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Notícias de Israel

15 de out.
8 min de leitura

NA RETA FINAL DAS ELEIÇÕES, BRIGA ESQUENTA - Estamos a 11 dias das talvez as mais importantes eleições gerais em Israel. Isso principalmente por estarmos depois de 3 anos da maior tragédia de Israel, a invasão e as mortes que Hamas causou em 7 de outubro e que ninguém do governo assumiu a responsabilidade.


As campanhas eleitorais já estão correndo a todo vapor e uns acusam os outros e, pelos censos de opinião pública (logo a seguir), parece que nada muda. O Likud do Netanyahu está em segundo lugar e Eizenkot com seu partido Yashar (Direto) estão em preferência também para ser o próximo primeiro-ministro, mas, quando se contabiliza quem o apoiará na coalizão, os partidos da direita com os ultraortodoxos estão praticamente empatados com os partidos do centro e da esquerda. Os 2 partidos árabes Raam com 5 deputados e a Lista Unida, com 8, poderão determinar quem governará.


O pior é que cada partido ataca o adversário e não apresentam nenhum programa para ser executado se for eleito. Todos ainda estão concentrados na tragédia de 7/10. A cada dia surgem novas acusações contra o Primeiro Ministro, Benjamin Netanyahu e seu gabinete.


No fim da semana passada foi a vez de uma longa entrevista no Canal 12 e no jornal Israel Hayom com o Secretário Militar do Netanyahu, General (agora aposentado) Avi Gil.


General Gil estava colado ao Netanyahu, antes e depois de 7/10, na sua função ele é o elo de ligação entre o premier e o Ministro da Defesa, Tsahal, Shabak, Mossad e a Comissão de Energia Nuclear. Sabe todos os segredos e serve de olhos e ouvidos do Primeiro ministro com o establishment de segurança. Ele anota cuidadosamente tudo. Entrou no posto em julho de 2021 e continuou com Netanyahu, que venceu as eleições em dezembro de 2022. Duas semanas depois assumiu a chefia das Forças Armadas de Israel, o Tenente General Herzi Halevi.


Na entrevista, Gil diz que Netanyahu sabia de tudo. Ele lê todas as análises do Serviço de Inteligência e ouviu todas as estimativas. "Aconteceu num determinado momento, em fevereiro ou março de 2023, que Netanyahu começou acreditar que todos estão minando sua autoridade." (Mania de perseguição que um autocrata tem quando nem todos aceitam a sua opinião — DSM). Gil continua: "O comandante do departamento de Pesquisas do Serviço de Inteligência lhe apresentou 4 avaliações que advertiam e apontavam o fortalecimento do Hamas militar e governamental. Para Netanyahu, isto era parte de uma conspiração. O chefe do Shabak recomendou agir em Gaza, Netanyahu recusou. O Comandante militar, Halevi, recomendou agir no Líbano contra provocações da Hizballah, Netanyahu negou. Ele disse que o que é importante é a normalização com a Arabia Saudita" (que estava em andamento — DSM).


"Netanyahu não confiava no comando militar e havia um mal-estar entre essas autoridades. Ele só os via em separado, evitava encontro com todos. Herzi Halevi queria adverti-lo de que o inimigo identifica enfraquecimento no lado israelense por este motivo. Netanyahu leu e atribuiu esta análise à oposição. Ronen Bar lhe advertiu pelo fone vermelho de que há alerta de guerra, mas não sabe dizer quando ocorrera". O chefe da secretaria militar do Netanyahu continua: "Hamas conseguiu enganar o governo que pensou que a organização está desencorajada. Esta era a concepção, já que Israel permitia ao Qatar enviar dinheiro, Israel aumentou a quota de gazenses que trabalham no país. Ronen Bar sugeriu pelo menos 3 vezes liquidar terroristas da Hamas que dirigem as ações na Judeia e Samaria e Netanyahu não autorizou".


No dia 7/10, Ronen Bar foi acordado de novo às 6h12. Cinco minutos depois foi informado de que os Sims dos aparelhos dispositivos foram acionados e parte dos líderes da Hamas foram aos subterrâneos. O chefe da Shabak enviou uma equipe de elite, a Tequila, ver no Sul o que está passando. Às 6h29 ligou para Netanyahu e lhe disse: "Estamos em guerra". Às 7 e pouco chegou à sede da Shabak. Netanyahu só chegou às 8h30. Netanyahu, que alega que não lhe deram todas as informações, mente. Netanyahu, que diz que se o tivessem alertado a tempo daria instruções que salvariam muitas vidas, mas ele nunca deu outras instruções às dadas pela ala militar.


