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Notícias de Israel

há 4 dias
7 min de leitura

NA RETA FINAL DAS ELEIÇÕES - Nesta terça-feira (8), foi encerrada a lista dos partidos e candidatos que concorrerão nas próximas eleições gerais, em 27 de outubro. Nos EUA, de mais de 300 milhões de pessoas, há dois partidos. Em Israel, de 10 milhões de pessoas, nada menos de 38 partidos buscarão os votos. O mínimo de votos para entrar no Knesset é de 3,24%, o que dá imediatamente direito a 4 deputados.


Os maiores partidos com a chance de formar o próximo governo são o Yashar (Direto), do Eizenkot, e o Likud, liderado pelo Netanyahu. Pelos censos de opinião pública, parece que nenhum deles terá a maioria de 61 deputados e é bem possível que Israel terá que realizar novas eleições.


Infelizmente, o país está mais dividido do que nunca e o 'ego' dos líderes não lhes permite abrir mão. O melhor exemplo é do deputado Beni Gantz, do Kachol Lavan (Azul e Branco), de 8 deputados, e que já foi o maior partido. Pelos censos de opinião pública, agora recebe só 1%, mas ele insiste em correr nas eleições.


Netanyahu, que é o todo-poderoso do Likud, partido que se gaba da democracia interna, insistiu para escolher 8 candidatos. Foi surpreendido com a negação de quem queria e, no último instante, optou por candidatos pouco expressivos, entre eles um comunicador que só o bajulava e até um ex-deputado do Partido Trabalhista. O único que consentiu foi um israelense que lida com alta tecnologia e vive há 20 anos nos EUA, que depois retirou seu nome para não perder a cidadania americana. Netanyahu não esperava por esta. Queria renovação com novos e expressivos nomes.


A deputada e mulher-problema do Likud, Tali Gottlieb, brigou por a terem tirado da 12ª posição para a 20ª e aí desligou-se do Likud e ingressou no Otzma Yehudit para ser a vice do Itamar Ben Gvir. Outra mudança ocorreu no partido ultraortodoxo, Yahadut Hatorá, onde os manda-chuvas do partido, os rabinos, destituíram 2 notórios parlamentares do partido: o deputado por longos 38 anos, Moshe Gafni, e o deputado só há 18 anos, Uri Maklev.


Dois dissidentes do Likud, Gilad Erdan e Yuli Edelstein, que fundaram novo partido e não conseguiram fazer aliança com outro, percebendo que não conseguiriam entrar no Knesset, tiveram a decência de abandonar seus planos. A grande novidade é a união entre o líder da Lista Árabe Unida (partido islamista), liderado por Mansour Abbas, e o ex-deputado do Yesh Atid, Yoav Segalovich, que foi policial e chegou ao posto de major-general na Polícia.


Agora que os partidos já estão definidos, a partir da próxima semana apresentarei os censos.


NETANYAHU FOI ADVERTIDO DE QUE HAMAS ATACARÁ E OCULTOU - Dois jornalistas do Jornal Haaretz fizeram profunda investigação para escrever um livro sobre a guerra de 7 de outubro. Segundo seus informes, Netanyahu conversou com o líder dos Emirados Árabes Unidos (EAU), o presidente Muhammad Bin Zayed (MBZ), durante 45 minutos, 10 dias antes do massacre da organização terrorista Hamas, em 7/10. Nesta conversa, MBZ teria advertido que o líder do Hamas, Sinwar, prepara um "evento significativo". Os repórteres são Shlomi Eldar, com profundos conhecimentos do mundo árabe, e Ruth Yovel, veterana jornalista. Escreveram o livro "Sequestrados — 843 dias de negligência".


Netanyahu reagiu com indiferença e não comunicou o aviso ao Serviço de Inteligência, nem ao Shabak (ex-Shin Beth) e ao Mossad. Ele não passou o aviso ao Ministro da Defesa ou ao Chefe do Estado-Maior. Guardou para si.


