Notícias de Israel
- David S. Moran
- 15 de jan.
- 8 min de leitura
TRUMP AMEAÇA O IRÃ, MAS... - A atual onda de violências no Irã teve inicio no final de dezembro de 2025 e continua no inicio do ano 2026. Entre os motivos podemos mencionar a catástrofe econômica, inflação de centenas de porcentos, falta de água, elevação até do preço do combustível. É um momento decisivo em que o próprio povo iraniano quer mudar o regime e boa oportunidade para as pessoas de bem no mundo, de ajuda-los.
O presidente americano advertiu os líderes religiosos do Irã, de que não ordenem matar os rebeldes que saem as ruas, "pois agirei com força total". Os dias foram passando, os aiatolás ordenaram e os Guardas Revolucionários com a milicia Basij foram as ruas e aos poucos foram aumentando o número diário de mortos. Trump continuou falar alto, sem agir e assim perdendo a credibilidade dos iranianos e do mundo. Ele devia ter aprendido a frase do filme" O bom, o mal e o feio": if you want to shoot, shoot, don't talk (Se você quer atirar, atire, não fale). Na terça-feira (13), Trump ameaçou de novo. Ele parece não entender a mentalidade do Oriente Médio, pois na quarta-feira (14) o Chefe do Sistema Judicial iraniano lhe deu o troco, anunciando:" devemos fazer julgamentos mais rápidos e execuções. Se demorarmos, 2 ou 3 semanas não teremos o mesmo efeito".
As informações do Irã não são precisas, mas sabe-se que centenas de milhares saem as ruas em todo o país, apesar do frio e do mal tempo reinante e desafiam as autoridades. Milhares já pagaram com suas vidas e o governo vai a hospitais e retira feridos e os executa sumariamente.
No mundo, ouvem se vozes condenando as ações do Irã, mas mesmo depois de 3 semanas, a ONU não teve tempo de se reunir e debater o assunto.
A população tenta se levantar contra o regime clerical, radical e nada humano dos aiatolás e o regime nada piedoso, assassina centenas e milhares de mulheres, crianças e homens, que seus familiares tem que acha-los abrindo sacos plásticos contendo os corpos. A ONU não tem tempo de debater o assunto, mas onde estão todas as organizações de Direitos Humanos, ou até mesmo dos Direitos dos Animais que nada emitem nem condenam as mortes. Será que porque Israel não está envolvido, todos emudecem? Onde está a vagabunda, amante de publicidade, a sueca Greta Thunberg, que luta pelos animais, pelos palestinos, mas não ouviu nada do massacre de civis iranianos. Será que para a esquerda dos cineastas de Hollywood e do mundo, o sangue dos iranianos não é tão vermelho como dos palestinos? E o Erdogan não vai enviar uma flotilha para alimentar pobres iranianos que realmente estão passando fome e frio.
Trump exorte os iranianos para continuar a luta e se apoderar de instituições, enquanto ele passa no calor da Florida e os iranianos estão no frio de pleno inverno. De acordo com a Wall Street jornal, Oman, Qatar e Arabia Saudita pressionam os EUA para não atacar o Irã pela ameaça do mercado de petróleo. Vidas humanas valem menos que o preço do barril de petróleo. Mas, o governo americano sabe que esta é uma oportunidade que lhe cai de acabar com a cabeça da víbora que alimenta todos os males da região: Hamas, Jihad Islâmica, Hizballah, jihadistas na Síria, no Iraque e símbolos para outras nações radicais. Na quarta-feira (14) o mundo estava em expectativa esperando a fala dramática do Trump. Mais uma vez, o presidente americano se esquivou. Falou de tudo, menos do esperado, iminente ataque contra o regime iraniano. Apenas disse: "fui informado de que as matanças cessaram. Se isto não é verdade, vou ficar muito zangado". Acabou o flope da coletiva. Os aiatolás governam o Irã há 47 anos a mão de ferro e chegou a hora de dar ao povo iraniano um pouco de liberdade para poder avançar e prosperar como foi no passado, para um grande futuro. Se isto acontecer, será um exemplo aos demais países da região, que viverão com mais paz e prosperidade. Será que milhares morreram em vão neste ciclo de violências?
