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Notícias de Israel

PAÍS UNIDO PRECISA DO ESFORÇO DE TODOS - O dia da invasão da organização terrorista Hamas ao território israelense em 7 de outubro de 2023, criou uma grave crise na sociedade israelense. Hamas assassinou 1.200 civis e Israel teve que reagir. Muitos amigos leitores me perguntam por que critico tanto os haredim, os ultraortodoxos. A resposta é bem simples. Aprendemos que todos têm que botar a mão na massa e colaborar uns com os outros. É também mandamento judaico.


Na guerra da Independência, em 1948, haredim combateram junto com seculares e todos queriam a criação do Estado de Israel após 2.000 anos. Quando já se formou o Estado, o premier, David Ben Gurion, atendeu o pedido dos ultraortodoxos em permitir que 400 estudiosos da Torá fossem excluídos dos deveres do recrutamento. Com o passar do tempo, seu número na população foi aumentando e já milhares e dezenas de milhares não foram se recrutar. Havia época em que até Ehud Barak, quando assumiu o posto de Comandante das Forças Armadas em 1991, falou em "exército pequeno e de cabeça grande - hábil". Só que nesta época foram introduzidos ao exército equipamentos tecnológicos e havia falta de verbas.


O tempo passou e enquanto todos os jovens israelenses são obrigados a se alistar às Forças Armadas, os jovens ultraortodoxos se esquivam de fazê-lo e atualmente cerca de 80.000 haredim não colaboram com o esforço geral. Eles são alheios ao que se passa no país em que vivem, fato que aumenta a raiva da população.


Na guerra que se desenrolou em 7 de outubro, morreram 964 soldados e mais de 6.000 foram feridos. No total foram atendidos pelos serviços médicos das FDI mais de 26.000, que incluem os que sofrem de pós-trauma. O Comandante das Forças Armadas, Major General Eyal Zamir, fez algo inédito. Publicou sua carta ao Primeiro-Ministro e ao Ministro da Defesa, na qual reclama que há falta de pelo menos 12.000 soldados no exército. Isto para que os políticos não atendessem aos pedidos de evasão do serviço de haredim, pelos seus políticos que fazem parte da coalizão governamental.


De nada adiantou. Netanyahu quer se manter no poder e se rende às demandas (inusitadas) dos seus companheiros ultraortodoxos da coalizão governamental. Nos últimos dias antes de sair para o recesso parlamentar, antes das eleições, que devem ocorrer em 27 de outubro, o Knesset votou em maratona de projetos de lei, leis que beneficiam os ultraortodoxos. Uma foi a de declarar que os estudos da Torá são de valor essencial no Estado de Israel. Isto significa equiparar os que estudam em Yeshivot a receber salário como se fossem soldados. Outra lei que passou é a de congelar a detenção dos desertores do serviço militar até depois das eleições. Aí veremos o que fazer. Também anularam a reforma da Kashrut que abriu a oportunidade de competição. Isto significa que o partido Shas poderá nomear cerca de 6.500 observadores de kashrut. O interessante é que o Primeiro-Ministro, Netanyahu, que instruiu seu partido e dos coligados votar a favor de leis em que há divergências, ele se retirava um minuto da votação, para não estar presente e votar. Quatro deputados do Likud que não concordaram e votaram contra se desligaram do partido.


Também foi votada a lei para criar bancadas separadas a mulheres ultraortodoxas que estudam em universidades, como se é proibido estudar na mesma classe com homens e naturalmente foram passados dezenas de milhões de shekels a instituições haredim.


O triste em toda esta história dos ultraortodoxos viver alheios ao resto da população é que eles criam seus filhos viverem na pobreza. Nas suas escolas não ensinam estudos fundamentais como matemática, ciências, história e geografia, só Torá. Assim eles são ovelhas aos pastores, os rabinos, e não os contestam. A metade das crianças haredim vivem na pobreza, resultado da multiplicidade de crianças e o pai que não trabalha, pois mesmo que não estude mais, é difícil arranjar emprego, sem os mínimos conhecimentos. Os filhos seguirão o caminho do pai e a pobreza só aumenta. Jamais na história judaica houve época em que um grupo inteiro de homens só estudou e não trabalhou. Além disso, a tradição judaica rege que o pai ensine seu filho uma profissão. O pior é que mesmo os jovens que não estudam, se esquivam do alistamento ao exército e se trabalham, o fazem ilegalmente. Aliás, nos EUA e em outros países os haredim estudam e trabalham.


