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Notícias de Israel

ENTRAMOS NA 4ª SEMANA E AINDA SEM DECISÃO - A guerra de Israel e dos Estados Unidos contra o Irã já está entrando na sua 4ª semana e não se vê uma decisão que encerre a guerra. O objetivo dos 2 aliados é acabar com o poderio nuclear iraniano, destruir sua capacidade de fabricar mísseis de longo alcance, mudar o regime iraniano e cessar a ajuda às organizações terroristas, suas proxies.


O Irã está apanhando feio. Seu líder, Ali Khamenei e altas autoridades foram mortos na primeira investida e saíram de circulação. O filho de Khamenei, Mojtaba, que foi ferido na ocasião e que não tem títulos religiosos, além de ser cruel e filho de Khamenei, foi escolhido para suceder seu pai. Só que até o dia de hoje ele não foi visto e nem ouvido. Outros falam em seu nome.


Washington e Jerusalém estão empenhados na segunda fase dos combates, a fase do esmagamento. Milhares de alvos foram atacados e o Irã sofre bastante, mas ainda não levanta a bandeira branca. Aqui vale a pena abrir um parêntesis e explicar algo da religião islâmica e principalmente de sua orientação xiita. Os xiitas são ainda mais radicais que os sunitas. Esta é a orientação do Irã. Eles têm um objetivo, o de converter todos ao islã, e para tanto não medem esforços, mesmo que lhes custe a vida. Pelo contrário, se morrem nesta luta, morrem como "shahid" (mártir). É difícil aos ocidentais entender esse fanatismo, para nós irracional. Nós, no Ocidente, não conseguimos conceber este fanatismo ideológico religioso, que não leva em consideração o sofrimento de sua própria população. A morte em combate é esperada e adorada pelos fanáticos.


A terceira fase seria a fase da decisão. Esta é muito complexa. As autoridades que ainda falam em nome do regime clerical iraniano dizem que não iniciaram a guerra e que só eles vão determinar quando ela será encerrada. Ainda mais: dizem que uma das condições será o pagamento dos prejuízos que sofreu.Os iranianos, ajudados pelo proxie que é a Hezbollah, não param de lançar misseis balísticos (Irã) e foguetes e drones (Hezbollah), fazendo com que Israel entre nos abrigos 4 a 5 vezes por dia, mesmo de madrugada. Na foto, é uma estação do trem, que virou abrigo.


Na terça-feira (17), graças ao espetacular Serviço de Inteligência israelense e à estupenda precisão da Força Aérea, Israel eliminou Ali Larijani, cruel e corrupto, considerado o homem forte do Irã, num apartamento que o ocultava. Outros que foram eliminados, num complexo de tendas que os ocultavam, são Raza Salimeni, chefe da Polícia interna (Basij) e seu vice. Um dia depois, Israel conseguiu eliminar o ministro da Inteligência, Ismail Khatib. Essas operações mostram a penetração do Serviço de Inteligência israelense no Irã, em tempo real e a plena e eficiente cooperação com a Força Aérea de Israel, que está o tempo todo sobrevoando o Irã, mesmo distante mais de 1.500 km.


Até os jornalistas árabes estão elogiando o Serviço de Inteligência de Israel e só para citar um dos mais renomados no mundo árabe, Ahmed Mansour, jornalista da Al Jazeera (do Qatar), que disse: "a penetração do Serviço de Inteligência israelense dentro do regime iraniano não tem precedentes na história dos conflitos mundiais". (ele deve ter esquecido que Ashraf Marwan, genro do ex-presidente egípcio Nasser, era espião do Mossad e na véspera da Guerra do Yom Kipur avisou quando ela começaria).


Na quarta-feira (18), a FAI agiu pela primeira vez sobre o Mar Cáspio, fato que levantou muitas sobrancelhas. O jornal inglês Independente em árabe esclarece um pouco desse enigma. Segundo o jornal, o Mossad teria recebido informações de que uma frota de navios de guerra iranianos, que vinham da Rússia, estava carregada com drones, equipamentos eletrônicos avançados e outros materiais militares que certamente ajudariam as forças armadas do Irã. Israel resolveu atacar essa frota e afundou 5 navios de combate e danificou os outros. Aliás, o Wall Street Journal relata que a Rússia amplia sua cooperação com Teerã para tentar com isso afastar a presença americana da região.


