Notícias de Israel
ELEIÇÕES PRÓXIMAS, A VERDADE TEM QUE SER DITA - Em menos de 1 mês (27.10), Israel irá às urnas votar para o próximo Knesset, que é dos mais cruciais ao país. Por incrível que pareça, a atual coalizão e os partidos da oposição estão empatados pelos censos de opinião pública.
Parece que parte da população não entende que Israel passou por um verdadeiro terremoto no dia 7/10/2023. Todos os envolvidos no fracasso do alerta ao ataque da Hamas se demitiram, desde os chefes do Shabak, Mossad, comandante do Exército, comandante do Serviço de Inteligência, menos o Primeiro-Ministro Netanyahu, que não assumiu nenhuma responsabilidade.
Ele está no poder há cerca de 20 anos, mas nos últimos anos algo mudou. Entrou na moda a política das mentiras e, o pior, de incitar uma parte da população contra “quem não concorda comigo” e assim o povo está dividido. A atual aliança, na qual ministros como Ben Gvir, Smotrich e os haredim, os ultraortodoxos, é catastrófica. Ben Gvir é discípulo do Rav Kahana, que era pária no Knesset e até a liderança do Likud saía do recinto quando ele subia ao pódio. Netanyahu deu ao Ben Gvir a pasta da Segurança Interna (Polícia) e ele fecha os olhos diante das violências cometidas por jovens na Judeia e Samaria, contra povoados árabes. Smotrich tem ideologia similar ao do Ben Gvir e concorre pelo mesmo eleitorado. Está longe do partido original que herdou, o Mafdal, que era religioso e mais liberal. Os haredim, que mesmo em tempo de guerra se evadem do alistamento militar, e Netanyahu, supostamente nacionalista e liberal, lhes apoia. Eles saem às ruas e gritam: “morreremos em vez de nos alistarmos”.
Quando prendem um haredi que não se alistou, eles fecham vias principais. Ninguém toma providências contra esta atitude, mesmo sabendo que há falta de cerca de 20.000 soldados no Exército.
A situação de Israel não é boa nestes últimos anos e 300.000 israelenses, infelizmente, deixaram o país, e não os de menor estudo e/ou poder aquisitivo. O antissemitismo cresceu muito em todo o mundo, mesmo em países que tinham simpatia e apoiavam o Estado de Israel. Vejam a cena quando Netanyahu subiu para falar na Assembleia Geral da ONU. Delegados de dezenas de países deixaram o recinto. Na Europa, mais e mais países aderem ao boicote de produtos israelenses, alegando que boicotam a Judeia e Samaria. Ao mesmo tempo, compram material bélico israelense, sabendo o que é bom.
É a hipocrisia internacional. A ONU publicou uma lista negra de companhias israelenses, das maiores do país, fato sem precedentes. No Ministério do Exterior alegaram que isto foi feito para atingir Israel. No partido da seleção israelense de futebol, a hipocrisia chegou ao auge. Havia dúvidas se os jogadores subiriam ao campo.
Quando o fizeram, não apertaram as mãos dos israelenses, tinham fita negra nos braços em sinal de luto e, quando tocou o hino nacional, baixaram as cabeças. Isto não é esporte, é política.
Além do isolamento mundial, se analisarmos os efeitos desta longa (demais) guerra, notaremos que Israel matou os líderes da Hizballah, da Hamas, do Irã, grandes operações, mas (infelizmente) não derrotou nenhum front. No Líbano, Hizballah continua combatendo, a Hamas está se fortalecendo, não deixou o governo e nem entregou as armas, como se comprometeu no acordo de cessar-fogo. O Irã, mesmo na lona, continua a ameaçar os EUA e Israel, os houthis tomando mais território ameaçam fechar a entrada do Mar Vermelho.
Netanyahu, que reclama que não foi avisado a tempo dos preparativos da organização terrorista Hamas de invadir Israel (mais a respeito na próxima semana), evita encontrar-se com o líder da oposição, Yair Lapid, para lhe passar informações importantes na área da segurança de Israel, como rege a lei. Mesmo depois de advertir nossos inimigos nesta terça-feira (29), postado na frente de um caça da FAI: “não se metam conosco. Nosso longo braço os alcançará em qualquer lugar”, advertência como se há algo de concreto. Lapid pediu então um encontro urgente com Netanyahu, que se recusou e lhe encaminhou ao Secretário Militar, que Lapid recusou. No final, marcou audiência às 23:00 h e não lhe deu nada de concreto. A área militar adiantou que não há nenhuma advertência concreta. Pareceu que Netanyahu queria toda esta cena por motivos políticos.
É uma pena que estamos vivenciando profunda ruptura e crescente incitação na sociedade quando justamente devia ocorrer o oposto nestes dias atuais.
