Notícias de Israel
UM SHMUM - Frase do premier David Ben Gurion, numa discussão em 20.3.1955, debochando da ONU.
Não há nenhuma dúvida de que a ONU, onde 193 países têm representações, é permanentemente anti-israelense. Basta ver o número de resoluções adotadas contra Israel e quantas contra o resto do mundo. (De 2015 a 2024, 173 resoluções contra Israel, mais do que o dobro de resoluções contra todo o resto do mundo — 80.) O Conselho de Direitos Humanos (UNHRC) acumulou 112 resoluções contra Israel, quando a Síria teve apenas 45, a Rússia, 11, o Irã, 16, e a Venezuela, apenas 4. Israel não consegue lutar contra 57 países muçulmanos e os palestinos, que são os únicos que têm status de observador na ONU.
Mas, mesmo desprezando a ONU, esta organização tem importância por ser internacional e de maior representatividade de 193 países, um fórum que é ouvido de ponta a ponta no mundo.
Nesta organização, por uma semana, líderes do mundo todo se reúnem em Nova York e dão suas prédicas. Este ano, nada menos do que 150 presidentes, primeiros-ministros e ministros do exterior estarão aí, e é uma boa oportunidade de falar uns com os outros.
O primeiro-ministro israelense planejou viajar e dar o seu discurso na quinta-feira, mas antes viajaria ao Texas, para encontrar-se com Elon Musk, e queria se encontrar com o presidente Trump. Os dois lhe deram as costas e então ele saiu na quarta à noite e retorna logo depois do discurso, em menos de 15 horas nos EUA.
O dirigente da Autoridade Palestina, que teve sua viagem revogada, falará na quinta-feira (24), de Ramallah, por vídeo. Depois, à tarde, o Netanyahu fará o seu discurso no seu polido inglês, que não valerá muito, pois os líderes mundiais já não estarão aí para ouvi-lo.
Ninguém o espera em Nova York, nem mesmo quem ele considera seu amigo, o presidente Trump. Infelizmente, ninguém o leva em consideração nos EUA, e ele, que devia sair gritando contra a intenção dos EUA de vender caças F-35, supermodernos, à Turquia e à Arábia Saudita, Netanyahu nem mesmo tentou protestar. Até o presidente Obama, que era considerado hostil a Israel, declarou que os países árabes não receberão F-35 para manter a superioridade e vantagem de Israel.
UM shmum, como disse David Ben Gurion, é bem empregado à declaração (imbecil) do presidente francês Macron, na terça-feira (22): “Na Cisjordânia há violações diariamente, apesar de que Hamas nunca agiu nesta região.”
Tem que ser ignorante para dizer uma asneira dessas. O pai do chamado “Príncipe Verde” — Hassan Yousef — é Hassan Yousef Khalil, um dos cofundadores do Hamas na Cisjordânia. Hamas realizou centenas de atentados terroristas e, em consequência disso, as FDI entraram em Jenin para destruí-los. Coisa difícil quando se tem cooperação da população.
Só neste domingo (20), véspera de Yom Kipur, dia mais sagrado dos judeus, um terrorista alvejou e matou Netanel Shukrun, pai de 6 filhos, e para Macron não há Hamas na Cisjordânia.
Netanyahu não devia viajar aos EUA e à ONU para ser humilhado, com os assentos na Assembleia Geral vazios. Em vez disso, devia, e a época de Yom Kipur é apropriada, dirigir-se ao povo de Israel e pedir — finalmente — perdão e assumir responsabilidade pela maior tragédia do povo judeu, desde a Segunda Guerra Mundial: a invasão, os 1.200 assassinatos e os 254 sequestros que a organização terrorista Hamas cometeu no seu turno. (Fato que não fez até hoje.)
Aliás, a Organização das Nações Unidas, que tem por objetivo fazer paz no mundo, não moveu um dedo para libertar os sequestrados israelenses das mãos do Hamas. As guerras continuam, a Rússia luta contra a Ucrânia, Paquistão e Afeganistão em combates, no Congo muçulmanos matam cristãos, e a ONU?
VÉSPERA DO 3º ANO DA INVASÃO DO HAMAS, ISRAEL SABIA OU NÃO? - Quem devia saber é o Serviço de Inteligência de Israel, que é dos melhores do mundo. Quem devia tomar atitude e prevenir qualquer invasão é o governo, que dá ordens às Forças de Defesa de Israel. O governo não constituiu uma Comissão qualquer de Inquérito para apurar os fatos, talvez porque sabe o que descobrirá.
Investigações de escritores e jornalistas estão começando a pipocar, e o que apuram causa perplexidade. Começou há poucas semanas com o lançamento do livro “843 Dias de Negligência”, de Shlomi Eldar e Ruthi Yuval. Eles revelam que o dirigente dos Emirados Árabes Unidos, MBZ, advertiu o Netanyahu dias antes da invasão de que Hamas está preparando algo. Netanyahu preferiu ignorar a advertência. Atrás dos bastidores, pediu aos EAU que desmentissem a informação, mas eles preferiram não confirmar nem desmentir.
