Notícias de Israel
- David S. Moran
- há 4 dias
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SEMANA TURBULENTA NO ORIENTE MÉDIO - Na Faixa de Gaza, a organização terrorista Hamas está tentando ver a atenção de Israel, aproveitando os andamentos do Conselho da Paz. Terroristas do Hamas se aproximam e tentam atravessar a "linha amarela", que é a nova fronteira entre Israel e a Faixa de Gaza. Hamas testa a atenção de Israel e até já enviou 5 balões e/ou pipas em direção a Israel. Assim também testaram a atenção de Israel antes de 7/10. Depois, reclamam ao mundo porque Israel ataca seus postos e mata ativistas desta organização terrorista.
No domingo (16), o enviado especial do Presidente Trump, que é seu genro, Jared Kushner, encontrou-se no Cairo com o líder político da organização terrorista Hamas, Halil al Haya, e sua comitiva. Um encontro destes era inimaginável há 2 anos, pois Hamas é qualificado pelos EUA como organização terrorista. É uma demonstração do decréscimo que Israel tem nos EUA. Discutiram, sob a presidência de A. Sisi, o avanço no plano de paz em Gaza. Também participaram o coordenador do Conselho de Paz, Nicolay Mladenov, e representantes dos países intermediadores: o Egito, Qatar e Turquia. Os dois últimos são países inimigos de Israel, podem ser qualificados como intermediadores? Na segunda-feira (17), a comitiva de Kushner se encontrou com Netanyahu. Os americanos concordaram com a exigência israelense de que o Hamas deve entregar seu armamento leve e pesado a outro país e que seja retirado da Faixa de Gaza. Israel manterá a paz e não correrá atrás de terroristas envolvidos em 7/10, e o Conselho da Paz recomeçará a reconstrução da Faixa de Gaza. Só que há problema.
Mesmo abatida e enfraquecida, a organização terrorista Hamas continua infringindo o acordo de cessar-fogo. Israel apresentou ao Conselho da Paz documento com mais de 100 violações do acordo em uma semana.
A resistência armada do Hamas (Mukauma, em árabe) é a sua ideologia. A organização está disposta a realizar "hudna", que é parar a luta temporariamente, como o fez o profeta Maomé em 628, para ganhar tempo e se fortalecer. Mas isto é só uma máscara para depois continuar a guerra. As primeiras forças armadas do Marrocos, Burundi e Uganda já estão prontas para chegar e se posicionar entre Israel e o Hamas. Hamas assinou acordo com a exigência de depor as armas e entregá-las e sair do governo na Faixa de Gaza, está infringindo estas duas exigências.
No Norte, no Líbano, as FDI continuam a sitiar os túneis debaixo do Planalto Ali Taher, onde cerca de 40 terroristas estão se escondendo, recusando-se a sair. Drone explosivo da Hezbollah atingiu, ferindo um oficial e 2 soldados de Unidade de Comando. Em represália, Tsahal atacou quartel da Hezbollah e matou um comandante de Batalhão de força de elite, com alguns terroristas. O comandante trouxe ao quartel sua família para se esconder atrás de civis. Eles também foram atingidos, e aí a mídia "comemora" que Israel mata civis, apesar de não serem o alvo. Hezbollah faz de tudo para que "seu amo", o Irã, ataque Israel, e os aiatolás não o fazem e sabem o porquê. Aliás, o governo libanês, sob a presidência de Joseph Aoun, quer fazer as pazes com Israel, mas teme a obstrução da Hezbollah, que levaria a uma guerra civil interna entre cristãos e muçulmanos.
Na madrugada de segunda para terça-feira (18), pela primeira vez em muito tempo, Israel atacou o aeroporto de Abu al Duhur, nas redondezas de Idlib, perto de Alepo e da fronteira turca. A alegação israelense é que acertou com a Síria de A. Sharaa para impedir forças turcas no seu país. No entanto, a Inteligência israelense notificou os americanos de que forças turcas entraram para este aeroporto para revitalizá-lo, ignorando as advertências de Israel. Espera-se que a Turquia não seja um novo front de guerra com Israel.
Como se não faltassem problemas, um grupo pequeno (dezenas) de jovens de assentamentos na Cisjordânia faz arruaças na aldeia de Qusra, sul de Nablus, enfrentando moradores árabes e que a mídia pinta Israel de estado de apartheid. Eles, que são jovens arruaceiros, fazem mau nome a Israel, enfrentando as FDI. Infelizmente, devido às eleições que se aproximam, o primeiro-ministro e o ministro da Defesa não se pronunciam a respeito.
