Notícias de Israel
ERDOGAN É AMIGO DO TRUMP AMIGO DO NETANYAHU - Na terça-feira (7) abriu-se a Conferência anual da OTAN em Ancara, 22 anos após a última que foi realizada na Turquia. Para a abertura do evento líderes de 52 países, 32 membros da OTAN e cerca de 3.000 jornalistas cobrem o evento. Evidentemente que a atenção se foca no presidente Trump. Este foi recebido no aeroporto pelo presidente turco, Recep Tayyip Erdogan e caminharam engagée no tapete vermelho. Trump disse que veio "por respeito ao Erdogan" e lhe trará "presente que o alegrará", talvez referindo-se ao F-35, que lhe foi negado em 2019.
Trump está muito bravo com os países da Organização do Tratado do Atlantico do Norte que não prestaram assistência aos EUA na luta contra o Irã e elogiou o Erdogan por ser o único a fazê-lo.
Israel está muito preocupado com esta nova amizade, depois que Netanyahu pensou que era o melhor amigo do dignatário americano. Isto por várias razões. Erdogan que nasceu numa família muçulmana religiosa adotou a ideologia da Irmandade Muçulmana. Durante anos ocultava e agora que lidera a Turquia desde 2003, no começo e até 2014 como primeiro ministro e de lá até hoje como presidente, já deixa transparecer sua ideologia. Erdogan que vê em Israel e nos judeus grave problema e o seu sucesso o desnorteia. Ele disse que Israel tem que desaparecer do mapa e nenhum líder dos países da OTAN lhe criticou, a exceção do presidente alemão que disse que Israel tem direito de se defender.
Aos países da OTAN não lhes importa que a Turquia é liderada por um ditador, que prende e até executa seus oponentes, que fala contra ocupação, quando ele mesmo mandou tropas e ocupa o norte da Síria, tem bases no Iraque, desde 1974 ocupa a metade da ilha de Chipre e tem bases na Líbia, Somália e constantemente ameaça a Grécia e Chipre, também países membros da OTAN. Seu ministro do Exterior disse: "Não há lugar para o Estado Judeu entre a humanidade". Isto é tem que desaparecer. Seu ministro do Interior disse:"que espera ser o governador de Jerusalém". Mais explicito do que isto é impossível e o mundo Ocidental não critica ou condena estas declarações.
Netanyahu tenta advertir o governo americano destes fatos, mas nada acontece, ninguém critica estas falas e nem o fato de a proibição de jornalistas israelenses cobrir esta Conferência. A marinha da Turquia interrompeu um exercício naval da marinha israelense, mas fez exercício naval e aéreo com o Egito. O exercito turco tentou implantar aparelhos militares na Síria e Tsahal (FDI) o impediu. Mas, Trump continua dizer que o Erdogan é seu bom amigo e extraordinário líder, "gosto muito dele... Ele é homem forte, mas tudo que lhe pedi, como não intervir na guerra com o Irã ele atendeu".
Agora, Erdogan quer os "5 F-35 que me foram prometidos há anos". Aliás, o ex Comandante da Força Aérea de Israel, general Eitan Ben Eliahu disse não estar preocupado com a venda de F-35 a Turquia, "nos saberemos lidar com isto, o meu receio são as alianças que a Turquia faz com a Arabia Saudita, a Rússia, Síria, Yemen, Somália e o seu fortalecimento na OTAN".
As ações e alianças da Turquia certamente preocupam as autoridades de Israel. Este país tem o segundo maior exército da OTAN (só perde aos EUA) com 355 mil soldados e 378 mil reservistas e a 11 indústria bélica do mundo. A OTAN foi fundada para proteger os valores democráticos frente a tirania e o terror. A Turquia certamente não corresponde a estes princípios. Lá se estabeleceram os quarteis do Hamas e Jihad Islâmico e de lá que planejam seus ataques contra Israel. A Europa ignora este perigo, para não irritar os turcos que vivem nos seus países e nos 4 milhões de turcos que querem deixar seu país nativo e emigrar para a Europa, por enquanto barrados pelo Erdogan.
Este já tem 72 anos e está doente. Um possível candidato para sucede-lo é o ministro do Exterior, Hakan Fidan, que é confidente do Erdogan. Ele se expressa contra Israel e contra os judeus. Quando era chefe do Serviço de Inteligência da Turquia, acredita-se que passou aos iranianos informações sigilosas "queimando" fontes israelenses naquele país.
O problema é que os países Ocidentais chegarão a consciência de quem os ameaça- o islamismo, organizações terroristas e países radicais (estranhamente, ou não, muçulmanos) tardiamente. Depois que milhões deles já estão instalados na Europa e envolvidos na politica interna, que lhes dá grande influência nos assuntos internos e externos destes países.