Já antes, o comentarista militar do jornal Haaretz, Amos Harel, escreveu o livro “6:29” (a hora da invasão), em que faz revelações semelhantes.
Neste mês, os jornalistas Ronen Bergman (que escreve também no New York Times) e Yuval Rubovich publicaram ampla investigação no jornal Yedioth Ahronoth, alegando que o Shabak (ex-Shin Beth), o Serviço de Inteligência israelense e até o Egito advertiram que Qatar está financiando o Hamas e que esta organização está preparando algo contra Israel. Netanyahu permitiu ao Qatar transferir mensalmente 30 milhões de dólares em efetivos para Gaza para facilitar a vida dos Gazenses.
Agora, veio a revelação (17.9) do próprio informante, Dr. Sufian Abu Zaida. Este nasceu e viveu em Gaza, foi proeminente da Fatah e, por suas atividades, foi preso por Israel de 1981 a 1993. Na Autoridade Palestina, serviu de Ministro dos Assuntos dos Presos, em 2005.
Sufian é conhecido pela alcunha “Olhos de Carvão”, fala hebraico perfeito e é próximo de Muhamed Dahlan, que foi da Fatah e é desafeto de Mahmud Abbas. Depois do início da guerra, ele saiu de Gaza e atualmente vive no Cairo e é comentarista em meios de comunicação árabes.
Segundo ele, no seu Facebook, em setembro de 2023 se encontrou com Sinwar, que lhe disse: “Diga aos israelenses que, se não progredimos (em negociações), eu lhes preparo uma enorme surpresa”, usando em árabe a palavra “zilzal”, que significa terremoto. Dias depois, Sinwar lhe perguntou: “Você passou a informação aos israelenses? ” e teve resposta negativa. “Diga-lhes que lhes preparo uma grande surpresa, uma operação espetacular, algo incomum.”
Dr. Sufian confirmou que ele é a fonte de Shlomi Eldar e Ruthi Yuval e que, nos próximos dias, fará mais revelações.
A tudo isto, Netanyahu só responde: “Na manhã de sábado, 7.10.2023, ninguém me acordou.”
Difícil de aceitar, pois todos em Israel foram acordados naquela manhã pelas sirenes que ecoaram por todo o país, advertindo a população a buscar proteção nos bunkers.
PESQUISAS ENTRE OS PALESTINOS - O Instituto de Estatística do Dr. Khalil Shikaki (PCPSR) aponta que a força da organização terrorista Hamas na Cisjordânia caiu para 24%, comparando a 10 meses atrás, quando tinha 35%. (A atenção do presidente Macron — DSM.) A Fatah tem o apoio de 32% e 18% para uma 3ª corrente. 44% dos que responderam acham que nem a Fatah nem Hamas estão aptos a liderar o público palestino.
Questionados sobre as próximas eleições — marcadas para novembro —, 24% apoiam a Fatah e 24% apoiam o Hamas. O líder da Fatah e da OLP é Mahmud (Abu Mazen) Abbas, que tem rejeição de 79% dos palestinos, que querem vê-lo demitindo-se.
Como herdeiro do Abbas, eles preferem o Marwan Bargouti (39%), que está encarcerado por ter assassinado 5 israelenses. Segue Khalil al Haya, líder do Hamas, com 16%, e depois Mohamad Dahlan, com 15%. Este foi dos líderes da Fatah em Gaza e, com a tomada do poder (Ramallah) pelo Hamas, em 2007, fugiu para EAU.
As eleições para o Conselho Legislativo estão marcadas para 28 de novembro, pela primeira vez em 20 anos, e a eleição para a presidência da Autoridade Palestina, em princípio, de 2027.
Contudo, 44% dos palestinos acham que as eleições não serão realizadas e só 30% acham que serão eleições justas e livres. 54% opinaram que querem eleições, mesmo sem a participação da população árabe do leste de Jerusalém. 24% querem eleições só com os árabes jerusalemitas.
O que é mais importante nas eleições: 19% unir a Cisjordânia com a Faixa de Gaza, 18% parar a matança em Gaza, 15% melhorar a situação econômica, 11% a reconstrução de Gaza, 10% a luta contra os assentamentos e 10% a luta contra a corrupção do governo palestino.
43% querem lutar para o estabelecimento de Estado palestino nas fronteiras de 1967, inclusive Jerusalém Oriental. 28% a favor do direito de retorno, 11% querem governo democrático cuidando dos direitos humanos.
Há 10 meses, 48% dos participantes achavam o Hamas vitorioso em 7/10 e agora só 20% o acham. Quanto à paz com Israel, 44% querem negociações com Israel, 21% apoiam a luta armada (há 10 meses eram 41%) e 14% resistência civil não violenta.
44% dos palestinos são a favor de 2 Estados, porcentagem que sobe para 56% se for nas fronteiras antigas (verde). 10% querem 1 Estado liberal e democrático, do Rio Jordão ao Mar Mediterrâneo. 83% dos palestinos acham as instituições palestinas corruptas.
