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Parashá Hashavua Nôach (Descanso)

2ª Porção Semanal - Bereshit (Gênesis de 6:9 - 11:32; Haftará em Isaías 54:1-55:5) 

 

A parashá Bereshit terminou com a seguinte frase: “E Nôach achou graça aos olhos do Todo Poderoso”. São muitas as razões pelas quais nossos sábios interpretam o porquê Noach ter achado graça aos olhos do Criador. O sagrado Zohar diz que é porque Noach era um homem  “sereno, tranquilo". Hashem destaca que ele era um homem justo, perfeito na sua geração, em que, semelhante ao momento atual, passava por descobertas, avanços na área da indústria, agricultura, economia, etc.


Para se ter uma ideia, o Midrash relata que foi justamente nesse período, onde nada faltava e foi abençoada com tanta abundância e poderes físicos extraordinários, pelos méritos da justiça de Noach. Mas, infelizmente, as pessoas começaram a rebelar-se contra Hashem, caindo em  decadência moral, espalhando  “hamas” (violência), corrupção e maldade na terra, fruto da desobediência e do distanciamento do verdadeiro conhecimento e sabedoria da Torá.


Sendo assim, Hashem decidiu destruir a “obra das suas mãos” através de um dilúvio, no qual desapareceram todos os seres vivos, com exceção de Noach, sua família e os animais que estavam dentro da Arca.


Analisemos então o conceito de menuchá (Noach) traduzido por descanso ou repouso. No final da criação,  a Torá nos relata (em Bereshit 2:1-2): “E acabaram (de criar-se)  os céus e a terra e todo o seu exército. E terminou Hashem no dia sétimo a obra que fez e cessou…”. O todo poderoso conclui a criação com o Shabat.


O exegeta Rashi nos explica  que D’us percebeu que faltava a menuchá (descanso), que veio com o Shabat. Em princípio, poderíamos pensar que o termo menuchá refere-se ao descanso físico, porém os nossos sábios entendem que é o descanso espiritua. O Shabat é um descanso espiritual.


É conhecido que “o estudo da Torá enfraquece o corpo” e a menuchá, que este estudo nos traz, é o descanso espiritual. Por intermédio do conhecimento da Torá, a alma adquire o seu alimento e preenche o vazio interior, o que proporciona a tranquilidade necessária para enfrentar os inúmeros desafios materiais e espirituais da vida.  


Noach realmente necessitava de muita serenidade, pois a construção da arca levou 120 anos. Depois disso, houve toda a preocupação de abastecer a arca com mantimentos para uma estadia de doze meses; tendo a missão de selecionar os animais a serem preservados e, durante todo o período no interior da arca, o trabalho dele em parceria com sua família de  alimentá-los. 


Todos esses fatores demonstram que o Zohar, ao dizer que Noach era o homem “Noach” (nome que deriva de menuchá), não era por sua passividade ou que ele descansasse muito fisicamente, porque trabalho não lhe faltava, mas ao fato de ele possuir a serenidade e tranquilidade espiritual que todo indivíduo necessita em seu dia a dia, e isto pode ser obtido através do estudo da Torá, da prática de seus mandamentos e do bitachon (fé e segurança no Todo Poderoso), como diz o rei David em Tehilim 23: “D’us me guia com tranqüilidade (…) e mesmo em momentos de perigo não temo o mal, pois o Todo Poderoso me acompanha para todo o sempre”. Portanto a serenidade é algo que pertence ao espírito e quando lhe são supridas as necessidades poderá transmitir ao indivíduo a plena Shalom.

 

 

(Referências: Torá, Lei de Moisés Meir Matzliach Melamed; Nos Caminhos Da Eternidade -Rabino Isaac Dichi,  Sermões-Rabino Menahem Diesendruck).

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