Notícias de Israel
O FILME NAZA CAUSA DANOS A ISRAEL - O filme de dois cineastas israelenses, Yuval Avraham e Rachel Zsor, numa produção inglesa, acusa as tropas israelenses de matar civis por “danos colaterais” (NAZA é a abreviação de “nezek agavi”, em hebraico), na Faixa de Gaza. O filme foi apresentado no recente Festival Internacional de Cinema de Veneza, obtendo o Grande Prêmio Especial do Júri e sendo aclamado com grandes aplausos durante 25 minutos. Ou as pessoas presentes no teatro são imbecis e ignorantes, ou são antissemitas.
O filme diz que se baseia em 24 soldados e oficiais da unidade do Serviço de Inteligência 8200, todos eles aparecendo incógnitos, sem nomes, com as faces ocultas e as vozes alteradas. Os produtores também dizem que se basearam em jornalistas palestinos e, como se sabe, dos 260 “jornalistas”, a própria organização terrorista Hamas confessa que 60% são seus ativistas.
Aliás, foram inscritos no Festival alguns filmes israelenses. Três deles, com conotações contra Israel, foram aceitos e premiados; nenhum filme pró-Israel foi aceito pelo festival.
No filme não há menção à invasão do Hamas a Israel e ao assassinato, em um dia, de 1.200 bebês, crianças, jovens e adultos israelenses, inclusive árabe-israelenses. Nada de menção pública ao Hamas, que fala abertamente sobre sua missão de destruir Israel da face da Terra. Nos livros escolares, o Estado de Israel não existe.
Mesmo agora, depois da grande derrota e destruição que o Hamas causou aos gazenses, eles empregam todos os seus esforços não na reconstrução das casas e das instituições, mas investem toda a sua energia em se rearmar e fortalecer seus terroristas. Pelos acordos assinados em 2025, o Hamas deveria entregar suas armas e se retirar do governo de Gaza, duas operações que nem entraram na cabeça deles para serem cumpridas.
O Prof. Yuval Elabashan escreve no Israel Hayom (14.9) que, como oficial que serviu no 8200 desde 1987 e conhece muito bem a unidade, é claro que “os testemunhos” no filme são impossíveis. Eu acrescento: se um soldado ou oficial vê alguma ação, ou é contrário a cumprir uma ordem, ele pode ir ao seu comandante e pedir para se desligar da unidade. Não precisa esperar anos para contatar algum cineasta e lhe contar a “história”. Como é que os cineastas chegaram a 24 oficiais e soldados para lhes contar o que Tsahal faz em Gaza e que eles condenam?
Se há civis que morreram na guerra, evidentemente houve casos. É de conhecimento público que os terroristas do Hamas se escondem atrás de civis. Como é evidente que pilotos da Força Aérea de Israel foram obrigados a abortar ataques contra chefões do Hamas quando foi constatado que havia crianças ou civis por perto, para não causar danos colaterais.
Se houve ataques em que civis morreram por causa de ataques a terroristas, ninguém pode negar, como é evidente e todos os “experts” militares do mundo podem testemunhar, que Tsahal (FDI) é o exército mais moral do mundo. Nesta guerra, o número de mortos ou feridos foi, em porcentagem, o menor possível. Mesmo nesta guerra, em que morreram cerca de 70.000 palestinos, a metade foi detectada como terroristas do Hamas, e o Exército lamenta a morte de qualquer não envolvido.
Perguntei ao ChatGPT quantas pessoas foram mortas pelas forças armadas dos EUA em resposta aos atentados de 11 de setembro, nos quais morreram 3.000 pessoas. A resposta foi de que, no combate ao terror e nas guerras dos EUA no Iraque, Afeganistão e outras áreas, morreram pelo menos 4,5 a 4,7 milhões de pessoas, de acordo com várias pesquisas.
Segundo o projeto “Custos de Guerra”, da Universidade Brown, os mortos diretos nos confrontos foram mais de 940.000 pessoas, destas, 432.000 civis. Os mortos indiretos foram aproximadamente 3,6 milhões a 3,8 milhões de pessoas, devido à destruição das infraestruturas, da economia e dos sistemas de saúde. Mais de 38 milhões de pessoas se deslocaram ou tornaram-se refugiadas.