NETANYAHU NA ONU - Escrevo isto antes do seu discurso, sabendo antecipadamente que será no seu excelente inglês, e é uma pena que ele falará para o protocolo e ninguém o ouvirá.
Ele voou na quarta-feira à noite e falará na quinta, às 21:00. Trump já está em Washington e os outros líderes também ausentes. Devido ao Mamdani, aterrissou em New Jersey e só permanece em Nova York algumas horas e imediatamente retorna a Israel, que sexta à noite comemorará Sucot.
Só espero que fale à audiência internacional e não à sua base eleitoral, que é mais radical.
PROTESTOS NA SÍRIA CONTRA AUMENTO DO PREÇO DA GASOLINA - É a primeira onda de protestos desde a queda do Bashar al-Assad. Desde fevereiro, o preço da gasolina subiu em 86%.
YOM KIPUR, DIA DE JEJUM - O dia de Yom Kipur transcorreu tranquilo. As ruas vazias de carros deram espaço às crianças (e adultos) pedalarem nas suas bicicletas sem receio. Não há transmissões de rádio e de televisão.
Por pesquisa do jornal Maariv, 62% dos israelenses pretendem jejuar, nem todos religiosos; há leigos que o fazem por motivo de saúde ou de fraternidade. 5% jejuarão parcialmente, 27% não jejuariam e 6% não sabiam.
Entre os religiosos, 96% jejuam, 3% parcialmente e 1% não sabem.
ESPORTISTAS SEM ESPÍRITO DE ESPORTISTA - Nas prévias do Campeonato da Liga das Nações, Israel foi sorteada também a jogar contra a seleção irlandesa de futebol. Acontece que o governo da Irlanda é um dos mais hostis em relação a Israel.
O treinador da Irlanda, o islandês Heimir Hallgrimsson, declarou: “Não estamos jogando com o genocídio, estamos jogando contra o genocídio. Estamos jogando contra Israel e não estamos jogando com Israel.”
A federação israelense de futebol rebateu duramente o treinador, “que demonstra estupidez, ignorância e hipocrisia”.
Os jogos não são disputados em Israel devido à guerra; será em Budapeste, e a Irlanda não quer que seja no seu país e escolheu jogar na Sérvia. Não haverá a janta de confraternização, e os jogadores decidirão se apertam as mãos dos futebolistas israelenses.
46ª OLIMPÍADA DE XADREZ EM UZBEQUISTÃO - Está sendo disputado nestes dias, e a federação israelense tinha pedido já em janeiro para antecipar ou adiar jogos da seleção israelense que cairiam em Yom Kipur.
A FIDE aceitou o pedido e até deu carta. Na véspera do dia sagrado, as seleções de Cingapura e da Colômbia atenderam ao pedido israelense e anteciparam os jogos, mas as equipes da Holanda e Bulgária não concordaram em alterar os jogos e se apresentaram, ganhando tecnicamente por 4 x 0.
Falta de esportismo.
FALA DO TRUMP: - “Tenho decisão difícil de tomar, se é para fazer um acordo com o Irã, que lhe permitirá construir uma potência forte, ou será que terei que destruir a República Islâmica do Irã e não lhe permitir matar mais gente.”
FALA DO CHANCELER ALEMÃO FRIEDRICH MERZ - depois das eleições em Berlim e da queda de popularidade do seu partido, CDU, e a vitória do partido Die Linke, (a Esquerda), com 25,7% dos votos, sob a liderança de Elif Eralp, a chamada de “Mamdani de Berlim”.
O chanceler disse: “A vida dos judeus na Alemanha não é mais segura. Não só em Berlim o antissemitismo cresce, extremismo ganha mais salva de palmas.”
SINAGOGA FLUTUANTE EM VENEZA - A obra é da artista judia ucraniana Anna Kamyshan (34) e está exposta na Bienal de Veneza e se chama Nabatele.
Junção do termo russo-ucraniano “nabat” (alarme) com o sufixo “ele” do ídiche, que quer dizer “reduz o alarme”.
O balão em formato de sinagoga do leste europeu, em cima de rocha, é cheio de hélio e de 12 metros de comprimento. Pesa 100 kg. A Anna vive atualmente em Londres, apesar de dizer que Kiev “é a melhor cidade do mundo”.
PECULIARIDADES DE ISRAEL - No Estado Judeu, planta-se a cada ano mais árvores do que as abatidas. Israel é um país desértico e atualmente tem 240 milhões de árvores do que tinha há 1 século.
– Israel tem o maior número de formados universitários per capita.– O processador de dados da Intel foi desenvolvido em Haifa, Israel.– Israel lidera no mundo em publicações científicas.– Israel desenvolveu sistema de transformar água do mar em água potável, que abastece os habitantes do país e ainda transfere boa quantidade à Jordânia.
Pela ocasião da Festa de Sucot, desejo a todos/as
CHAG SUKOT SAMEACH

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