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Notícias de Israel

O TEIMOSO REGIME IRANIANO, NÃO SE RENDE - O que todos estavam prevendo, de fato aconteceu. Na véspera do Pesach (a Páscoa Judia) o Irã intensificou seu ataque contra Israel. Acordamos de manhã da quarta-feira (1) e das 7:30 hs. até as 10:00 hs. tivemos que correr ao abrigo 4 vezes, para nos proteger contra os mísseis que vinham conjuntamente do Irã, da Hizballah do Líbano e dos Huthis do Iêmen. A população foi advertida de que o Irã poderia intensificar seus ataques, com suas proxies e de fato o fez. Quando íamos sentar no Seder, a janta festiva, novamente o alarme soou e desta vez enquanto estávamos no bunker, 6 vezes seguidos tocou. A população adjacente a fronteira do Líbano, sente mais esta pressão. Felizmente tudo acabou sem vítimas e só com perdas materiais.


Trump, como Trump continua dizer e contradizer o que disse. Há alguns dias disse:" os líderes do Irã, estão suplicando para chegar a um acordo. Eles já foram exterminados militarmente, eles cometem erro quando dizem que estudam nossa oferta". EUA concentra soldados para agir no Irã, além de atuar por meios aéreos. Isto seria para abrir o Estreito de Ormuz, importante via marítima para o petróleo.  No dia seguinte Trump falou e deixou de lado este tópico importante. Disse:" os iranianos são muito espertos, mas péssimos combatentes, eles deviam fazer um acordo há 1 mês ou a 2 anos atrás". Já no domingo (29) disse a MBS, da Arabia Saudita:" acabamos com o Irã, lhes tiramos do jogo. Agora temos que entrar nos Acordos de Abrão". Isto diz ao governante de país que sofre ataques do Irã.


O Irã, na sua teimosia, continua com o bloqueio no Estreito de Ormuz, exige parar a "agressão terrorista dos inimigos" e também indenização pela destruição que a guerra causou. Os 2 lados mostram antagonismo. Trump é otimista e o Irã é pessimista, mas eles continuam negociarem Islamabad, Paquistão. Lá intermediam os ministros do exterior da Arabia Saudita, Turquia, Egito e Paquistão.

Uma coisa é certa, o Irã quase parou de alvejar os países do Golfo. Enquanto Trump fala de cessar fogo em 1 mês ou menos, as Forças de Defesa de Israel (Tsahal-FDI)aceleram mais seus ataques contra alvos militares iranianos, antes que lhe pressionem para parar.


Israel e os países do Golfo apresentam a Washington a mesma posição: o Irã tem que cumprir todas as exigências americanas, antes de assinarem acordo de cessar fogo. Isto é, A- fechar o projeto nuclear. B- Severas limitações ao projeto de mísseis. C- Irã tem que se comprometer a parar as hostilidades militares contra os países do Golfo, inclusive de suas proxies. Eles temem que o Irã queira se vingar deles. D- Livre trânsito no Estreito de Ormuz. Apesar de as forças dos EUA e de Israel lutarem no Irã, os países go Golfo (Arabia Saudita, Qatar, Kuwait, Emirados árabes Unidos e a Jordania, que sofreram ataques do Irã, fora discursos, não moveram um dedo no gatilho contra o agressor.


No sábado (28) os Huthis do Iêmen, entraram na guerra lançando 2 mísseis em direção a Israel, 1 caiu antes de chegar e o outro foi abatido.  Trump incumbiu o seu vice, J.D. Vance para negociar com os iranianos o cessar fogo. Ele poderá ceder pois já de antemão estava contra a guerra com o Irã. Sua missão demonstra que o Trump está ansioso para terminar a guerra. De qualquer jeito terá que fazê-lo antes de 11 de junho quando começa o Mundial, nos EUA, México e Canadá. J.D.Vance declarou no sábado (28) que todos os objetivos que queríamos na guerra foram alcançados. É mais do que estranho, pois nenhum objetivo foi alcançado. O projeto nuclear não foi desmantelado e o Irã ainda esconde os 440 kg. de urânio enriquecido. O governo não mudou, até talvez piorou. Os aiatolás perderam sua força e quem manda é a Guarda Revolucionária, mais radical ainda.  