ESTADOS UNIDOS REAGE AS PROVOCAÇÕES DO IRÃ - Os Estados Unidos e o Irã, intermediados pelo Paquistão e Qatar chegaram a acordo de cessar fogo por 60 dias. Só que o governo Trump parece não saber com quem está lidando. Além de dar tudo para o Irã (descongelar bilhões de dólares, abrir o estreito de Hormuz e permitir que petroleiros iranianos entreguem seu petróleo a China e outros países em troca de outros bilhões de dólares) a troco de negociar acordo de paz definitivo, o Irã na realidade não tencionou cumprir o acordo. Dias depois atacou 3 navios que saiam pelo Estreito na costa do Omã, infringindo o acordo.
Os americanos não entendem a mentalidade e o modus operandi dos iranianos. O vice presidente Vance disse numa entrevista: "não entendo a tática da negociação iraniana". Por outro lado, o presidente Trump disse: "tivemos boas conversas, a desmilitarização de armas nucleares procede muito bem" (1.7). Um dia depois os iranianos se recusam a reiniciar as negociações e querem renovar no dia 18 de julho.
Esta semana, enquanto continua a procissão fúnebre do líder iraniano, Ali Khameni, morto em fevereiro, força das Guardas Revolucionárias atacou 3 navios no Estreito de Hormuz (6). Naquela madrugada forças dos EUA atacam 80 alvos ao longo da costa iraniana do estreito. Estes não se intimidam diante das advertências americanas do retorno das sanções contra o petróleo iraniano e lançam misseis contra bases americanas no Kuweit, Bahrein e até na sua aliada Qatar.
Na abertura da Conferência da OTAN, na Turquia, Trump xingou o regime iraniano dizendo que "são más pessoas e doentes. Odeio-os. Para mim, acabou o cessar fogo...é perda de tempo lidar com eles...Tentamos nos livrar do câncer deles, é necessário cortar o câncer logo no princípio". Na madrugada de quarta feira, outros 90 alvos foram atacados pelos americanos. A reação nas bolsas de valores foi a esperada para estes acontecimentos, de uma queda, mas no dia seguinte reverteu.
Como no caso da Turquia, o mundo Ocidental não consegue, ou não quer abrir os olhos e a mente e ver a realidade também no Irã. O fanatismo dos islamistas lhes tapa os olhos. Eles não vivem o momento e querem vida melhor para seus habitantes, eles pensam no futuro e se neste meio termo morrem, os mortos são' jahidis' (mártires).
Na sessão fúnebre do líder Ali Khameni, que durou 5 dias. Percorrendo cidades religiosas para os xiitas e terminando na cidade natal do Khamenei, em Mashhad, seu filho e dito herdeiro Mojtaba Khamenei não participou. Seus outros 3 filhos sim estiveram. Isto gera muitas especulações, como a de que Mojtaba também morreu no ataque que fulminou Ali e por série de razões das Guardas Revolucionárias não querem declarar este fato. O que é certo é que ele sofreu ferimentos graves.
O APETITE DOS ULTRAORTODOXOS CRESCE - O processo eleitoral já começou apesar de ninguém saber exatamente quando serão realizadas as eleições. É que a atual temporada do Knesset entra em recesso no final da próxima semana e a coalizão faz de tudo para aprovar leis que lhe interessam e para preservar esta coalizão. Pelos censos de opinião pública, a maioria da população não quer o governo atual, mas até outubro, quando haverá eleição muitos partidos podem entrar na dança, muitos acontecimentos poderão ocorrer e ninguém sabe o dia de amanhã. Um fato é conhecido, o governo do Netanyahu age da mesma forma que o esquerdista Lula faz no Brasil: quer se sobrepor sobre o judiciário, dá milhões aos haredim no lugar de soldados que lutam, quer mudanças na mídia televisava, beneficiar Canais como 14 e 15 que são seus subjugados entre outros. Os ultraortodoxos querem introduzir a lei do Estudo da Torá como valor primordial em Israel. Esta lei também auxiliara a evasão dos haredim do serviço militar obrigatório. Aqui não prevalece "amai aos outros como amas a te", ou " arvut hadadid" (responsabilidade mútua), ou "kol Israel arevim zé lazé" (todos no povo de Israel são responsáveis uns pelos outros). Antigamente haredim lutavam lado a lado com os seculares. O governo do Barak quis exército pequeno e aperfeiçoado. Mas, desde então as necessidades subiram e os haredim preferem se evadir do serviço militar, mesmo aqueles que não estudam o dia todo. Ao mesmo tempo recebem benefícios, com certo salário e privilegio em comprar casas com preços melhores. Agora os líderes ultraortodoxos no Knesset querem passar leis para impedir a prisão dos desertores do serviço militar. A todas as suas demandas o governo do Likud (pseud. nacionalista) concorda, só para se manter no poder. O que aconteceria se os jovens haredim fariam pausa dos seus estudos e voltassem às yeshivot depois do serviço militar. Todos sabem que nem todos os jovens haredim estudam, mas mesmo estes não podem trabalhar e gerar fundos legalmente, por não cumprir o serviço militar. Se fizer o serviço militar e quiser trabalhar poderá fazê-lo livremente.