Essas acusações são graves e o general (Ref.,) Gil continua: "Duas semanas de guerra entendi que funcionários do Netanyahu estão recolhendo farto material de protocolos, inclusive o chefe do gabinete do primeiro-ministro. Este instruiu uma funcionária para alterar a hora da conversa com Netanyahu de 6h40 para 6h29. Isto é um padrão de comportamento criminoso. De pessoas que acham que podem fazer tudo".


Gil deixou o cargo em maio de 2024 e diz: "As palavras de Netanyahu 'eu instrui', 'eu ordenei' são ridículas e longe da realidade. Os ex-comandantes das FDI, Ganz e Eizenkot, que entraram no Gabinete Militar tinham valor incalculável, eles equilibraram com sua experiência e ajudaram a tomar atitudes". (O filho do Tenente-general Eizenkot, Gal, caiu na luta em Gaza, em 12/23 — DSM).


Como outros que acusam o Netanyahu, também Gil diz que Netanyahu se gaba das vitórias que ele fez e foge das derrotas acusando os outros. Avi Gil continua: "O Netanyahu age em triângulo no topo, seu interesse nacional; no segundo, o interesse político; e, no terceiro, seu interesse pessoal. Daria para trazer os sequestrados mais rapidamente do que ocorreu, mas o seu Ministro da Fazenda, Smotrich, o advertiu de que, se fizer acordo, seu governo cairá e Netanyahu cedeu". À pergunta se Netanyahu é responsável pelo que ocorreu em 7/10, Gil responde: "Se você não é responsável por nada, então não é responsável pelo sucesso, não antes nem depois, a nada. Mas, se você é responsável por liquidações de líderes inimigos, dos pagers (usados e explodidos nas mãos da Hizballah — DSM), você é responsável por tudo. Líder é aquele que assume responsabilidade quando recebe o posto".


Na quarta-feira (14), outro escândalo aparece nos jornais. O chefe do Shabak. Até 2025, Ronen Bar apresenta à justiça queixa por difamação contra Netanyahu por acusá-lo de que escondeu do premier informações e avisos antes do ataque. Bar nega as acusações e apresenta pelo menos 10 alertas desde 2022 até 1 de outubro em que alerta sobre preparações terroristas e sugere liquidar líderes da Hamas, que Netanyahu não atendeu. Ele acusa Netanyahu de se aproveitar da sua força e impedir uma Comissão de Investigação dos fatos e, no lugar disso, ele, por meio de manipulações desinibidas e sem base".


Bar assume sua responsabilidade por não advertir a tempo e se demitiu da chefia do Shabak (ex Shin Beth).


Com a publicação de várias evidências de que o primeiro-ministro Netanyahu teve várias informações de um iminente ataque e ele as nega, ele devia ter interesse em constituir, como a lei manda, uma Comissão de Investigação dos fatos. Mas, pelo visto, ele teme a revelação dos fatos.


Não há dúvidas de que quem sabe de tudo é o Netanyahu e isto não é o seu caso pessoal, é caso nacional, que todos os cidadãos devem saber o que é e por que aconteceu. Estamos a 3 anos depois e Netanyahu alega que todas as difamações são mentiras, que todos estão contra ele, e ameaça jornalistas de processá-los e só fica nas ameaças. Tem medo de ir ao tribunal, lá teria que abrir tudo. Aí teria que trazer todos os envolvidos, trazer os documentos e os protocolos.


Todos os principais envolvidos no fracasso da invasão de 7/10 já se demitiram, menos o Netanyahu, que não assumiu a responsabilidade, agora quer se reeleger nas eleições em 27/10.


O país está dividido. O novo partido do Eizenkot, o Yashar (Direto), desaponta como o vencedor e o líder como favorável a ser o primeiro-ministro. Mas, contabilizando prováveis coalizões, o Yashar e o Likud têm mais ou menos o mesmo número de apoiadores e nenhum recebe 61 deputados a favor. Isto por si só já seria um desastre e o pior é que, se não conseguirem constituir um governo, Israel terá que ir a um segundo turno. Os dois blocos não querem ser dependentes dos deputados árabes, mas Netanyahu quer o apoio dos partidos antissionistas, dos ultraortodoxos.