NETANYHAU:" LUTAREMOS ATÉ A VITÓRIA COMPLETA" - Depois de 2 anos e 4 meses de guerra, um breve balancete do que Israel conseguiu neste tempo depois de combater a Hamas e a Hizballah revela que nenhuma meta anunciada pelo Netanyahu foi alcançada. O primeiro ministro falou em "vitória completa", mas estamos muito longe disso. No Sul, na Faixa de Gaza, Israel se estabeleceu na "linha amarela", que ocupa cerca de 50% da região. No mapa vê se a distância da penetração israelense da fronteira original com Gaza. Israel destruiu boa parte de Gaza, mas, ao contrário do proposto – que Hamas vai depor as armas e se retirará do governo- esta organização terrorista se estabeleceu e governa a Faixa de Gaza e ao mesmo tempo está se armando. Ainda não entregou a Israel, o último dos sequestrados, Ran Gvili, que segundo Netanyahu é uma questão vital e sem isto, Israel não vai para a segunda fase.
Pois bem, Israel falou, Trump ouviu e junto com o presidente A-Sisi resolveram ir para a segunda fase. O enviado especial, Witkoff disse em Cairo que conseguiu concordância de organizar uma Comissão Tecnocrata Civil que vai governar a Faixa de Gaza. Trump não espera por Netanyahu. Tem esperança de que Hamas devolva o refém morto que está em suas mãos. Os Estados Unidos ainda nada aprendeu sobre o Oriente Médio. Apesar da violação do acordo assinado pela Hamas a mais de 3 meses e da não entrega do Ran Gvili, eles vão em frente. Witkoff agradeceu ao Egito, a Turquia, Qatar por seus esforços. Israel esteve ausente e se nega a presença de turcos e de Qatar neste acerto.
No Norte, no Líbano, Hizballah apanhou de Israel, seu líder carismático Nasrallah foi ao céu encontrar as 72 virgens, com outros comandantes, mas, o exercito libanês, não consegue e nem ousa desarmar os terroristas da Hizballah. O exército se gaba de ter implantado suas tropas no sul do país, junto a fronteira com Israel. As FDI de vez em quando bombardeiam um veiculo de terroristas da Hizballah e assim continua a luta de "gato e rato".
A expert do Líbano na INSS, Orna Mizrahi diz que o ritmo em que a Hizballah se reconstrói é mais rápido do que o ritmo de Tsahal e do exército libanês em obstruiu lo e a cada dia Hizballah se fortalece. O exército libanês tem também interesse em desarmar a Hizballah, mas não o consegue. Seus soldados ganham 50 dólares mensais, que é 1/3 a 1/4 do salário que recebe terrorista da Hizballah. Os EUA transferiram ao exército libanês 500 milhões de dólares para reconstruí-lo e ao mesmo tempo o Irã passou a Hizballah 1 bilhão de dólares. O militar libanês para sustentar sua família procura mais um emprego, que as vezes é trabalhar com a Hizballah. Boa parte dos soldados são xiitas, familiares de xiitas da Hizballah.
Então, mesmo depois de violentos combates e grande destruição, Israel ainda não alcançou seus objetivos. Nada mudou, nem mesmo o governo que levou Israel a sua maior tragédia da história.
NO GOLÃ, ALGO MUDOU, JOVENS DRUSOS SE ALISTAM AS FDI - Israel conquistou o planalto do Golã, em 1967, da Síria, quase o perdeu na Guerra do Yom Kipur, em 1973 e o anexou oficialmente, em 14.12.1981. Os drusos são uma minoria muito leal no país onde vivem. Assim os drusos sírios, não aceitaram a ocupação israelense e não adquiriram sua cidadania. Eles temiam fazê-lo também por motivos familiares, que tinham com os parentes na Síria.