Para piorar ainda mais a situação, o Irã bloqueou o Estreito de Ormuz, por onde passam 20% do petróleo mundial, fato que fez o seu preço subir e muito.   Com a entrada do proxie, Huthi, do Iêmen, há a ameaça de que eles bloqueiem também o Estreito de Bab al Mandeb, na entrada do Mar Vermelho e aí piora inda mais a situação. Aí passam 12% do petróleo e 10% de todos os bens mundiais.


O Iran, conhecido comerciante, tenta atrair o Trump em deixar que companhias americanas atuem no país. Irã quer que mais petróleo passe pelo Estreito de Ormuz, que em janeiro (antes da guerra) lhe rendou 3 bilhões de dólares. Agora o Irã sofre economicamente. Os funcionários públicos não receberam seus salários, a inflação é de 120% anuais, a moeda local, totalmente desvalorizada [e de 1.3 milhões de Real por 1 dólar americano. O Dr. Udi Levi, que foi Diretor do Departamento de Combate Econômico no Mossad, disse há muito que devíamos combater a lavagem de dinheiro e os bens que o Irã tem no mundo e são bilhões de dólares. Só assim eliminaremos este regime. Ele financia suas proxies e agentes no exterior com estes bilhões. Como exemplo posso citar a companhia Seven Seas for International and Logisticsj de Vancouver, Canadá, e dirigida por Qatar, que através de homens de negócios passou centenas de milhões para as atividades da Hizballah e assim por diante.


O Trump fala com a imprensa o tempo todo e não teme perguntas. O primeiro ministro israelense, Netanyahu, só fala ao povo em gravações e não com a imprensa, talvez, por temer as perguntas. Diz de que "Israel é mais forte do que nunca...batemos no Irã e o destruímos. enquanto se lê na tela "Alarmes sem parar no norte do país" e ao lado, as localidades que tem que entrar nos abrigos. Lista parcial.


O Ocidente não consegue entender a mentalidade islâmica e do povo que está sob este regime e que teme sair para protestar nas ruas, sabendo que poderá ser morto. O regime iraniano não se importa com sua população e a morte pelo ideal islâmico é divino. (Shahid-mártir). O regime iraniano não tem que se importar com eleições- está no poder há 47 anos- enquanto o Trump e o Netanyahu têm que olhar também como a população recebe e aceita a guerra e suas consequências nas próximas eleições.


Na quarta-feira (1) Trump falou a nação:" Temos vitórias no campo de batalhas e isto aproxima o fim da guerra, eles não têm mais força aérea e nem Marinha... lhes bateremos mais 2 ou 3 semanas." Pediu coragem aos países que recebem petróleo através do Estreito de Ormuz e que tem que fazer algo para abrir o bloqueio...nos não precisamos do petróleo do Oriente Médio e nem precisamos estra lá. Estamos lá para ajudar os nossos aliados...não podemos deixar que Irã obtenha o poder nuclear. Estamos próximos de finalizar nosso trabalho no Irã e seu regime não poderá ameaçar os Estados Unidos".


Se o atual regime não cair, é só questão de tempo até que se recupere e aí novamente ameaçar Israel e os países do Golfo Pérsico. Isto foi também demonstrado com a rápida recuperação da Hizballah no Líbano, que Israel pensou ter destruído e o mesmo com a Hamas, que ainda governa a Faixa de Gaza.