Segundo Eldar, paralelamente, o Ministro da Inteligência do Egito, Abbas Kamel, passou também advertência a Israel e recebeu a resposta de que Israel controla a situação em Gaza e intensificou presença militar na Judeia e Samaria. À rádio Galei Tsahal (A Voz do Exército), Eldar disse: "Uma semana antes da advertência para Netanyahu, Sinwar passou ao chefe do Shabak a mensagem de que está preparando um 'terremoto'". A coisa complica-se mais quando, segundo Eldar, Netanyahu e o chefe do Mossad recusaram, na noite de 7/10, a oferta do 1º Ministro do Qatar, Mohammad al Thani, para a troca dos sequestrados, em troca de que ele intervenha entre os 2 lados. Israel não queria diálogo com Hamas.


O primeiro-ministro, Netanyahu, acusa todos de não lhe terem acordado na manhã de sábado, pois, se o fosse, as coisas seriam diferentes. Aí cabe a pergunta: como é que ele não foi acordado quando todos em Israel foram acordados às 6:29 da manhã ao som dos alarmes?


O gabinete do primeiro-ministro Netanyahu negou totalmente as informações, "que são completa mentira". Segundo o gabinete, Netanyahu não conversou com o presidente dos EAU e não recebeu nenhuma advertência. Apesar das pressões de Netanyahu para que os EAU neguem o fato divulgado, os EAU saíram com uma nota de que preferem não confirmar nem desmentir a informação. "O governo dos EAU não responde a histórias na mídia de conversas entre líderes".


Estamos chegando ao terceiro ano da maior tragédia sofrida por Israel e Netanyahu recusa formar a Comissão Nacional de Inquérito, que, depois de cada guerra, foi formada. Ele deve saber por que recusa a formação de uma investigação séria e profunda.


TERMINA MAIS UM CURSO DE COMANDANTES DE NAVIOS DE GUERRA - Foram formados 42 comandantes, entre eles duas jovens. Eles comandarão barcos de guerra e submarinos. O curso é de 2 anos e 5 meses e é tão difícil quanto o curso para formar pilotos do ar. Este curso passou inteiramente com a guerra em desenvolvimento. O comandante do curso conta que 8.000 jovens são detectados e somente 2.000 iniciam dinâmica de integração. Ele escolhe 200 e só 110 iniciaram o curso, e destes só 42 concluíram. As jovens não têm descontos no curso.


A MARINHA RECEBE O 6º SUBMARINO, O DRAGÃO - É o mais sofisticado submarino israelense e custou 550 milhões de euros. Tem 74 metros de comprimento e pesa 2.400 toneladas. Foi planejado e construído conjuntamente com a Alemanha, nos estaleiros da TKMS, em Kiel.


COMANDO MATA O CHEFE DO PROJETO NUCLEAR SÍRIO - Somente agora, depois de 18 anos, foi desvendado o mistério da eliminação do General Muhammad Saliman, em 2008, numa vila na cidade portuária de Tartus. Ele era muito próximo do presidente Assad e sua eliminação deixou o governo sírio em absoluto estado de choque. Como numa cena de filme, grupo do comando marítimo de Israel apareceu do mar, viu o alvo, acertou-o e desapareceu do mesmo modo como apareceu. Israel não confirmou nem desmentiu a operação, que agora foi reconhecida. Ele foi o arquiteto do projeto nuclear sírio e construiu a usina nuclear em Dir A Zur, destruída em 2007.


O GOVERNO LIBANÊS TORCE POR ISRAEL - A maioria dos libaneses sente que foram sequestrados pela organização terrorista Hezbollah. Esta formou uma força militar mais forte do que o próprio exército libanês e, para evitar guerra civil (a última foi de 1975 a 1990), não o confrontou. Agora que Israel está combatendo a Hezbollah e conseguiu conquistar o cume Ali Taher, onde a Hezbollah construiu uma rede de túneis para penetrar em Israel, com aparelhagem completa e quartéis abaixo da terra, foi classificada por eles de fortaleza poderosa. Os libaneses querem que as FDI lhes façam o trabalho de limpeza da Hezbollah e que depois se retirem do Líbano.


