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Notícias de Israel

8 de out.
8 min de leitura

7.10.2023, TRAGÉDIA HISTÓRICA DE ISRAEL - Nesta semana, no dia 7.10, todos em Israel relembraram o trágico dia da invasão dos terroristas do Hamas aos kibutzim e cidades ao lado da fronteira. Esta organização terrorista aproveitou-se da política de boa vizinhança adotada pelo governo de Israel, que provia aos habitantes da Faixa de Gaza comida, combustível, água e até empregos para que pudessem se sustentar. Mas, como se isto não bastasse, o governo autorizou o Qatar — país inimigo de Israel — a trazer e entregar aos cidadãos da Faixa de Gaza 30 milhões de dólares em efetivo, cada mês, para que cada necessitado recebesse 100 dólares e tivesse mais conforto.


Há 3 anos, justamente no sábado, que era a Festa de Simchat Torá, os terroristas do Hamas invadiram a cerca da fronteira e penetraram no território israelense. A surpresa era total e o caos idem. Até as forças armadas tomarem conta dos acontecimentos, 1.200 pessoas foram brutalmente assassinadas, violentadas e degoladas por animais que se dizem humanos. Outras 254 pessoas foram raptadas e levadas à força para Gaza. Uns passaram no cativeiro, em túneis, com falta de comida, ar e sol, num total desespero e sem saber o que lhes aconteceria. Os últimos 20 sequestrados vivos retornaram a Israel só após 738 dias (13.10.25). Os corpos de reféns mortos foram entregues até o dia 26 de janeiro de 2026.


Esta foi a maior tragédia do povo de Israel desde o Holocausto. Israel foi tomado de surpresa total e não conseguiu evitar que vândalos terroristas invadissem seu território. No dia 7 de outubro, todas as estações de rádio e TV transmitiram programas e depoimentos referentes ao trágico dia. As lágrimas caíam livremente e sem controle.

Israel reagiu rapidamente e, em poucos dias, reverteu o quadro, e forças do exército israelense penetraram na Faixa de Gaza. Dos 6.000 terroristas que invadiram o território israelense, 4.000 foram mortos, e Israel continua a buscar cada um que ainda escapou. A propaganda do Hamas dá ênfase aos civis que morreram no contra-ataque, mas não revela que, covardemente, seus terroristas usavam crianças e civis como escudos humanos. Não contam que, nos porões de hospitais, montaram seus quartéis-generais. Não contam que seus funcionários da UNRWA eram membros do Hamas, bem como dezenas dos repórteres que supostamente devem relatar fatos e não agir a mando de seus amos.


Até árabes e palestinos criticam a organização terrorista Hamas por ter iniciado o "Tufan Al Aqsa" (em árabe, que significa o Dilúvio de Al Aqsa). Proeminente figura da Autoridade Palestina, Majed Faraj escreveu, em 11.9.26, artigo no qual exige que o Hamas peça desculpas ao povo palestino pelo desastre que lhe trouxe em 7.10. Nos jornais da A.P., até acusam o Hamas de se apoderar da assistência humanitária, da eliminação dos opositores do seu regime e até do uso da população como escudo humano aos seus terroristas. E estas acusações partem de palestinos.


Na noite de 7/10, mais de 50.000 pessoas se reuniram num parque em Tel Aviv para o ato de recordação promovido pelas famílias dos mortos e sequestrados neste maldito dia. Começou com 1 minuto de silêncio. Depois, vimos depoimentos intercalados com músicas apropriadas, cantadas pelos maiores cantores e cantoras de Israel. O evento foi transmitido por todos os canais de Israel, exceto o canal 14, que é a serviço do Netanyahu. (foto: de Reim, onde foi o Festival Nova e foram assassinados 364 jovens)

O ato foi conduzido por Eli Sharabi, um dos sequestrados, e pela atriz Shani Cohen. Todos os relatos emocionaram muito. O de Omri Shifroni, cujos 4 membros da família foram assassinados, não deixou uma pessoa sem as lágrimas escoarem.


"Pusemos as crianças nos armários para escondê-las dos terroristas que estavam no salão, enfrentamo-los de mãos vazias e eles mataram todos. Temos que saber a verdade, saber o que aconteceu. Sem uma comissão de inquérito não poderemos consertar para que isto não ocorra mais uma vez."