O GOVERNO LIBANÊS QUER SUA INDEPENDENCIA - Nas últimas décadas a organização terrorista xiita, Hizballah se apoderou do Líbano e se tornou a maior força militar. O atual governo que entrou em janeiro de 2025, quer recuperar de novo as rédeas e governar o Líbano. Na terça-feira(24.3) o presidente libanês Michel Aoun ordenou o Ministro do Exterior declarar o embaixador do Irã no País, 'persona non grata', isto depois que os representantes das Guardas Revolucionárias tiveram que deixar o pais. Sacia-se que a embaixada do Irã é a principal apoiadora e treinadora da Hizballah e a financia, trazendo malas cheias com dinheiro vivo. O atual embaixador que está no posto há 1 ano resolveu se fechar na embaixada e não voltar para o Irã. Evidentemente, recebe ajuda da Hizballah, que achou a medida de expulsão "estranha". "O Irã é país amigo e só deseja o bem do Líbano e nunca interveio nos seus assuntos internos", diz a nota da Hizballah. Ler e não crer. Claro que países que odeiam a Hizballah como a Arabia Saudita, França e Estados Unidos estão a favor de Aoun, bem como Israel não oficialmente. No país das Cidreiras a irritação do resto da população, contra os xiitas aumenta. Estes são os responsáveis pelos problemas e desestabilização do Líbano, cuja população paga alto preço pelos interesses do Irã. Agora resta ver como será o fim desta novela da saída do embaixador iraniano e se os ataques de Israel enfraquecerão a Hizballah e desarmar estes terroristas.


MAJOR GENERAL EYAL ZAMIR ADVERTE O GOVERNO - O Chefe do Estado Maior das FDI, Major General Eyal Zamir, na última reunião do Gabinete Político-Militar, com a presença do Netanyahu, tirou do estômago toda sua angústia e disse:" a Tsahal faltam 12.000 soldados e as FDI os necessitam já, agora. Senão vai haver um colapso. Levanto 10 bandeiras vermelhas de advertência" Ele teme que o exército não vai poder cumprir com todos os seus deveres. Os reservistas já estão cansados e esgotados, depois de servirem dezenas e centenas de dias, quando tem negócios, ou são funcionários e tem também famílias. O governo não consegue trazer uma lei que obrigue a todos, inclusive os ultra ortodoxos e cumprirem com o seu dever de servir nas FDI. Mesmo tendo ultimato para passar a lei, o governo transferiu bilhões de shekels aos partidos haredim e assim o governo não caiu. Mas, isto não resolveu o problema da falta de soldados que o Chefe do Estado Maior está exigindo. Tsahal necessita de Lei de Recrutamento, lei dos Reservistas e Lei da Extensão do Serviço Militar Obrigatório para 36 meses. (atualmente são 30 meses) As FDI têm várias incumbências, entre elas no Cinto de Segurança de Gaza, o mesmo no Líbano e também nos territórios da Judeia e Samaria, sem levar em conta a guerra ora travada com o Irã.


DIFICULDADES NA NOMEAÇÃO DO NOVO CHEFE DO MOSSAD - Em breve o atual chefe, Dedi Barnea deve se aposentar e Netanyahu já nomeou o seu substituto, o general Roman Gofman, seu atual Secretário Militar. Acontece que Gofman não tem antecedentes do Serviço de Inteligência e tem uma falha no seu recorde militar. A comissão encarregada para aprovar esta nomeação é presidida pelo juiz Asher Grunis, que se opõe a nomeação. Netanyahu já o convocou na tentativa de convencê-lo, mas a nomeação ainda não foi aprovada. Enquanto isto vazou a informação do ministério do Primeiro Ministro que foi Barnea que convenceu o Netanyahu que a população iraniana sairia as ruas depois do ataque de Israel e os EUA, no Irã. Parece que querem botar a culpa no Barnea.


DR ARIEL (ELI) LEVITA PREOCUPADO COM A SITUAÇÃO - Ele foi o vice Diretor Geral da Comissão de Energia Nuclear de Israel e está preocupado. Diz, o Paquistão que tem poder nuclear e o chefe do seu exército é amigo do Trump, intermedia com a Turquia e o Egito no fim da guerra com o Irã. O Irã exige indenização aos estragos que tem, compromisso de não o atacar, que os EUA retirem seu exército das bases que tem no Golfo e se apoderar do Golfo de Ormuz e quem lá passar lhe pague pela passagem. Os americanos lhe decepcionaram. Atacam menos do que Israel. Os curdos deveriam entrar na guerra e por limitação da Turquia do Erdogan, que é contrária a Estado Curdo, é possível que Erdogan convenceu Trump e este limitou os curdos. Uma analise um tanto pessimista e é uma pena.


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