idades tiveram sorte e voltaram a Israel no primeiro acordo com o Hamas, em novembro de 2023. O filho maior Yahali, de 18 anos, não esteve no Kibutz naquele sábado e agora terá que cuidar dos 2 irmãos menores.
Agora os terroristas ainda tem em seu poder 2 sequestrados o policial Ron Gvili e o estudante tailandês Sudthisak Rinthlac^, da Tailândia, que Israel espera receber o mais brevemente possível.
TRUMP E SEQUESTRADOS - O presidente americano recebeu os últimos 20 reféns vivos que voltaram de Gaza, na sexta-feira (21/11) na Casa Branca. Foi o terceiro encontro do presidente americano com sequestrados israelenses. Na ocasião, chamou-os de heróis e lhes deu a Medalha Presidencial. Eles foram entregues a Israel em 13 de outubro e o presidente americano lhes deu atenção especial. É uma pena que Netanyahu não teve tempo de encontrá-los, ou mesmo ligar por telefone..
Até o momento a Guerra de 7 de outubro custou a vida de 921 soldados, 971 civis e 78 policiais e pessoal do Shabak (ex Shin Beth). 253 foram devolvidos do cativeiro, entre eles 85 corpos e ainda restam 2 reféns.
NA EUROPA, MOHAMAD É O NOME MAIS POPULAR - Os muçulmanos conquistam a Europa. Nas capitais e cidades principais do continente, o nome mais popular dos recém-nascidos é Mohamad (em suas variações). Assim foi apurado em pesquisa de 2023-2025. Em Bruxelas, há anos Mohamad é o líder. Em Oslo, está em primeiro lugar desde 2008 e assim o é em Amsterdam e Haia. Outras cidades em que está em voga chamar os filhos de Mohamad é em Berlin e Beirute. Na França e na Bélgica, é muito popular e na Inglaterra e País de Galles, 3% das crianças levam este nome. Segundo a Agencia PEW, 6% da população europeia era muçulmana em 2020 e em 2025 chegou a 11.2%. As razões para tal é a alta natalidade e a emigração muçulmana para a Europa. O grande problema é que eles não procuram integração na nova sociedade que adotaram. Seguem fechados em suas comunidades e com seus costumes.
PRIMEIRO TRANSPLANTE DE CÓRNEA DESENVOLVIDA EM LABORATÓRIO, EM ISRAEL - O Prof. Michel Maimone do Hospital Rambam, em Haifa, realizou o primeiro transplante no mundo de córnea artificial, desenvolvida em laboratório pela companhia israelense " Precise Bio", em uma senhora cega de 70 anos, que agora enxerga. O prof. Maimone explica: " Pegamos córnea de pessoa morta e as células importantes fazemos crescer em laboratório, criando em impressora 3D de 300 a 400 córneas. Esta pode ser uma revolução no mundo oftalmológico, pois há 13 milhões de pessoas esperando por transplante de córnea.
PERU COMPRA JIPES BLINDADOS DE ISRAEL - A indústria de blindagem de carros, Plasan, do Kibutz Sasa, no norte do país, recebeu encomenda do Peru para fabricar 58 carros blindados no valor de 23 milhões de dólares. Os veículos, chamados "gatos da areia" (Sandcat EX 12), já provaram sua eficiência.
PRESIDENTE DO MEXICO XINGADA - A cientista judia Claudia Sheinbaum, que se tornou a primeira presidente do México e por cima judia, pelo partido de esquerda, passou a sofrer ataques antissemitas. No muro do Palácio Presidencial, alguém pichou os dizeres "Puta Judia". Isto apesar da Sra. Sheinbaum ser critica de Israel e tomar o lado palestino. Ela criticou Israel algumas vezes e tomou o lado dos palestinos. Há os que acham que todos os judeus são iguais, mas não é bem assim. Prova disso é o novo prefeito eleito em Nova York, Mamdani, que é muçulmano xiita. 30% dos judeus da cidade votaram nele e seu principal assessor político é o velho senador judeu Bernie Sanders.



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