SEPTEMBER ELEVEN - Todos nos EUA sabem o que fizeram nesta data, em 2001. Foi algo impensável até então. De repente, numa ação coordenada, 4 aviões de passageiros foram sequestrados por árabes, a maioria da Arábia Saudita, dos quais 4 estudaram pilotagem nos EUA. Dois aviões chocaram-se contra as Torres Gêmeas, causando a morte de 3.000 pessoas; outro bateu no Pentágono, em Washington, e o quarto caiu na Pensilvânia. O mundo Ocidental nada aprendeu.


A INGLATERRA IMPÕE BOICOTE A PRODUTOS DA JUDEIA E SAMARIA - Conseguiu a adesão de mais 11 países dos 27 da Europa. A Inglaterra nada mais tem a lidar do que com Israel, ou será que a maciça presença muçulmana influiu na decisão? A própria Inglaterra tem colônias no além-mar, como as Ilhas Malvinas, denominadas Falkland. Até o embaixador americano em Israel disse: "Esta atitude é irracional. Se a Inglaterra quer corrigir coisas erradas, por que não impõe sanções sobre a Coreia do Norte, China, Rússia? Esta é segregação contra Israel, contra o povo judeu". Este boicote prejudica principalmente os palestinos que trabalham nas fábricas, hortaliças e demais afazeres e recebem bom salário. Israel exporta à Inglaterra produtos no valor de 2,4 bilhões de Libras Esterlinas e importa de lá. O Ministério do Exterior de Israel reagiu ordenando o fechamento do consulado britânico em Jerusalém e a retirada iminente do pessoal inglês da Força Internacional em Kiriat Gat, que lida com Gaza.


O PARTIDO AfD DA DIREITA ALEMÃ VENCE ELEIÇÕES EM SAXÔNIA - Este partido radical, "Alternativa para Alemanha", recebeu 44,5% dos votos, mais do que o dobro de há 5 anos. É a primeira vez desde a II Guerra Mundial que partido radical da direita governa um dos 16 Estados na Alemanha. A comunidade judaica evidentemente está em choque. Uma das preocupações é que este partido quer atingir a memória do Holocausto. No nível nacional, a AfD está com 27%, 5% a mais do que o atual chanceler. O partido Cristão Democrata (CDU), do chanceler Merz, sofreu grande derrota e baixou de 37,1% para 18,5% dos votos.


TRUMP AINDA NÃO APRENDEU COM QUEM LIDA - O presidente americano, que diversas vezes disse que a guerra com o Irã está para terminar, está notando que ele diz e os iranianos não lhe ligam. A situação no país dos tapetes está calamitosa, o povo sofre e o governo dos fanáticos religiosos não se importa. Os EUA atacam e o Irã revida, principalmente contra bases americanas na Jordânia, nos Emirados, Kuwait e Arábia Saudita, sem se intimidar. Os iranianos parecem ter paciência e querem ver o governo do Trump passar.


BAIXOU O NÍVEL DO ALUNO ISRAELENSE, SEGUNDO PISA - Os resultados foram publicados na terça-feira (8). Quase 1/3 dos alunos não chegaram ao nível básico. O nível dos israelenses baixou mais do que a média dos países da OECD. **46%** dos alunos não chegaram ao nível desejado em matemática, 40% em Ciências e 41% em leitura. A porcentagem dos alunos em destaque caiu de 11% para 5%. Na averiguação participaram 760.000 alunos de 91 países e, em Israel, foram 7.330 alunos de 15 anos, de 215 escolas.


VÉSPERA DO NOVO ANO JUDAICO DE 5787, ISRAEL TEM 10 MILHÕES DE HABITANTES - São exatamente 10.305 milhões de habitantes, dos quais 7.828 (78,3%) são judeus, 2.173 milhões (21,7%) e 304.000 estrangeiros. No último ano houve um acréscimo de 124 mil pessoas (1,2%). Nasceram 182 mil bebês e faleceram 50 pessoas. Desde a fundação do Estado de Israel, emigraram ao país 3,51 milhões de olim. No mundo todo vivem 15,9 milhões de judeus, cerca de 46% em Israel. Aproximadamente 40% são seculares, 21,8% tradicionais não religiosos, 12,4% religiosos e 11,5% hassídicos (ultrarreligiosos). A expectativa de vida é alta: 81,4 anos de homens e 85,9 de mulheres.

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