O apetite é tão grande que agora há movimento de separar também os estudos universitários entre homens e mulheres. Já foram criadas cátedras para haredim, agora querem que as jovens haredim tenham aulas separadas dos homens haredim e que professores homens deem aulas aos homens haredim e não as mulheres haredim. O absurdo é alarmante e grita aos céus.
Por falta de soldados, o exército quer aumentar o tempo do serviço militar obrigatório de 32 meses a 36 meses.
NETO DO MENAHEM BEGIN CRITICA O ATUAL GOVERNO - Avinadav Begin tem longa história da direita israelense por ser neto do ex Primeiro Ministro, Menachem Begin e filho do ex parlamentar e ex ministro de Estado, Beni Begin. Diz ele:" nos últimos três anos e meio sou muito critico ao que acontece em Israel. O governo, não é só contra o judiciário, mas uma conexão ideológica entre o atual Likud e Otsma Yehudit e o Kahanismo (ultra direita do Ben Gvir), longe da linha do verdadeiro Likud que é nacionalismo-liberal. Se pegares fala de ativistas do Otsmá Yehudit , não poderás diferencia-las da fala de ministros do Likud. Em Oslo, a esquerda foi dissolvida. Veio o Arafat, - "gêmeo "do Sinuar- pensamos que ia chegar a paz da Cingapura a região, mas depois veio o massacre. Eu sei como os líderes da direita tratavam Meir Kahane. Eram contrários a ele e saiam do recinto, quando ele ia ao pódio do Knesset fazer seu discurso." Ele acredita que o Likud será derrotado nas próximas eleições com derrota maior do que lhe preveem as pesquisas.
FORMATURA DE 40 NOVOS PILOTOS, INCLUSIVE 2 PILOTAS - Foi na quarta-feira (8) que depois de 3 anos e meio, bem árduos os 40 " best" escolhidos receberam as asas de pilotos. Entre eles 2 mulheres, inclusive a tenente G, de Herzliya. Diz ela:" eu sempre sabia que quero servir em algo significativo". Ingressei no Tsahal em janeiro de 2023, antes da guerra e a passamos em treinamentos e estudos e entendi que este serviço é significativo e por muitos anos... farei tudo que é necessário para proteger o meu país e contribuir ao máximo".
MÉDICO DO MOSSAD SALVOU ERDOGAN - O ex porta voz do Hospital Ichilov de Tel Aviv, Avi Shushan revelou no Canal 14 que o ditador Erdogan que tanto odeia Israel e os judeus, foi salvo há 6,7 anos por médico israelense do câncer que sofria. O médico israelense viajou a Turquia a pedido do Chefe do Mossad na época para lhe tratar. Naquela época as relações entre os 2 países foram melhores. Só para lembrar, o terrível chefão da organização terrorista Hamas, Yahya Sinuar, quando esteve preso em Israel sofria de câncer agressivo no cérebro. As custas do erário israelense foi levado ao hospital Assaf Harofé, onde lhe operaram, retiraram o tumor e o trataram até a cura.
O ANALISTA EGÍPCIO-AMERICANO MAJDI KHALIL ELOGIA ISRAEL - Quem conhece melhor a história dos árabes do que eles próprios. O analista Majdi Khalil disse no seu programa (11.5.26) entre outras:" os turcos, iranianos, argelinos, e os burros egípcios espalham na mídia a suposta conspiração de " Israel grande" para encobrir o desejo de O Irã grande e a Turquia grande". Os israelenses nada querem além de proteger seu país. E isto é dito por um egípcio. Quando alguém como eu, egípcio, o diz logo me tacham de Sionista. "Continuarei dizer a verdade, mesmo que todo o Oriente Médio esteja contra mim". A conspiração de o Grande Israel aparece nos Protocolos de Sion, em 1903 e quem mais espalha depois da II Guerra Mundial são os árabes. O Islão promove o ódio aos judeus oficialmente.
Israel tem 8 milhões de judeus e em seu redor vivem 500 milhões de muçulmanos. Uma prova de que Israel não que o Grande Israel está na devolução da Península de Sinai, que é 3 vezes maior do que Israel, ao Egito, em troca da paz. A Turquia ocupa grande território sírio e na Líbia, tem bases no Iraque, Sudão, Somália, e Qatar e sonha em controlar o Líbano; (esqueceu em mencionar a metade da ilha de Chipre conquistada a força em 1974-DSM). Em toda a história não houve um país chamado Falastin. Quem todos chamam de palestinos, são árabes e muçulmanos que chegaram com a ocupação árabe em 639, de países muçulmanos. Os árabes conquistaram a Espanha em 755 e de lá foram expulsos em 1492, depois de 737 anos. Os judeus voltaram mais de 100 anos depois e devolveram a terra que foi conquistada pelos árabes, muçulmanos. A Turquia controla Constantinopla (Istambul) 573 anos, os gregos tem direito de reconquista-la, se tivessem esta força". Isto dito por valente egípcio, que nãp pode voltar ao Egito por falar certas verdades.

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