MILAGRES E CORAGEM SALVAM ISRAELENSES NO VOO DA AIR DUBAI - Tudo transcorreu regularmente no voo FZ 1073, com 174 passageiros a bordo, todos israelenses, que ia de Dubai a Israel, num dos 10 voos diários da companhia. Os Emirados Árabes Unidos tornaram-se um lugar muito atrativo aos israelenses desde a assinatura dos Acordos de Abrão, há 6 anos. Num determinado momento, ouviram-se gritos da cabine dos pilotos, quando se notou que o copiloto de Omã esfaqueou o piloto, que é hindu. Nestes momentos, a surpresa é total. Mas, 3 israelenses tomaram imediata iniciativa e, de mãos vazias, foram salvar o piloto esfaqueado e deter o copiloto. Um encanador israelense que agiu rapidamente assiste a programa americano de perigos no ar. Quando o avião estava despencando de 34.000 pés para 17.000 pés, ele assumiu os controles do avião e o estabilizou com a ajuda de um piloto reserva que estava no voo. Este, com seu copiloto, viajaram de carona para trazer de volta o avião da Fly Dubai. O piloto hindu, que também foi herói, conseguiu, na briga, abrir a porta da cabine, que se mantém fechada e só pode ser aberta de dentro. Ele estava perdendo muito sangue pelas facadas e um médico israelense a bordo conseguiu salvá-lo. O piloto ainda conseguiu enviar o alarme de que o avião está sendo sequestrado. Imediatamente, caças israelenses foram desviados para acompanhar os eventos, se o avião atravessasse a fronteira da Jordânia para Israel. 3 passageiros israelenses amarraram o copiloto, que também se feriu na briga. A bordo havia 23 crianças e, naturalmente, todos estavam aflitos e até disseram que não querem morrer.
Depois que o piloto-passageiro tomou conta do voo, recebeu instrução de pousar no aeroporto de Tabuk, na Arábia Saudita. O piloto e seu copiloto tiveram atendimento médico, o copiloto foi levado para interrogatórios. Ao que parece, ele queria se apossar do avião e fazê-lo despencar em arranha-céu israelense, ou mudar sua trajetória e sequestrá-lo ao Irã. Este país imediatamente adiantou que não tem nada a ver com o sequestro. Os israelenses foram atendidos calorosamente pelos sauditas, apesar de não ter relações diplomáticas com o Estado Judeu. Horas depois, a Fly Dubai enviou novo avião para levar os passageiros a Tel Aviv, seu destino original. A Fly Dubai foi a única companhia estrangeira que continuou a voar durante a guerra com o Irã. Aí fica a pergunta: por que não há agentes de segurança nos seus voos, pelo menos os com destino a Israel? Todos os pilotos passam por averiguações. Como é que o copiloto de Omã teve autorização para voar para Tel Aviv? Nos voos de companhias israelenses, há vantagens de pilotos experientes e de ter agentes de segurança em todos os voos.
Os leitores mais idosos ainda se lembram de que você ia ao aeroporto e tomava seu voo, como se pegasse um ônibus. Sem verificações desnecessárias. As medidas de segurança começaram no final da década dos anos 60 do século passado, com os sequestros perpetrados por terroristas palestinos. Aí foi introduzida a todo o mundo a onda de se prevenir e adotar medidas de segurança, fato que encarece as passagens.
Terroristas palestinos sequestraram aviões da TWA, SWISSAIR e BOAC, com centenas de passageiros. No que ficou marcado como Setembro Negro, explodiram os aviões na Jordânia e o da PANAM no Cairo. A tentativa de sequestrar avião da El Al que partiu de Amsterdam para Tel Aviv foi abortada pela manobra do piloto, e um sequestrador foi morto e sequestradora detida. O mundo se esquece de fatos como estes e dos atentados de 11 de setembro, quando 4 aviões foram sequestrados, 2 derrubaram as Torres Gêmeas em Nova York, um caiu no Pentágono, em Washington, e o quarto em campo aberto, por luta dos passageiros, na Pensilvânia. Os palestinos têm boas relações públicas e muito dinheiro para fazer propaganda, mas nada de útil trouxeram ao mundo até os dias de hoje.
RONEN BAR CONTRA NETANYAHU - O ex-chefe do Shabak (ex-Shin Beth) alega que Netanyahu “está promovendo uma campanha de incitação desenfreada e sem fundamento na realidade”. Isto depois de 3 anos não admitir sua responsabilidade e impede a criação de Comissão Nacional de Investigação do ocorrido em 7/10. Acusa Netanyahu de ignorar as recomendações de fortalecer a segurança na fronteira com Gaza. Continua: “não dá para permitir a contínua das mentiras que Netanyahu promove”. A ira do Bar é devida às acusações do Netanyahu de que Bar se encontrou na noite de 7/10 com o chefe do Estado-Maior, com o Chefe do Serviço de Inteligência e decidiu não atualizar o Netanyahu nos acontecimentos. Bar exige que Netanyahu revele todos os documentos e a agenda de todos os encontros que Netanyahu teve na véspera de 7/10. Eyal Hulata, que foi chefe do Conselho de Segurança Nacional, disse: “Ronen Bar fracassou e se demitiu. O único elemento que se recusa a assumir responsabilidade ministerial e pessoal é o premier Netanyahu. Três anos depois da negligência, já devíamos estar nas profundas investigações da Comissão apropriada.”
