Parashiot Tazria e Metzora
- Bass Cheiva Nucinkis

- 16 de abr.
- 2 min de leitura
Sefer Vaikra – Levítico
Neste Shabat serão lidas duas parashot do terceiro livro da Torá – Levítico.
A justificativa para esse fato é que ambas tratam de assuntos afins: a pureza e a impureza de homens e mulheres, e as leis pertinentes de purificação, com texto bem detalhado e complexo para o entendimento.
Tazria inicia com o período para a mulher após o parto, abordando os vários procedimentos que devem ocorrer com ela e a criança.
Logo em seguida, o texto trata da doença tzaraat, já extinta, semelhante à lepra, que provinha de um estado espiritual impuro, que se refletia na pele, nas roupas e nas casas.
A pessoa que estava com a doença era chamada de metzora – contração das palavras motzi shem ra, em tradução literal, “alguém com nome ruim”.
O(a) metzora tinha como característica disseminar notícias falsas ou inverdades, fatos negativos sobre outras pessoas — em bom português, um tagarela, que fala sem medir as consequências.
Palavras proferidas têm o poder de ajudar, estabelecer diálogo e fortalecer as relações sociais ou, ao contrário, prejudicar.
Cabia ao Cohen (sacerdote) cuidar e tratar do metzora com atenção, com vistas à sua reabilitação.
O processo de purificação envolve, como medida primeira, o período de isolamento, oportunidade para refletir sobre os atos cometidos. O banho em águas (imersão ritual, ou mikve) também era parte do tratamento e várias vezes é citado no texto:
“banhará sua carne em águas vivas e será purificado”.
Várias leis sobre a purificação são citadas e, após o seu cumprimento, a mulher e o homem, em consonância com o parecer do Cohen, poderiam retornar aos serviços do Mishkan e, posteriormente, ao Templo.
Shabat Shalom

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