O exército que tanto necessita de mais soldados, criou uma brigada haredim, a Hashmonaim, em que os soldados aprendem a combater e têm tempo para estudarem a Torá, não há soldadas por perto e mesmo assim esta brigada está com falta de soldados.


O etos básico da Bíblia é todos se unindo pelo bem comum e não só em rezas. Quem não se une para ajudar o seu irmão, é inimigo do judaísmo. O interessante é que muitos haredim discordam da atitude dos seus rabinos, mas não se expressam publicamente para não serem "excomungados" da sua sociedade. Os dissidentes depois têm problemas em casar seus filhos.


Para resolver este grave problema e fazer os ultraortodoxos juntar-se à sua maneira à sociedade geral, deve-se tomar sanções, você está desligado das necessidades do Estado, então seja completamente desligado. Suas escolas não receberão subsídios do Ministério da Educação, não receberás o INSS, etc... Nada aconteceria a seus filhos se servissem 32 meses nas FDI, com a convicção que têm voltariam às suas comunidades com mais ensino, mais sabedoria da vida atual e voltariam aos seus estudos regulares. Milhares de soldados que terminaram seu serviço militar vão estudar em Universidades e o exército não lhes atrapalhou, depois que agiram pelo bem comum e pelas necessidades do Estado. A UNIÃO FAZ A FORÇA. O Estado de Israel, conhecido e elogiado no mundo como "startup Nation", tem que ir para frente, não para a ignorância.


TRUMP: "O REGIME IRANIANO É CÂNCER - NEGOCIAÇÃO É PERDA DE TEMPO" - Já vai pela segunda semana esta guerra entre o Irã e os Estados Unidos pelo Estreito de Ormuz e parece que o presidente americano, com todo o respeito, aprendeu algo sobre como agem os países islâmicos, mas ainda não aprendeu tudo. Aprendeu que acordos, não necessariamente são respeitados e teve que reagir ante os ataques iranianos a navios no Estreito de Ormuz, que tinham passagem liberada.


Mesmo com sua população sofrendo das consequências da guerra, casas destruídas, empregos perdidos, falta de alimentos e pobreza em índices alarmantes, nada disso comove as Guardas Revolucionárias que agora governam o país. Eles atacam e depois contra-atacam, mesmo a países vizinhos, onde os EUA têm bases militares, como Bahrein, Qatar, Arábia Saudita, Omã e a Jordânia. Ainda não atacou Israel, pois sabe que o governo só espera a chance de ir e acabar com o perigo da ameaça nuclear. Mas, a lógica nem sempre prevalece.


O Serviço de Inteligência de Israel descobriu e passou a informação aos EUA e outros de que há movimentação na Montanha da Picareta. Perto do complexo de Natanz e desconfia-se que é para lá são transferidos o urânio enriquecido em 60% e centrífugas avançadas que poderiam enriquecê-las a 90% e ter a base de 10 armas nucleares. Esta montanha que se eleva a 1.600 metros é toda rocha de granizo e difícil penetração. Os EUA já enviaram aviões bombardeios B1 para usarem se for necessário. Só que não se sabe se as bombas de 1 tonelada conseguirão destruir o que está dentro desta montanha.


Israel já está de sobreaviso da possibilidade de o Irã cometer a loucura de atacar Israel, sem receber o troco.


Trump, mesmo aprendendo com o Irã de que a mentalidade do Oriente não é a lógica do Ocidente, parece que não aprendeu nada. Trump esteve na semana passada na Turquia. Lá os EUA têm a maior base militar da Europa e o Trump considera o islamista Erdogan, um grande amigo. Comprometeu-se a vender ao sultão Erdogan caças super modernos F35 - que Israel já possui - e assim baixar a vantagem da Força Aérea de Israel se terá que combater a da Turquia, que a cada dia se torna a maior inimiga do Estado Judeu.


Outra e grave falha do Trump é acertar um acordo com a Arábia Saudita de lhe fornecer usina nuclear para uso energético. Ora bolas, a Arábia Saudita é a terceira maior produtora com 9 bilhões de barris diários e a que tem os maiores lucros. O perigo deste país ter usina nuclear é que ninguém pode avaliar se este regime, ou outro que virá depois, não usará a usina para fins militares. Até o ºsó mostra que continua homem de negócios e sua presidência será uma página branca na história.