Mesmo assim, o Irã não levanta as mãos e continua a lançar sobre Israel mísseis balísticos coordenados com lançamentos do Hezbollah do Líbano. A população do norte de Israel sofre mais alertas do que do resto do país, pelos incessantes ataques de foguetes e drones do Hezbollah (o noticiário é interrompido para avisar a população das regiões para entrar nos abrigos).


Forças israelenses pediram à população do sul do Líbano evacuar até ao norte do Rio Litani e depois entraram por via terrestre na região, para tentar limpá-la dos terroristas do Hezbollah. Agora, o novo governo libanês tem mais interesse que Israel faça por ele o serviço, pois até 7/10/23 a força mais potente no país era do Hezbollah, que saiu enfraquecido, mas ainda é potente. Israel quer afastá-lo do território israelense. Há até rumores que o presidente do Líbano quer se encontrar com seu colega israelense.


Seria ótimo se os dois países estabelecessem relações diplomáticas para o beneficio de ambos e o Líbano volte a ser a Suíça do Oriente Médio. No exército libanês há soldados xiitas, parentes dos do Hezbollah e é por isso que o exército libanês não consegue se sobrepor a essa organização terrorista.


Enquanto o Hezbollah não for desmantelado, o norte de Israel estará sob o perigo dos ataques dessa organização terrorista. A maioria dos seus ataques só causa danos materiais, mas ter que correr ao abrigo 10 a15 vezes ao dia é desgastante.


Mas, não é só Israel que sofre ataques do Irã. Seus irmãos muçulmanos (maioria sunita) também sofrem ataques, principalmente os Emirados Árabe Unidos e até mesmo o aliado do Irã, o Qatar. Esses ataques têm por objetivo fazê-los pressionar os EUA para parar a guerra. Aliás, esses países e mesmo a Arábia Saudita, saúdam Israel e os EUA, em voz baixíssima, por enfraquecer o Irã. Mas, ao mesmo tempo, não ajudam na luta, mesmo a pedido do Trump de que enviem tropas para impedir o bloqueio do Golfo de Ormuz. Eles temem o Irã depois da guerra. O mesmo ocorre com países ocidentais e principalmente os que compõe a OTAN. Trump está muito decepcionado com sua atuação e escreveu do seu desgosto com a OTAN no Truth Social, "sempre vi na OTAN evento unilateral".


Ao mesmo tempo, cresce nos EUA o descontentamento pela guerra no Irã "que não é nossa" e o presidente americano tem em mente as eleições do meio termo, em novembro. O Diretor do Combate ao Terrorismo, Joe Kent, demitiu-se do cargo, acusando que “essa guerra não é nossa. Israel convenceu o presidente a entrar nela e eu não a apoio". Talvez é isso que ele sente, mas ele é considerado um racista e mesmo um antissemita e está sob investigação da FBI de ter vazado informações secretas.


HAMAS EM GAZA CONTINUA SE FORTALECENDO - Enquanto todos miram o Irã e o Líbano, a organização terrorista Hamas, na Faixa de Gaza, que sofreu grandes perdas depois de invadir Israel em 7/10/2023, vem se recuperando depois da retirada das tropas israelenses da região. O Hamas está recrutando novos terroristas e os arma e lhes dá treinamentos. De vez em quando, eles até ousam se aproximar das tropas israelenses ao longo dos 5 km de largura tomados pelas FDI, como cinto de segurança e então são afastados. As tropas que vasculham a região ainda acham material bélico e até muitos tuneis que não conheciam.


Na Guerra de 7 de outubro, o Hamas perdeu sua liderança e então formou-se um vácuo. A ideia era de que se formaria um novo governo com a participação da Autoridade Palestina. Só que Netanyahu não quer saber dela e ninguém veio no lugar. Como não há vazios, quem o preencheu foi o próprio Hamas. A organização atua mais modestamente, mas com a mesma mentalidade. Está recrutando 10.000 homens para forças de combate que quer integrar à polícia do futuro regime.