A proporção da morte de 1.200 pessoas em Israel para as 3.000 nas Torres Gêmeas e no Pentágono é como se fossem mortos 34.500 israelenses.
O principal problema de Israel é a falta de um ministério ou de uma instituição que divulgue e/ou explique devidamente o que acontece nesta área do mundo.
EMBAIXADOR AMERICANO HUCKABEE EM ENTREVISTA AO YNET - O excelente embaixador dos EUA em Israel deu entrevista ao jornal Yedioth Ahronoth e ao YNET, na qual expressa sua opinião sobre os acontecimentos em Israel e as relações com os Estados Unidos. Ele é, sem dúvida, o embaixador mais pró-Israel, movido pela sua crença religiosa cristã e pelo idealismo.
No seu gabinete, há, em um canto, uma guitarra-baixo na qual toca todo domingo com o coro de sua igreja. Em uma parede está pendurado um quadro com o mapa de “Falastin” e o emblema de uma Kalashnikov de uma escola de Gaza, onde todos os povoados israelenses estão apagados e Israel não existe.
Condensei o que disse o Embaixador americano Michael “Mike” Huckabee, sem mexer no conteúdo:
“Os Estados Unidos nunca defenderam Israel. Desde 1948, nunca botamos botas no solo israelense. Quando os EUA agem contra o Irã, não defendem Israel, defendem os interesses dos EUA. Nós não apoiamos Israel, somos parceiros e isto também é para nós.”
“O Irã está mais fraco do que nos últimos 50 anos, militar e economicamente. Não tem arma nuclear nem urânio enriquecido e o Estreito de Ormuz está aberto.”
O Embaixador não quer comentar sobre as eleições em Israel: “Os israelenses decidirão seu destino”.
Sobre as eleições nos Estados Unidos, em novembro, “acho que não influenciarão nas relações entre os dois países. Quero acreditar que a maioria dos americanos entende que Israel é parceiro estratégico de grande valor e não só aliado”.
Cita o que lhe disse o Comandante do CENTCOM, Almirante Cooper: “Nunca na história militar americana tivemos cooperação tão boa quanto com Israel”.
Com respeito ao desarmamento do Hamas, como rege o acordo de cessar-fogo, Huckabee diz: “Desde o cessar-fogo de outubro de 2025, o Hamas não entregou sequer uma arma, nenhum míssil. Eles não têm intenção de fazê-lo por vontade própria”.
Acrescenta que “a cada dia passam de Israel para a Faixa de Gaza entre 600 e 700 caminhões com ajuda humanitária, alimentos e material de saúde. Israel lhes deu 1 milhão de doses de vacina contra a pólio”.
“Como há os que reclamam que há genocídio se a população de Gaza cresce 4% ao ano? Ninguém dá crédito a Israel por estes gestos e o acusa de cometer genocídio.”
“Não se esqueçam que 20% da população de Israel é árabe. Eles têm representantes no Knesset, há diretores-gerais de bancos (do Leumi), há juízes na Suprema Corte, há os que servem nas FDI, votam nas eleições. Isto mostra que não há segregação.”
E continua a entrevista: “Vivo agora em Israel, que conheço e para onde vinha seguido para a Terra Santa, por 53 anos. Sou cristão e nunca gritaram ou cuspiram em mim. Há casos esporádicos e não dá para acusar um país de 10 milhões.”
Perguntado se apoia o plano de solução criando dois Estados, diz que o presidente Trump vai decidir. Ao mesmo tempo, relembra que os palestinos, desde a época de Arafat, rejeitaram todas as generosas propostas que Israel lhes ofereceu. Cada vez que havia propostas de paz, os palestinos fugiram.
Como escrevi no início, ele é o Embaixador americano que mais entende a situação e é a favor de Israel. Devíamos contratá-lo para difundir ao mundo as posições de Israel, que, infelizmente, ninguém em Israel parece levar a sério: devemos trabalhar na melhora da opinião pública.
