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Notícias de Israel

3 de set.
8 min de leitura

ELEIÇÕES À VISTA, AINDA NADA DEFINIDO - Política e políticos deviam estar a serviço do povo, errado, atualmente a política e os políticos não se posicionam ideologicamente, eles sim querem a 'cadeiragem', isto é, um assento no parlamento. Quanto mais nos aproximamos das próximas eleições em Israel - 27.10.26 -, mais divisão a gente vê. Os políticos acusam uns aos outros enquanto eles e o povo deviam ser mais unidos do que nunca, devido à situação e à prolongada guerra que já vai pelo terceiro ano.


Há os que apoiam e há os que são oposicionistas ao presente governo do Benjamin Netanyahu. Mas, pelo menos uma coisa é inegável: ele cometeu grave erro ao 'casheirizar' o deputado Itamar Ben Gvir, conhecido extremista e discípulo do Meir Kahane. No antigo Likud, isto não aconteceria. Begin e Shamir saíam do plenário quando o então deputado subia ao pódio para discursar. O colocaram no seu devido lugar, no ostracismo.


Netanyahu não só lhe casheirizou, o nomeou para o Ministério da Segurança Interna (nome bonito para a Polícia) e ele transformou o ministério, se colocando para o posto do alto Comissário (proibido por lei), em vez de ser o ministro que dá diretrizes.


O populista Ben Gvir faz de tudo para obter manchetes. Dá mão livre aos colonos fazerem distúrbios que só prejudicam a imagem de Israel. Ele até puxou o tapete debaixo dos pés do Netanyahu e correu à mídia anunciar a descoberta dos restos do navio (histórico) Altalena, a 500 metros de profundidade. Este navio foi do Etzel do Begin e há 78 anos trouxe novos imigrantes e armas para o recém-criado Estado de Israel. Nas costas de Tel Aviv, o premier Ben Gurion, temendo que as armas seriam usadas contra Tsahal, ordenou bombardear o navio, causando a morte de 16 combatentes do Etzel e 3 de Tsahal. Altalena virou símbolo. Begin, que estava a bordo, ordenou não responder ao fogo para manter a unidade israelense e só seria lógico que o anúncio saísse do Netanyahu.


O Partido Otzma Yehudit do Ben Gvir faz parte da coalizão governamental, mas, mesmo assim, Ben Gvir está disposto a receber a deputada dissidente do Likud, Tali Gotlib, que ataca o Natanyahu, para suas fileiras.


Temendo perder votos da direita, Netanyahu tenta unir pequenos partidos para que pelo menos passem o mínimo necessário para entrar no Knesset. Assim tentou unir o partido do Ben Gvir com o partido Hatsionut Hadatit do Smotrich, e Ben Gvir o esnobou e recusou. Então Smotrich conseguiu unir-se com o Moshe Feiglin do Zehut. Há ainda tentativas de incorporar o recém-fundado partido Amcha Israel (o Seu povo Israel) do Ofer Winter. Este, apesar de ser da direita, quer que todos os envolvidos em 7 de outubro saiam da política, inclusive Netanyahu, mas, paradoxalmente, diz que só o apoiará para o posto de primeiro-ministro. Aliás, o número 2 na sua chapa é o excelente ativista de divulgação de Israel no mundo, Yosseph Hadad, árabe-israelense, cristão que serviu nas FDI e foi ferido em combate no Líbano.


Até a terça-feira (8), quando será encerrada a lista dos candidatos, ainda haverá muitas atividades dos pequenos partidos para se unirem (ou não). Uma outra união considerada quase impossível foi a do deputado Yoav Segalovitz, o primeiro judeu que entrou no partido árabe Raam (Lista Árabe Unida, do movimento islâmico) do Mansour Abbas. Este é mais moderado e não se uniu à 'Lista Unida' de outros 3 partidos árabes, que se uniram para correr juntos. São Hadash, que foi antigamente o P.C., liderado por judeus e com árabes, tornou-se esquerda radical. O Taal do Ahmad Tibi e o Balad, partido árabe secular e antissionista. Segalovitz foi oficial de carreira nas FDI e depois serviu na polícia até chegar à patente de Major General (Ref.). Ele vai manter no partido linha independente e querem combater a violência na sociedade árabe.


Outros que estão em contatos são Erdan e Edelstein, dissidentes do Likud, com o Gantz e outros com o economista Prof. Zelicha. Depois de concluídas as chapas que concorrerão nas próximas eleições, publicarei os censos de opinião pública.


SARA NETANYAHU ACUSA O GENERAL GOLAN DE TRAIÇÃO - Com a aproximação das eleições, a luta torna-se mais acirrada. Netanyahu boicota as redes de TV de Israel (gosta mais é de falar no seu polido inglês as redes americanas), com exceção ao Canal 14, de um amigo bilionário, que só o elogia, e do Canal 15, da mesma forma.


