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Amor e Exílio, de Isaac B. Singer.


Em seu discurso ao receber a maior honraria literária, o Prêmio Nobel de Literatura em 1978, Isaac B. Singer (1904-1991) revelou sua resposta à recorrente pergunta porque escrevia em Yiddish:


“As pessoas sempre me perguntam: "Por que você escreve em uma língua que está morrendo?" E eu quero explicar em poucas palavras:

Em primeiro lugar, gosto de escrever histórias de fantasmas e nada se adapta melhor a um fantasma do que uma linguagem agonizante. Quanto mais morta a linguagem, mais vivo é o fantasma. Os fantasmas amam o iídiche e, pelo que eu sei, todos eles o falam. Em segundo lugar, não apenas acredito em fantasmas, mas também na ressurreição. Tenho certeza de que milhões de cadáveres que falam iídiche um dia se levantarão de seus túmulos e sua primeira pergunta será: "Há algum livro novo para ler em iídiche?" Para eles, o iídiche não estará morto. Em terceiro lugar, durante 2.000 anos, o hebraico foi considerado uma língua morta. De repente, ele ficou estranhamente vivo. O que aconteceu com o hebraico também pode acontecer com o iídiche um dia (embora eu não tenha a menor ideia de como esse milagre pode acontecer).”


Neste Amor e Exílio, com maestria Singer, faz um relato autobiográfico de seus anos na sua Polônia natal do período entreguerras, marcada pela tensão da ameaça permanente de guerra, pelos movimentos sociais e intelectuais judaicos, cuja influência o afastou de suas origens hassídicas. Um retrato ao mesmo tempo melancólico e pungente da formação intelectual e afetiva de um dos maiores escritores que a humanidade produziu, ao mesmo tempo um desenho das paisagens judaicas da Polônia antes da Grande tragédia Nazista. Uma época em que o yiddish ainda conectava todos os judeus da Europa Oriental e Central, com suas nuances e o fervilhar de colocar ideias e criatividade nas prensas e no papel.

Se o Messias ainda não chegou e os mortos ainda não ressuscitaram para se deliciarem com a imensa produção literária de Bashevis Singer, entretanto registra-se um crescente interesse no yiddish fora dos meios ultra ortodoxos askhenazi, onde manteve sua força como língua materna. Assim parte da profecia de Isaac B. Singer começa a se concretizar, com os esforços de organizações como o Yivo, nos Estados Unidos a O Yiddish que foi forçado ao Exílio começa a despertar o Amor mais jovens.


Para conhecer mais sobre yiddish https://www.yivo.org/yiddish


Disponível por R$ 16,31 na amazon.com.br *



(*) Nem o autor do texto, nem a SIB – por enquanto - recebem qualquer tipo de compensação caso decida adquirir o livro através do link indicado.


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