OS ULTRAORTODOXOS AGEM CONTRA ISRAEL NOS EUA - Em Israel há grande discussão, principalmente nos últimos anos, devido à guerra prolongada e à falta de soldados. Os reservistas têm que deixar seus afazeres e, quando chamados, voltam às Forças de Defesa de Israel, e há os que servem 500 dias ou mais.
No entanto, os haredim (ultraortodoxos) não movem um dedo para ajudar a sociedade israelense. Seus representantes no Knesset se esforçam para fazer leis contra o recrutamento dos haredim e apenas para receberem mais verbas do governo, no qual Netanyahu depende deles e estão na sua coalizão.
Nestes termos, Netanyahu age exatamente ao contrário do que se esperaria de um governo da direita que se intitula nacionalista.
No início do mês, o presidente Trump recebeu representantes haredim, encabeçados pelos irmãos Teitelbaum, líderes do Satmar, que se negam a reconhecer Israel como o Estado judeu. Eles têm por intuito receber apoio de Trump para que os alunos de yeshivot não sirvam nas FDI.
Geralmente, na véspera de Rosh Hashaná, o presidente recebe uma delegação da comunidade judaica para lhe congratular pelo ano novo. Nesta ocasião, só houve presença dos ultraortodoxos, fato que causou raiva na comunidade judaica em geral.
A alegação é que o presidente só os recebeu devido às eleições de meio de mandato, em novembro, e eles têm a força de ajudá-lo a ganhar as eleições para candidatos republicanos em certas áreas.
Influenciadores judeus da direita criticaram o presidente por este encontro. A influenciadora Laura Loomer escreveu na rede X: “Estes rabinos são anti-israelenses e apoiam o Mamdani e são recebidos de braços abertos no Salão Oval”.
O absurdo é que estes rabinos até viajam ao Irã para apoiar o regime islamista e gritar slogans contra Israel.
Ninguém em Israel é contra o estudo da Torá. Mas, como qualquer cidadão, os haredim também podem parar por cerca de três anos, fazer o dever nacional do alistamento e servir nas FDI e, depois, voltar aos seus afazeres.
O Exército até montou batalhões especiais de haredim, nos quais eles podem fazer suas orações e, depois das atividades militares, têm tempo para seus estudos. Aliás, nestas unidades eles fazem segregação e não querem que mulheres soldadas sirvam com eles.
É uma pena e toda a sociedade israelense perde. O triste neste encontro é que rabinos haredim tentam envolver Trump em assuntos internos de Israel.
A ARÁBIA SAUDITA PEDE (INDIRETAMENTE) AJUDA MILITAR DE ISRAEL - O príncipe regente da Arábia Saudita, Muhammad bin Salman (MBS), pediu ao CENTCOM que solicitasse a Israel informações de seu Serviço de Inteligência e também certo material bélico na sua luta contra os Houthis, que barram seus navios no Estreito de Bab al-Mandeb.
Isto poderia servir de alavanca para melhorar as relações entre os dois países e até puxar para o reconhecimento da Arábia Saudita do Estado de Israel. Só que MBS coloca na balança e impõe um acordo com os palestinos para este reconhecimento.
A Arábia Saudita só recentemente assinou um acordo militar com o Paquistão e a Turquia e não se dirigiu a eles; foi pedir ajuda a Israel, país que nem reconhece e com o qual não tem relações diplomáticas.
A Turquia e o Paquistão não intervêm para não entrar em conflito com o Irã.
O fechamento do Estreito de Bab al-Mandeb é nocivo ao Egito, pois este é o caminho para chegar ao Canal de Suez, principal fonte de renda do Egito, que agora está quase paralisado. Isto prejudica ainda mais a caótica situação econômica do Egito.
Os Estados Unidos não estão dispostos a entrar em um novo conflito, apesar de a Arábia Saudita ser o maior comprador de material bélico americano.
Por outro lado, os Houthis prometeram que não atacarão navios americanos ou israelenses.
Os Houthis conquistaram posições do governo do Iêmen e até atacaram a cidade sagrada dos muçulmanos, Meca, apesar de serem muçulmanos xiitas.
Os Houthis, que trabalham a favor do Irã, com o fechamento do Estreito de Bab al-Mandeb, paralisam também o porto de Eilat, no Mar Vermelho.