E se falamos de eleições, na segunda-feira (17), o Likud fez eleições internas para definir seus representantes nas próximas eleições do dia 27/10. O Likud, que se gabava que era partido democrático, onde membros registrados elegem seus representantes, deixou de sê-lo. Netanyahu pediu 8 representantes que ele escolherá (de 23 membros que terá pelos censos). Apurando os votos, 4 Ministros foram jogados para o lixo e alguns congressistas puxa-sacos do Netanyahu foram postos para a rua. Porém, da liderança do Likud em altos postos governamentais que também serviram durante a tragédia de 7/10, nenhum tomou responsabilidade e continuarão no Knesset ou no próximo governo, depende do partido que vencer nas eleições. Um dos escolhidos por Netanyahu é o homem da alta tecnologia que vive nos EUA há mais de 20 anos, Oren Dobronsky, como se não há israelenses que poderiam ser escolhidos. Aliás, seu pai, o advogado Ales Dobronsky, é dos fundadores do partido Israel Beiteinu (Israel, nosso Lar) e dos homens confidentes do deputado Avigdor Liberman.
As facas já estão sacadas. No Likud e nos outros partidos notam que entre os 20 primeiros nomes, só há 2 mulheres (neste Knesset eram 8), não tem representação de novos imigrantes e nem da ala religiosa nacionalista. Os 5 deputados que tinha caíram fora. A reclamação é que não há representante da área da segurança e nem dos reservistas. O Ministro Avi Dichter, que foi chefe da Shabak, caiu para a 49ª colocação. Especula-se que Netanyahu, que precisa de general, o escolha como seu registrado. O nome oficial do Likud é Movimento Nacional Liberal, só que deste nome não restou nada de nacionalista nem liberal. Ele se une aos ultraortodoxos que são omissos às necessidades do país e ao recrutamento às forças armadas para a defesa do país.
Semana turbulenta, já dissemos. Pois é, no fim da semana foi assinado acordo de defesa mútua entre a Turquia, Arábia Saudita e Paquistão (que tem armas nucleares). Esta aliança pan-islâmica reúne país membro da OTAN (Turquia), país protetor dos lugares sagrados do Islão (Meca e Medina) e potência nuclear. Assim, a Arábia Saudita se afastou das relações com Israel e os EUA perdem de sua potência entre estas nações.
No front iraniano, tudo continua na mesma. Os iranianos confrontam o Trump e fincam o pé. Agora, Trump, que não quer guerra armada nesta região, ameaça o Irã com sanções econômicas, "vou estrangulá-los", diz. O Irã, que sofre de alta inflação e grave crise econômica, não se entrega. Agora, Trump anunciou que o Estreito de Ormuz será território americano, os EUA é que vão abrir o estreito à navegação e, se Omã atrapalhar, vamos explodi-lo e virará pó". Esta atitude do Irã mostra mais uma vez que palavra não tem valor, a paz já deveria estar ali há muito, pois o povo iraniano sofre e muito devido à teimosia dos seus governantes fanáticos islâmicos.
ISRAEL É RESPONSÁVEL PELOS SEUS COMBATENTES - Na terça-feira (18), Israel anunciou que, numa operação conjunta das FDI e do Mossad, foram desenterrados os restos mortais do soldado Yehuda Katz, o último dos desaparecidos no combate em Sultam Yaakov, no Líbano, em 11.6.1982. Numa violenta batalha, com 20 israelenses mortos e muitos feridos, foram deixados para trás 6 soldados, destes 3 classificados como desaparecidos. Israel não mede esforços, dinheiro e pessoal para saber o paradeiro de cada soldado desaparecido. Os outros dois foram resgatados em abril de 2019, Zecharia Baumel, e em maio de 2025, os restos mortais de Zvi Feldman. Agora, após 44 anos, finalmente este capítulo se encerra com o enterro de Yehuda Katz no Cemitério Militar no Monte das Oliveiras, em Jerusalém.
A EGÍPCIA QUE ABRIU OS OLHOS, A FAVOR DE ISRAEL - Dalia Ziada, ativista egípcia pela democracia, contrária à Irmandade Islâmica e a favor do direito de Israel existir. Ela nasceu há 44 anos numa família muçulmana da corrente mais liberal (sufista), estudou Relações Internacionais e Diplomacia em Massachusetts. Lutava contra a Irmandade Muçulmana, que divide o mundo entre os muçulmanos, que são os superiores e bons, e os não muçulmanos, que têm que ser subjugados a eles.
"No dia 7 de outubro constatamos como o Hamas e seus apoiadores são cruéis contra os israelenses, inclusive civis inocentes que estavam de pijama. Infelizmente, pessoas no Egito e nos países árabes festejaram o que viam como uma vitória", ela diz. Ela se expressou contrária a esta violência e no Egito a acusaram de ser traidora, "advogados do Estado me acusaram de ser agente do Mossad, prejudicar a segurança do Egito e sua imagem no cenário internacional". Ela diz: "o ódio aos judeus está enraizado na identidade árabe e muçulmana além do que podemos imaginar". Dalia continua: "a relação do Egito com os palestinos é o que chamo de esquizofrenia crônica. De um lado, a mídia e o público declaram amores aos palestinos e, do outro lado, lhes fecham as fronteiras, temendo que sejam perigo para a segurança do país." Sua conclusão: os egípcios não necessariamente gostam dos palestinos. Eles, sim, odeiam os israelenses."