Os drusos israelenses, cuja maioria vive na Galileia é muito entrosada na sociedade israelenses. Eles servem no exército, numa proporção de mais de 95% dos jovens e há muitos comandantes, inclusive generais drusos. Um deles é o General (Res.) Hasson Hasson, que foi ajudante militar dos presidentes Peres e Rivlin. Ele atua muito com os drusos do Golã e menciona 3 elementos principais na mudança de comportamento dos drusos do Golã e da Síria. O primeiro, a queda do regime do Assad, que agora não mais o temem. O segundo, é a imediata reação das FDI ao foguete lançado pela Hizballah que atingiu um campo de futebol no Golã, causando a morte de 12 crianças e ferimento de outros 34 jovens. Israel além de condenar este bárbaro ataque, reagiu imediatamente liquidando o Chefe do Estado Maior da Hizballah, que foi um passo decisivo depois para alcançar toda a cúpula terrorista. O terceiro motivo, foi a reação israelense contra os terroristas sírios que atacaram os drusos no sul, em A Sweida. Os terroristas do ISIS assassinaram centenas de drusos, violentaram mulheres e jovens, rasparam os bigodes dos líderes religiosos, num ato de humilhação. Israel enviou forças, os afugentou e ajuda até hoje os drusos sírios a se defender. A consequência é que jovens drusos do Golã se alistam as FDI, como seus irmãos, os drusos israelenses. Dizem eles:" todos os drusos do Golã e da Síria sabem de uma coisa- não temos em quem confiar, a não ser no povo judeu". A liderança drusa diz que quer se separar da Síria e do radicalismo islâmico e casar com Israel e os judeus. Atualmente vê se jovens drusos do Golã e também das aldeias sírias próximas de Israel fazendo treinamento militar que também lhes permite defender suas casas no caso de jihadistas os atacarem. É um bom sinal de que eles querem se integrar a sociedade israelense, sem temer represálias a seus familiares do outro lado da fronteira.
A BOLSA DE TEL AVIV, INTERNACIONAL - No dia 5 de janeiro a Bolsa de Valores de Tel Aviv fez história. Foi o primeiro dia que passou a funcionar como as demais bolsas ocidentais e trabalha de segunda a sexta. Até então a bolsa de TLV funcionava de domingo a quinta feira. Parece que a nova decisão foi boa, pois na primeira sexta de funcionamento, os investidores estrangeiros investiram 25% do total investido. Vale a pena ressaltar que mesmo com a tensão no Irã, que poderia ter efeito em Israel, nos primeiros dias de 2026 a bolsa continuou em alta.
BRRRR, FAZ MUITO FRIO, O INVERNO ESTÁ AQUI - Janeiro é pleno inverno. No ano passado, passamos o inverno, sem muito frio e sem muitas chuvas. Este ano já é diferente. Parece que o inverno é mais rigoroso, mais frio e muito mais chuvas, que compensam a relativa seca que passamos. No norte do país, as temperaturas baixaram e no Monte Hermon a neve foi se acumulando para a felicidade geral das crianças e dos jovens. As chuvas que caíram formaram em muitos lugares cascatas e os riachos que correm ao Lago da Galileia, ajudam a enche lo. O mesmo ocorre no sul. Caíram muitas chuvas e a água das chuvas não penetra nas areias do deserto do Neguev e aí a água vai correndo pelos riachos formados e vai descendo 400 metros até o Mar Morto, que de repente recebe uma vitalidade.
O FILME "O AGENTE SECRETO" ESTREIA EM ISRAEL - O premiado filme brasileiro do pernambucano Kleber Mendonça Filho, estrelado por Wagner Moura, o Agente Secreto estreou nos cinemas em Israel. Relata acontecimentos da memória de Kleber do ano da ditadura em 1977. Uma das passagens que mostra o agente secreto acompanhado por um policial vão a um alfaiate alemão. O policial não consegue entender que o alfaiate é alemão e não foi nazista. Ele não consegue entender o que é judeu e também alemão. Kleber revelou que na sua juventude viveu entre judeus e com seu pai conheceu um alfaiate judeu romeno, que no filme virou alemão.



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