O SERIADO FAUDA, EM SUA 5ª TEMPORADA, FAZ SENSAÇÃO - Este seriado, transmitido no mundo pela Netflix, trata de uma unidade de comando de contraterrorismo da qual o criador, Lior Raz, fazia parte (criou com Avi Issacharoff).
Não só faz sucesso no mundo todo, mas é dos mais vistos no mundo árabe. Ao contrário do documentário NAZA, nos capítulos 7 e 8 desta temporada mostram o caos e a destruição, com os assassinatos que o Hamas causou em 7 de outubro.
A reação foi dramática. Telespectadores choraram ao que viram pela primeira vez, dizendo que não sabiam que isto havia acontecido.
O seriado passou a ser o mais visto no Líbano; ficou em 2º lugar na Jordânia, Bahrein e Emirados; em 3º no Kuwait, Catar, Omã e Marrocos; em 4º no Egito; 7º na Turquia; e 8º na Arábia Saudita e no Paquistão.
O seriado também é popular na populosa Índia e está entre os 10 mais vistos da Netflix em 43 países.
TRUMP CAUSA CONSTRANGIMENTO NA IRLANDA - O presidente americano esteve na Irlanda no fim de semana. Entre outras coisas, disse: “Ficarei contente em ver a ilha unida e isto acontecerá no final”.
Como se sabe, a ilha está dividida entre a República da Irlanda, que é independente, e a Irlanda do Norte, que faz parte do Reino Unido.
A divisão levou à guerra de 30 anos entre católicos, a favor da independência, e protestantes, a favor de fazer parte da Inglaterra.
Imediatamente, os líderes da Escócia, País de Gales e Irlanda do Norte publicaram manifesto pedindo a realização de referendo para se retirar do Reino Unido.
Evidentemente que a Inglaterra ficou brava com a fala de Trump.
A BOLSA DE VALORES DE TEL AVIV FOI UMA DAS MELHORES DO ANO - Com o término do ano judaico, é uma boa ocasião de resumir como agiu a Bolsa de TLV. Foi um bom ano, e os índices registraram bom desempenho.
O índice Tel Aviv (TLV) 35, das 35 maiores empresas, registrou uma alta de 40,5%. O índice das companhias de seguros foi ainda melhor, com aumento de 94,5%.
O índice dos bancos subiu 27,4%, e o TASE CEANTEC, que trata de energia de companhias que lidam com poluição e resíduos, teve aumento de 76,9%.
Recentemente, a Bolsa passou a funcionar de segunda a sexta-feira, para ser sincronizada com o mundo, e há estudos para estender o horário para 23 horas diárias.
ISRAEL VENCE CAMPEONATO MUNDIAL DE WINDSURF - A atleta Tamar Steinberg, de 20 anos, foi a vencedora, e sua companheira do time israelense, Sharon Kantor, obteve o segundo lugar.
As duas posicionaram-se no pódio, e faltou pouco para que Daniela Pelg, que chegou em 4º lugar, completasse o pódio com três atletas de Israel.
A competição foi na Inglaterra. Steinberg é também campeã europeia da modalidade iQFOiL.
Kantor iniciou em 16º lugar e conseguiu chegar ao segundo. Ela foi a campeã em 2024.
Daniela começou no 32º lugar e subiu até o quarto.
CENSOS EM ISRAEL APONTAM IMPASSE - Os censos desta semana apontam que Yashar tem 24 mandatos (Canal 11), 23 (Canal 12) e 22 (Canal 13).
O Likud, com 20, 20 e 18, respectivamente.
Beyachad — 12, 13, 13.
Hademocratim — 8, 10, 10.
Israel Beiteinu — 8 nos três canais.
Otzma Yehudit — 8, 6, 8.
Yahadut Hatorá — 7, 8, 7.
Shas — 7 nos três canais.
HaReshima HaMeshutefet — 7, 8, 8.
Hatsionut Hadatit — 6, 5, 8.
Ra’am — 5, 4, 6.
Amcha Israel — 4, 4, 6.
Hamiluimnikim — 4, 4, 0, respectivamente.
Os blocos variam, mas nenhum chega à maioria. Este impasse é terrível, pois não podemos nos dar ao luxo de uma eleição após a outra.

Comentários