PRIMEIRO MINISTRO HÚNGARO QUER NOMEAR JUDIA PARA PRESIDÊNCIA - O Premier Peter Magyar indicou a campeã e grande mestra do xadrez, Judit Polgar, de 49 anos, para a presidência do país. Judit é uma lenda no xadrez internacional, uma das maiores jogadoras de xadrez de todos os tempos e a única mulher a entrar na lista dos 10 melhores do mundo. Ela venceu 11 campeões do mundo, incluindo Garry Kasparov e Magnus Carlsen. Durante 26 anos, foi a número 1 do mundo, até se aposentar em 2014. Magyar lhe perguntou: "Está disposta a servir seu país até a nova Constituição, pois a Hungria necessita de união, paz e de um presidente de quem cada húngaro possa se orgulhar". Ela agradeceu o convite, mas recusou a oferta. Sua irmã Sofia, também enxadrista, fez aliá (emigrou para Israel) com seus pais. Judit é grande defensora de Israel e visita o país constantemente.


ISRAEL E OS SEUS ACADÊMICOS - Relatório do Ministério da Fazenda indica que no início deste século a porcentagem de jovens acadêmicos, entre a idade de 25 e 34 foi de 41%, estando Israel no 3º lugar dos países da Organização de Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Esta porcentagem subiu com os anos para os atuais 47%, mas no resto dos países da OCDE foi mais rápida e Israel caiu para a 20ª colocação, abaixo da média da OCDE que é 48%. Entre os homens árabes de Israel, o número de acadêmicos foi o dobro do ano 2010, devido a incentivos governamentais. Mesmo assim os jovens judeus - excluindo os ultraortodoxos - é mais do que o dobro dos árabe-israelenses. Entre os haredim apenas menos de 10% são universitários. As mulheres sempre vencem. As ultraortodoxas universitárias são 20%, as mulheres árabes, 30% e as jovens judias com título universitário são mais de 50%.


ISRAELENSES NO EXTERIOR QUEREM VOTAR NAS ELEIÇÕES - A legislação israelense permite que só cidadãos que estão no país votem. A exceção são os funcionários em embaixadas e funções governamentais. As eleições foram marcadas para o dia 27 de outubro e cidadãos israelenses no exterior que se importam com o país estão comprando passagens em volta desta data, só para vir votar e em seguida retornar aos lugares onde vivem. A Ministra dos Transportes tenta restringir os voos charter em outubro, achando que os votos irão a partidos da atual oposição ao governo. As mídias sociais estão repletas de fotos de passagens, acompanhados dos dizeres: "estamos a caminho". "chegaremos", "guarde nos lugar". Dezenas de congressos científicos foram marcados para a última semana de outubro, para restringir os votos da oposição.


WALL STREET JOURNAL CRITICA VOTAÇÃO NO CONGRESSO - Em nota editorial do jornal (17) há violenta crítica à votação no Congresso americano, quando 103 deputados democratas, votaram contra ajuda militar americana a Israel. O editorial descreve o ato como "abandono chocante de um aliado" e adverte que esta votação é alerta a perda de controle e rápida ação dos anti-israelenses no partido. (314 votaram a favor de Israel). O W.S.J. descreve a cooperação de Israel com os EUA de vantajoso militarmente e tecnologicamente a Washington frente aos que cospem". O jornal adverte comparando ao final da Guerra do Vietnã, em 1975, quando os democratas negaram ajuda e abandonaram o Vietnã do Sul, frente ao ataque comunista.


JERUSALÉM ENTRE AS 10 MELHORES CIDADES PARA SEREM VISITADAS - Os leitores da revista especializada em turismo, Travel and Leisure, escolheram pela primeira vez a Capital de Israel entre as 10 cidades do mundo a serem visitadas. Jerusalém recebeu a maior avaliação entre as cidades do Oriente Médio e da África, na sétima posição do mundo. 207 mil leitores votaram em 661 mil itens, como as cidades, hotéis, aviação e outros. As primeiras cidades são San Miguel de Allende, no México, Kyoto-Japão, Chiang Mai, Tailândia, Hoi Na-Vietnã, Oaxaca-México, e Bangkok na Tailândia.


ENERGIA ELÉTRICA DAS ONDAS DO MAR, VENTO E SOL - O Ministério da Energia e a Rede de Inovações investem 6 milhões de shekels (2 milhões de dólares) para o projeto de desenvolvimento tecnológico da "Energia Azul". Trata-se de achar soluções para a produção elétrica das ondas do mar, do sol e vento e da Inteligência Artificial. Um dos setores mais curiosos é o da produção de algas para a fabricação de combustíveis. O programa apoia tecnologias de armazenamento de hidrogênio e soluções inovadoras para a fixação de carbono. Alcançando esses objetivos diminuiria a poluição no mundo.

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