Segundo o acordo de cessar fogo, o Hamas deve entregar suas armas e se retirar da Faixa de Gaza, mas evidentemente não tem essa intenção. Faz várias demandas. Foi formado o Conselho da Paz, que se reuniu em Washington (19.02.26), no qual foi constituído governo sob o Conselho da Paz e o primeiro ministro dos Tecnocratas Palestinos é Ali Sha'at. Esse Conselho deve formar uma força militar de vários países, mas não há nada de concreto, além do fato que o Hamas não entregou as armas (e nem pretende), muito pelo contrário. Há indícios de que está recrutando novos terroristas para preencher as fileiras. Até faz desfiles em Toyotas, com homens armados que passam perto de onde estão acantonadas as tropas israelenses. É claro que com a guerra do Irã, o Hamas se enfraquece, pois não recebe verbas do Irã (mas o Qatar está à sua disposição). Caminhões de abastecimento entram 200 em vez dos 600 diários, mas isso se deve à cautela pelo bombardeio do Irã. Segundo informes do Serviço de Inteligência, ativistas do Hamas estão treinando e 25 municípios voltaram a funcionar sob seu governo.


Israel está em alerta também frente ao Hamas, no sul, e se o acordo assinado sob a instrução do Trump não for cumprido, as FDI terão que intervir novamente, para retirar qualquer ameaça terrorista a seus habitantes no sul do país.


6º ANO CONSECUTIVO RESTAURANTE ISRAELENSE EM PARIS, MICHELIN - Sei que às vezes escrevo com orgulho sobre fatos espetaculares de Israel e/ou de israelenses. Mas, com toda a humildade, relato aqui um fato inacreditável. O chef israelense Assaf Granit, que faz parte do grupo Machaneyehuda, de Jerusalém, tem um restaurante no 2º Quartier, em Paris, o Restaurante Shabour. Nesse restaurante, é oferecido um cardápio do Oriente Próximo e com todas as fanfarras de delicatessen, o Shabour recebeu pela sexta vez consecutiva sua estrela Michelin. O restaurante foi aberto em 2019 e imediatamente tornou-se um dos mais procurados e prestigiosos do 2º Quartier, provando que a cozinha de Jerusalém faz parte do topo da cozinha internacional. Junto a Granit, a cozinha está sob a supervisão de 3 israelenses.


CADÊ OS "BONITOS DE ESPÍRITO" QUANDO SE TRATA DO AFEGANISTÃO E DO PAQUISTÃO? - Porta voz do governo Talibã, do Afeganistão, declarou que o Paquistão atacou um hospital em Cabul, onde eram tratados viciados em drogas. Segundo ele, no ataque morreram mais de 400 pessoas e há 250 feridos. Por sua vez, o Paquistão desmentiu esta informação declarando que atacou "estabelecimentos”.


34º ANIVERSÁRIO DO ATAQUE À EMBAIXADA DE ISRAEL EM BUENOS AIRES - Na terça feira (17), relembramos o 34º ano do trágico atentado perpetrado pelo Hezbollah, a mando do Irã, na Embaixada de Israel em Buenos Aires. Na ocasião foram assassinadas 29 pessoas e dezenas foram feridas. Esse foi o primeiro ataque terrorista a uma instituição israelense e/ou judaica na América Latina. Dois anos e meio depois, Buenos Aires sofreu o segundo atentado terrorista, dessa vez contra a AMIA- Centro Israelita, causando a morte de 85 pessoas e mais de 300 feridos.


RESUMO ATUALIZADO DA GUERRA COM O IRÃ - Os aliados, Israel e Estados Unidos, atacaram 15.600 alvos iranianos. Mais de 50 homens do governo iraniano foram eliminados, entre eles o Líder Supremo, Ali Khamenei.Foram realizadas 480 missões israelenses no Irã. Em consequência dos ataques do Irã e do Hezbollah sobre Israel, foram mortos 22 israelenses e 3.924 foram feridos – muitos deles ao correr para um abrigo. O Irã atacou 13 bases militares americanas estabelecidas em países do Golfo. 13 soldados americanos morreram.


PRIMAVERA E HORÁRIO DE VERÃO CHEGANDO - Não fosse a guerra, essa é a mais bonita época do ano. A natureza faz o seu trabalho sem se incomodar com as coisas em volta. As plantas florescem, os pássaros cantam e a vida continua. Infelizmente, em consequência da guerra centenas de milhares de turistas não conseguem chegar a Israel pelas restrições e cancelamentos de voos da maioria das companhias aéreas. O Pessach será comemorado com restrições.


Já que estamos entrando na primavera e os dias ficam mais longos, chega no dia 27 de março, o horário de verão. Os ponteiros dos relógios em Israel serão adiantados em 1 hora (dormiremos uma hora a menos) e o fuso horário com o Brasil será de 6 horas.

 
 
 

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