Neste domingo (30), ele foi aos estúdios do Canal 14 para ser "entrevistado" e, no dia seguinte, projetaram um vídeo com sua esposa, Sara. Ela e o filho Yair estão muito metidos na política e até dizem que o manuseiam. Na entrevista, Sara reapresentou a teoria de conspiração ao dizer que o exército sabia da invasão e não acordou o primeiro-ministro. Alegação falsa e impensável. Mas, para apresentar prova, ela alega que o ex-General Yair Golan, atualmente líder do partido Democratas (nova versão do Trabalhista com Meretz, da esquerda), sabia antecipadamente, pois logo cedo da manhã de sábado, 7/10, ele estava em cena no Festival Nova, com fardas e arma, enquanto Netanyahu nem foi acordado. Mentira. Mesmo se não fosse acordado, todos em Israel acordaram às 6:29 da manhã (hora da invasão), ao som dos alarmes que ecoaram no país inteiro. Netanyahu conferenciou com a área militar já na noite anterior, quando se notaram certos preparativos. Na madrugada, seu Secretário Militar e o Conselho de Segurança Nacional deviam tê-lo avisado.


A senhora Netanyahu sabe que Yair Golan chegou até o posto de Vice-Comandante das Forças Armadas, sempre considerado militar de primeira e sempre foi o primeiro para enfrentar os inimigos e assim também foi ferido. Quando ouviu da invasão da Hamas e que seus amigos têm filhos no Festival Nova, não hesitou nenhum minuto e foi e salvou muitos. Agora ele pediu retratação e, como não foi feita, entrou na Justiça pedindo indenização milionária e, se a receber, a entregará aos que voltaram do inferno das mãos da Hamas. Comissão de Inquérito revelaria tudo, mas o governo não o constitui, mesmo quase 3 anos depois do desastre que ocorreu em 7/10/2023.


ISRAEL BATEU NAS LIDERANÇAS, MAS OS FRONTS CONTINUAM ATIVOS - Não há nenhuma dúvida de que Israel deu uma surra nos seus inimigos nesta guerra. A liquidação do líder supremo iraniano, Ali Khamenei, da organização terrorista Hizballah, Hassan Nasrallah, da organização terrorista Hamas, Yahya Sinwar talvez os desmoralizou, mas as organizações e o Irã continuam a combater. Até um membro da Hamas, para negociação frente a Israel, disse: "Israel é um país que não tem lugar neste mundo. Nos queremos destruí-lo. O Dilúvio Al Aqsa (7.10) foi o primeiro, haverá segundo e terceiro e quarto... (10.23). Hamas não respeita o acordo de 15 pontos, não entrega as armas e não deixa o governo de Gaza. Ao contrário, reiniciaram o método de lançar pipas para ver a atenção de Israel, obter Inteligência e talvez queimar campos."


O Secretário-Geral do Conselho da Paz, Mladonov, diz que Hamas continua violar o cessar-fogo. Critica também Israel, que não fornece mais material a Gaza. Porém, adverte que o mundo, principalmente os líderes Ocidentais, se abstiveram de definir explicitamente que o principal culpado pela situação em Gaza é o governo extremista dos últimos 20 anos. Hamas prefere o combate armado em vez do desenvolvimento civil".


Na terça-feira (1), comando israelense, numa operação sensacional, capturou o Muein al Arabid, chefe da Segurança Interna da Hamas. Certamente isto trará bastante informação para a Inteligência. Mostrará que Israel consegue penetrar para onde for necessário e bateu forte na Hamas. Ele foi ativista durante dezenas de anos. Certamente terá substituto, mas não à sua altura.


No Norte, forças israelenses estão no sul do Líbano e há líderes libaneses que os preferem ao controle da Hizballah. O governo libanês não consegue desarmar forças da Hizballah e, ao contrário dos acordos com Israel, a Hizballah se infiltra em certas áreas como se fossem elementos de saúde e o de ajuda e reconstrução e não o é.


Apesar de a Itália se oferecer para desarmar a Hizballah, ouvindo o líder desta organização, Naim Qassem, que diz que é contrário ao acordo com Israel e enfatizou que Hizballah permanecerá na região, contrariando o governo libanês.


Na Judeia e Samaria, as atividades dos colonos preocupam os setores militares e políticos. O Chefe do Estado Maior, Major General Eyal Zamir, adverte da possibilidade que forças da Autoridade Palestina se levantem contra Israel e isto será uma guerra.