ÚLTIMAS PESQUISAS DE OPINIÃO PÚBLICA - (Entre os parêntesis, as datas das mesmas)


Canal 11 (11) | Canal 12 (14) | Canal 13 (14) | INews 24 (13) | Walla (12) | Maariv (9)


Yashar: 22 | 23 | 20 | 21 | 22 | 21


Halikud: 20 | 20 | 18 | 27 | 20 | 20


Beyachad (Juntos): 12 | 13 | 12 | 13 | 13 | 13


Hademocratim: 8 | 9 | 9 | 9 | 10 | 9


Israel Beiteinu: 8 | 9 | 9 | 7 | 9 | 9


Otsma Yehudit: 9 | 8 | 8 | 9 | 8 | 8


Yahadut Hatorá: 8 | 7 | 8 | 8 | 8 | 7


Hameshutefet: 8 | 8 | 9 | 7 | 8 | 7


Shas: 7 | 8 | 7 | 7 | 7 | 7


Hatsionut Hadatit: 5 | 6 | 6 | 6 | 5 | 6


Raam: 5 | 5 | 6 | 6 | 5 | 5


Hamiluimnikim: 4 | 4 | 4 | - | 4 | 4


Amcha Israel: 4 | = | 4 | - | - | 4


O ISLÃ É QUEM ORIENTA A HAMAS - Desde sua fundação em dezembro de 1987, o Islã é parte inseparável da essência da organização terrorista Hamas. Sua constituição enfatiza que o islã dirige suas atividades. "O jihad (guerra santa) é o caminho e a morte pelo amor de Allah é o mais exaltado nas suas aspirações". Desde que tomou o poder em 2007, Hamas impôs sua ideologia e ação na população, desde o ensino formal e o não formal. Crianças portam e brincam com armas. Israel seria o "test case", mas sua ideologia não é pelos palestinos, é pelo islã e sua expansão pelo mundo todo. Assim, as pessoas que a aplaudem hoje, chorarão amanhã, como já vem ocorrendo em muitos lugares da Europa.


AS ELEIÇÕES NA AUTORIDADE PALESTINA ADIADAS - Não causou nenhum espanto nos experts de que o velho líder da A.P., Mahmoud Abbas, de 90 anos, iria adiar as eleições marcadas para o dia 28 de novembro. Isto mesmo que a A.P. não é uma democracia e a liderança da Fatah receava perder para a lista unificada da Hamas com a corrente reformista do Muhammad Dahlan, que foi dos líderes da Fatah. Este se refugiou nos EAU depois que se desentendeu com Abbas, acusando-o de corrupção.


INÍCIO DO ANO UNIVERSITÁRIO - O ano letivo universitário começou esta semana em 57 instituições de Ensino Superior, com mais de 350 mil estudantes, dos quais 268 mil para Bacharelado, 68 mil MA e 12.550 Doutorados.


A COLÔMBIA ABRE EMBAIXADA EM JERUSALÉM - Na presença dos ministros do Exterior da Colômbia e de Israel, inaugurou-se na quarta-feira (14) a Embaixada da Colômbia na Capital do Estado de Israel. Os dois países também reativaram as relações de livre comércio que tinham. O governo de Gustavo Petro cortou relações com Israel em 2004 e que o novo presidente Abelardo de la Espriella reatou imediatamente. A Colômbia é o décimo país a ter Embaixada em Yerushalayim.


REMÉDIO ISRAELENSE CONTRA A ESQUIZOFRENIA É APROVADO PELA FDA - O revolucionário do remédio da israelense Teva, a Weltruza, é que é uma injeção a ser ministrada uma vez por mês ao invés de comprimido tomado diariamente.


PRÊMIO NOBEL DE QUÍMICA A UM JUDEU E UM JAPONÊS - Os agraciados com o prêmio são Henry B. Kagan, de 95 anos, sobrevivente do Holocausto, que com sua família conseguiram se refugiar dos nazistas num lugar na França, onde vive até agora. Junto com ele foi agraciado o japonês Kenso Soal.


PRÊMIO NOBEL DA PAZ DADO A UMA ANTISSEMITA - A sul-africana Nawi Pillay, de 85 anos, que exerceu várias funções na ONU e sempre teve atitudes anti-israelenses. Ela acusou Israel de cometer genocídio e não mencionou a invasão da Hamas, matando num dia 1200 israelenses. O presidente Trump chamou a decisão do Nobel de "mancha que não se apagará. Ninguém ouviu falar dela, com exceção ao claro fato de que ela odeia Israel". Netanyahu reagiu dizendo: "A Comissão dos prêmios Nobel perdeu a sua bússola moral, entregando o prêmio a uma fanática que toda sua carreira é difundir mentiras contra o único Estado judeu".


HORÁRIO DE INVERNO A PARTIR DE 25 DE OUTUBRO - Na madrugada de domingo para segunda-feira (26), os ponteiros dos relógios em Israel serão atrasados em 1 hora. Assim, São Paulo terá apenas 5 horas de diferença horária com Israel. 12h no Brasil, 17h em Israel.

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