No final, Eli Sharabi, que perdeu a esposa, 2 crianças e um irmão, disse:

"Precisamos lembrar o que aconteceu, investigar como ocorreu. Não deixar o tempo passar para obscurecer os fatos, a verdade. Não reescrever a história e não deixar a história se repetir. Só consertando poderemos construir aqui um lugar mais seguro, mais apropriado e melhor. E, apesar de tudo que passamos, ainda teremos aqui vida melhor."


A noite terminou com 50.000 vozes cantando bem alto e em uníssono o Hatikva, (a imagem Esperança), hino nacional de Israel.


Nesta mais prolongada guerra, que já está no seu terceiro ano, a sociedade israelense ainda está em choque e há muita desunião. Uns perguntam por que têm que fazer centenas de dias de serviço militar como reservistas, enquanto outros não cumprem a lei do recrutamento. Também há a indignação pelo governo não assumir a responsabilidade pelo que aconteceu no dia 7.10. Netanyahu continua agindo como se ele não fosse o chefe do Estado quando tudo ocorreu e se desvia de assumir a responsabilidade. Para piorar, ele não pede à Suprema Corte que constitua uma Comissão de Investigação Nacional, que, depois de concluir seu parecer, faria com que a população soubesse o que não estava certo, para tentar evitar que algo semelhante ocorra no futuro.


Um dia muito triste e trágico, o 7 de outubro de 2023, e esperamos que não se repita.


INTERNACIONALIZAÇÃO DA INTIFADA - A França está fervendo. Vândalos portando bandeiras palestinas e argelinas — não francesas — estão fazendo arruaças em muitas cidades do país. Mais de 400 escolas foram destruídas, lojas foram saqueadas, ônibus queimados. A população francesa já chega a cerca de 20% de estrangeiros, principalmente de muçulmanos. O nome mais comum para recém-nascidos (18-20%) tem nome islâmico. Os cristãos estão perdendo terreno. Isto é o que acontece nos países mais liberais para a entrada de estrangeiros.


Na Inglaterra também cresce a influência muçulmana. Chegou ao cúmulo de que o Partido Verde — que também é a cor do Hamas — realizou convenção e 56% votaram no domingo (4) a favor da premissa de que o "Sionismo é racismo". Não se contentando apenas com esta ridícula declaração, o partido votou a favor de "1 país democrático em todo o território histórico da Palestina, com igualdade de direitos e tem que lidar com Sionismo como uma forma de racismo". Isto apesar de que 44% se opuseram a esta adoção, inclusive proeminentes membros do partido, inclusive o seu presidente, Zack Polanski, que é judeu antissionista. O partido tem 5 membros no Parlamento inglês e 4 votaram contra a moção. O partido governista, Labour, adotou sanções contra produtos israelenses que são da Judeia e Samaria.


O sentimento anti-israelense chega ao absurdo, como mostra a investigação do jornal inglês Sunday Times, publicada em 27.9, revelando que o país concedeu asilo em 2015 ao Mr. X. Seu nome era proibido e ele chegou à Inglaterra em 2012 e depois lhe deram cidadania. Trata-se do guarda-costas do líder do Hamas, Ismail Haniya (já morto), e suspeito de planejar ataques terroristas contra judeus e israelenses na Europa. As autoridades inglesas sabiam que ele trabalhou para o terrorista Haniya, que já foi preso no Egito por administrar túnel em que contrabandeava armas para Gaza. Na Inglaterra, ele trocou de nome várias vezes e, por informações do Mossad e da Inteligência alemã, foi preso em 11 de setembro. A acusação agora foi de transferir armas e munição de Berlim a Viena e preparar ataques em 7/10 em centros judaicos e israelenses na Áustria.

Quem anda na Holanda ou na Bélgica não pode deixar de notar a presença muçulmana, e isto influencia nos países democráticos que necessitam dos seus votos. Fica aí a pergunta: se um cidadão árabe não se sente bem no seu país, por que não emigra para outro país da mesma cultura e religião que é mais rico, como a Arábia Saudita, Omã, Emirados e outros?


CENSO DE PESQUISA ENTRE OS PALESTINOS - Pesquisa do Instituto de Segurança Nacional (INSS) entre palestinos na Cisjordânia revela que o povo é mais inteligente do que seus dirigentes. 52% dos palestinos preferem negociação com Israel para terminar o conflito. Só 12% apoiam a luta armada e 13% apoiam luta não armada. 27% preferem a solução de 2 Estados e 65% querem 1 Estado do Rio Jordão ao mar Mediterrâneo, palestino binacional. 26% querem Estado palestino sem judeus, 17% Estado palestino com judeus e 22% que seja binacional, com os mesmos direitos para todos. 57% concordam que a luta armada falhou e é melhor tratar por vias diplomáticas. Dos palestinos na Cisjordânia, 34% acreditam que nos próximos anos haverá acordo com Israel, 13% acham que haverá avanço para um acordo.