Acima de todos está o Irã. Os EUA estão atacando e o Irã não se atemoriza, contra-ataca bases militares americanas na Jordânia, Emirados, Kuweit, Arábia Saudita e evita atacar Israel. Parece que teme a reação israelense. O Ministro da Defesa israelense, Israel Katz, os adverte de que Israel está pronto e até disse que o Irã gosta de guerra na época das festas judias (por motivos políticos ou não). O retirante Diretor do Mossad, Dedi Barnea, diz que há de fortalecer a guerra contra o Irã até eliminar este regime. Seria bom, mas até Trump já quer declarar esta guerra terminada.


INÍCIO DO ANO LETIVO ISRAELENSE - Foi na terça-feira (1) que 2.611.000 estudantes, desde o pré-escola e jardim de infância (529.000), primário até colegial (2.082.000), voltaram às aulas. À Kita Alef foram 180.000 e ao último ano do colégio 159.000. Em Israel há 28.000 instituições de ensino e 30% dos alunos já usaram no ano passado a Inteligência Artificial.


NAS ESCOLAS NA AUTORIDADE PALESTINA E NA JORDÂNIA NADA MUDOU - Estudo do que se leciona na A.P. revela que nos livros enaltecem os terroristas da Hamas e o massacre de 7/10. O estudo do Instituto de Pesquisas PMW, publicado no Washington Free Beacon, mostra que nas escolas da A.P. na Judeia e Samaria estudam sobre o 7/10 de forma deturpada. Exemplo, na Escola Al Kuwait, alunos de 9 anos são perguntados: "No Dilúvio de Al Aqsa morreram num dia pelo menos 150 israelenses, quantos morreriam em 9 dias?" Aluno que respondeu 1350, o professor lhe escreveu: "Que Allah cuide de te. Excelente." O Departamento de Estado americano comentou: "Este tipo de educação incentiva o terror e é educação para assassinatos."


Analisando 125 livros didáticos deste ano para alunos do ensino básico e médio na Jordânia, revelou-se que, apesar do acordo de paz com Israel (desde 1994), os livros escolares contêm conteúdos antissemitas, hostilidade contra Israel e glorificação do jihad. Nos mapas regionais, frequentemente Israel é apagado e aparece no seu lugar o nome Palestina.


FALECEU AOS 87 ANOS, PROF. ADA YONAT, GANHADORA DO PRÊMIO NOBEL DE QUÍMICA - Ela pode servir de exemplo a todos. Nasceu em Jerusalém e, aos 12 anos, perdeu o pai. Para ajudar a família pobre, após a escola lavava escadas e lecionava a outros alunos matemática. Com determinação, estudou e, em 1970, já fez parte do corpo docente do Instituto Weizman de Ciências, onde iniciou seu doutorado em 1964. Ela foi laureada com o Nobel de Química por seu trabalho na descoberta e criação dos cristais de ribossomo e sua estrutura e função, que é a fábrica de proteína da célula. Ela se dedicou às ciências e, nos últimos anos, dedicou-se a orientar jovens em Israel e no mundo a pesquisar e lidar com ciências.


ISRAEL E GRÉCIA ASSINAM CONTRATO BILIONÁRIO PARA FORNECER MATERIAL BÉLICO - Foi nesta segunda (1) e no valor de 3 bilhões de Euros. Israel construirá à Grécia sistema de defesa aérea de multicamadas, com sistemas de fabricação israelense. Este inclui os sistemas "Estilingue de David", Barak MX, Spider, radares do tipo MMR e sistema de comando e controle, que ainda está sendo desenvolvido. A Grécia adicionou mais um contrato no valor de 26 milhões de Euros na compra de Drone Dome para defesa antidrone.


AS FILHAS DO RABINO OVADIA YOSSEF CONTRA O DEPUTADO DERI - Em entrevista ao Canal 12, as filhas Adina Bar Shalom e Rivka Chikotai se expressaram de forma inteligente, paciente, racional e moderadas. Elas são a favor dos haredim estudar matemática, ciências, inglês, além dos estudos religiosos, e em época de guerra irem servir nas Forças de Defesa de Israel. Elas criticaram o partido Shas, fundado pelo seu pai, disseram que não votarão neste partido. Criticaram o seu irmão rabino Itzhak Yossef, que xingou a Conselheira Judicial do Governo, dizendo que é louca e que Deus a destrua, por ela pedir adiar a megacerimônia pelo dia do falecimento do seu pai, que seria usado como palanque de políticos na véspera das eleições, para depois delas. Elas são proibidas de acender velas nestas homenagens ao pai, enquanto "em casa era diferente, tínhamos total igualdade. A Adina, que é a primogênita, tomava primeiro do copo do kidush nas sextas-feiras. São contra o líder do Shas, Arie Deri, que é "fraudulento e hipócrita" e que sua mãe saía do recinto quando ele chegava na sua casa." Agora há segregação contra mulheres, coisa que não existia no passado. Atualmente os ultraortodoxos são mais radicais."


David S. Moran, de Israel


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