Duas semanas após 7/10/23, em 5 horas, ela teve que arrumar suas coisas e, com ajuda de amigos americanos e israelenses, fugiu do Egito, sua terra natal, onde nasceu, cresceu, estudou e se tornou mulher pública. Atualmente, ela está no Instituto de Pesquisas do Antissemitismo Global e Político (ISGAP), concluindo seu doutorado na Pensilvânia.
"SE QUISERES, NÃO SERÁ UMA LENDA" - Esta é uma célebre frase do fundador do Sionismo, Theodor Herzl. Ele morreu em 1904, muito antes da criação do Estado de Israel, mas, na sua visão e no testamento que deixou, pediu que, num futuro Estado judeu de Israel, lá ele quer ser enterrado e que seus familiares sejam enterrados ao lado dele. A ossada de Herzl foi trazida a Israel um ano depois da sua fundação. Na quarta-feira (5), numa missão histórica, depois de descobrir os túmulos de seu avô, Shimon Leib Herzl, e de sua avó, Rivka Herzl, no cemitério perto de Belgrado, na Sérvia, o time do rabinato militar fez todos os arranjos e sua ossada foi trazida a Israel e enterrada ao lado do visionário sionista Theodor Herzl, no Monte Herzl, em Jerusalém.
JOGADOR DE BASQUETE ESTUDA JUDAÍSMO. Ele nasceu nos EUA e jogou 14 anos na NBA, dos quais 8 no Phoenix Suns, Knicks e Miami. Amar'e Stoudemire. Depois, foi jogar em Israel por 3 anos, jogou no Hapoel Jerusalém e depois Maccabi Tel Aviv.
Revelou que durante 20 anos estudou secretamente o judaísmo e a Torá e depois se converteu ao judaísmo. Conta que ama Israel e foi à Terra Santa, foi para ver e vivenciar o país da Bíblia. Ele conclui:
"Minha família e eu gostamos muito de viver em Israel, um país esplêndido, onde temos muitos amigos."
SUCESSOS ISRAELENSES - Israel é um país pequeno em território e população de apenas 10 milhões de habitantes. Apesar disso, sempre se distingue em campos culturais e outros. Pelo ranking de Xangai, das melhores universidades do mundo, entre os 100 primeiros há 2 israelenses. O Instituto Weizmann de Ciências está na 71ª colocação e a Universidade Hebraica de Jerusalém na 89ª posição. O Technion de Haifa caiu e está entre as 101-150 melhores, a Universidade de Tel Aviv entre as 150-200 melhores, a de Ben-Gurion de Beer Sheva entre as 401-500 melhores do mundo.
A seleção israelense de Maratona venceu no domingo (16) pela segunda vez consecutiva o Campeonato Europeu da modalidade, antecipando as seleções da Alemanha e França. O maratonista israelense, Nashau Ayale (foto), conquistou a medalha de Bronze individual, percorrendo a maratona em 2:09:11 horas.
De acordo com relatos da Universidade Stanford, a Universidade de Tel Aviv está em terceiro lugar, das universidades fora dos EUA, em número de pesquisas de mestrandos que fundaram companhias unicórnio. (12). Só a anteciparam as universidades de Cambridge (19) e de Oxford (16). A Universidade Hebraica de Jerusalém conta com 8 e a do Instituto Tecnológico Technion com 7.
Prova individual para excelência é a do Maor Shlomo, de 32 anos, de Haifa, que fundou a Base44. Ele é o menor de 5 filhos da família. Ele fundou e trabalhou sozinho na companhia, mesmo fazendo 400 dias de Miluim (reservista). A companhia cresceu e atualmente conta com 80 funcionários. Trata-se de um sistema que ajuda a criar software. O usuário descreve o que deseja e o Base 44 compila o software para ele. Esta companhia é das que mais crescem em Israel e no mundo e, após apenas 6 meses, foi vendida para WIX por 80 milhões de dólares.
CHOVE NO VERÃO ISRAELENSE - Este ano é muito quente. Por incrível que pareça, no sábado (15), choveu em Jerusalém e redondezas. Foram registrados 26 mm de chuvas, dos quais 21 em 1 hora. Nas montanhas da Judeia trata-se de recorde histórico para o mês de agosto. As chuvas levaram muita água ao Mar Morto, o que também é benefício.

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