Sobre o Hamas, 40% apoiam o desarmamento desta organização, mas menos da metade acreditam que aceitará. 18% acham que o Hamas concordará em ser desarmado e 22% que não concordará. Do futuro da Faixa de Gaza: 32% querem governo tecnocrata, 21% preferem a Autoridade Palestina e 21% governo de união da A.P. com Hamas. Só 5% querem governo do Hamas. Quem querem no lugar do velho Mahmoud Abbas: 44% não sabem, 34% Marwan Bargouti (que cumpre 5 penas de prisão perpétua em Israel), Hussein al Sheik, vice do Abbas, recebeu 8%, e Mohamad Dahlan recebeu 5%. 49% se identificam como palestinos, 37% muçulmanos e 13% como árabes.


NVIDIA CONTINUA A CRESCER EM ISRAEL - Tem centros de pesquisas em 38 países, mas está dobrando o número de funcionários em Israel de 6.000 para 10.000. Constrói novo centro gigante em Kiriat Tivon, além dos que já tem em Yokneam, Tel Aviv, Raanana, Beer Sheva e Tel Hai. O CEO e presidente da NVIDIA, Jensen Huang, é admirador de Israel e sabe que a sucursal de Israel sempre excede os objetivos. "Israel é a casa da gente tecnológica e dos mais brilhantes engenheiros do mundo, tornando-se o 2º lar da Nvidia. No novo centro inventarão e construirão a futura IA", conclui.


PREFEITO DE BERLIM VISITA ISRAEL - Quase no final de sua cadência, ele novamente está em Israel, depois de visitar o Estado Judeu em fevereiro de 2024, em solidariedade a Israel. Em outubro de 2023, hasteou uma enorme bandeira de Israel na fachada da prefeitura. Agora disse: "Agiremos por todos os meios que temos para defender os judeus, israelenses e as instituições judaicas em Berlim." Ele é do Partido Democrata Cristão e seu partido caiu para o segundo lugar, depois do da direita.


ELEIÇÕES DO BRASIL EM ISRAEL - Os brasileiros radicados em Israel aproveitaram o domingo para votar nos candidatos presidenciais do Brasil. Flávio Bolsonaro obteve esmagadora vitória, com 75% dos votos, e o Lula de 9 dedos, apenas 13%. Até o jornal Israel Hayom dedicou a caricatura ao lado, anunciando o segundo turno.


POLÍTICA LOCAL - O principal adversário do Netanyahu, o ex-comandante das Forças Armadas, Gadi Eizenkot, desafiou o premier a debate televisivo para "que o público decida". É improvável que Netanyahu aceite, pois foge de desafios e, além disso, boicota a mídia israelense.


Pela segunda vez, o Ministro da Fazenda Smotrich consegue abaixar em 0,50 shekel o preço da gasolina, que subiu 3 dias antes. É baixa artificial e só por 30 dias, para depois das eleições subir. É corrupção ou não? O/a leitor/a decidirá.


ESPORTE ISRAELENSE EM ALTA. ACROBACIA - A equipe israelense conquistou a medalha de ouro, vencendo o Campeonato Mundial de Ginástica Acrobática, realizado em Pesaro, na Itália, obtendo 88 pontos, superando 2 potências da modalidade, os EUA e a Rússia, que ficaram empatadas em segundo lugar, com 81 pontos.


A judoca israelense Kerem Primo (à direita), de 21 anos, conquistou (7) de forma espetacular o vice-campeonato mundial de judô, na modalidade de até 63 kg. Na final, perdeu para a 1ª colocada no ranking mundial, a japonesa Haruka Kaju, de 26 anos. No final da luta, Kerem disse:


"O fato de lutar no dia 7.10 estava presente a cada segundo. SÓ isso me dá forças, pois faço isto para todo o nosso povo."


RECOMEÇOU A GUERRA CIVIL NA ETIÓPIA. O conflito no país entre forças governamentais e os rebeldes do estado de Tigrai reacendeu com violência em setembro último. O conflito anterior, nos anos 2020 a 2022, causou a morte de 600.000 pessoas. Esta luta pode tornar-se uma guerra civil. Porta-voz governamental disse que os rebeldes recebem ajuda econômica da Eritreia, sua histórica rival. Mas a mídia não relata, não há israelenses envolvidos.


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