O SUBMARINO DRACON (DRAGÃO) CHEGOU A ISRAEL - Depois de mais de 3 semanas de navegação debaixo do nível do mar e acima dele, chegou ao porto de Haifa o novíssimo submarino da Marinha israelense, o Dracon. Tem esse nome em lembrança ao submarino Dakar, que vinha a Israel e submergiu eternamente na sua rota, a 450 km de Haifa. Quando Dracon passou pelo estimado local, ele emergiu e promoveram uma recordação pelos 69 marinheiros que perderam a vida nesta tragédia, em 1968. A tripulação, vestida de branco, hasteou bandeira, recitou Kadish, leu o nome de cada um dos tripulantes e encerrou com Hatikva. O submarino tem 3 níveis e tripulação de 55 marinheiros devidamente escolhidos. Tem equipamentos que nenhum outro dos 5 submarinos tem. Ele é movido a AIP e não diesel, é mais rápido, maior e mais avançado, podendo ficar debaixo da água por mais tempo e navegar para mais longe.
Em Israel, terá instalações exclusivas elaboradas no país e poderá atuar em combates e recolher informações para o Serviço de Inteligência. Foi construído durante 14 anos, ao custo de 550 milhões de euros, e saiu dos estaleiros da ThyssenKrupp, em Kiel, Alemanha, em agosto de 2023, para uma série de averiguações, entregue à Marinha israelense há 3 meses. A maioria das ações dos submarinos israelenses na guerra são ocultas e não publicadas. O vice-comandante da flotilha 7, Tenente-Coronel A., diz: “nós fazemos operações extremamente audaciosas... de arrepiar” e não acrescenta mais. O General Eliezer 'Chine' Marrom, ex-Comandante da Marinha, diz: “a nossa Marinha tem que se fortalecer também com navios de combate para manter a superioridade naval frente às poderosas marinhas da Turquia e do Egito, para manter o mar livre. Os submarinos israelenses foram construídos no estaleiro alemão, mas têm equipamentos avançados, produto de Israel. Os marinheiros da Flotilha 7 são dos melhores do mundo e o que fazem sigilosamente é estupendo e é melhor manter em sigilo”.
NETANYAHU FAZ 2 VISITAS RELÂMPAGO - Na quarta-feira passada foi para discursar na ONU. Ficou em Nova York, com a esposa e delegação, 7 horas e retornou para Israel. No domingo (28), fez uma visita relâmpago de 4 horas, sigilosa, mas publicada, para se encontrar com o Emir dos Emirados Árabes Unidos, que tentou se esquivar. Diz que foi para tratar de assuntos bilaterais, mas a assunção é de que foi lhe pedir para que desminta que o advertiu do iminente ataque de 7/10. O desmentido não saiu. Não é possível entender por que sua esposa Sara, que não ocupa nenhum cargo, também o acompanhou para visita tão curta.
TSAHAL (FDI) CRIA DIVISÃO ESPACIAL - Esta concentrará todas as unidades que se relacionam com o espaço. Entre eles, os satélites para fins da Inteligência. Em 4 anos, Israel terá dezenas de satélites no espaço e, no futuro, centenas. Tsahal está se modernizando e já criou unidades de robótica e de drones. Usou veículos blindados autônomos para explodir túneis inimigos.
ÚLTIMOS CENSOS DE OPINIÃO PÚBLICA - Segundo as TVs 11, 12, 13 e o jornal Maariv, respectivamente, estas são as intenções de votos: Yashar do Eizenkot: 23, 23, 31, 22. O Likud do Netanyahu: 21, 20, 19, 18. Beyachad do Benett: 11, 13, 11, 13. Hademocratim do Golan: 9, 9, 11, 11. Israel Beiteinu do Liberman: 9, 9, 9, 9. Otzma Yehudit do Ben Gvir: 9, 6, 8, 9. Yahadut Hatora do Asher: 11, 8, 8, 6. Hareshima Hameshutefet (árabe): 7, 7, 9, 7. Hatsionut Hadatit do Smotrich: 6, 5, 7, 6. Shas do Deri: 9, 7, 7, 6. Raam do Mansour Abbas: 5, 5, 5, 5. Amcha Israel do Winter: 4, 4, 5, 4. Hendel e Zelicha: 4, 4, 0, 4.
REI DE MARROCOS NOMEIA PRIMEIRA MINISTRA - O rei Mohammed VI nomeou a líder do maior partido, Fatima Ezzahra El Mansouri, para o posto de primeira-ministra. É a primeira mulher a ocupar este alto posto. Ela era a prefeita de Marraquexe. O líder da comunidade judaica local, Jake Kadosh, disse: “ela cresceu na nossa vizinhança. Seu pai era grande advogado, de família importante. Levamos muitas delegações à casa da Fatima e nos sentíamos lá em casa. Há alguns anos, ela veio à sinagoga em Yom Kipur e ficou na ala feminina. Ela me disse: Jaky, não te esqueças de orar por mim”. Marrocos tem boas relações com o Estado de Israel.
FRASE DO PRESIDENTE DO IRÃ - Masoud Pezeshkian disse na quarta-feira (23) na ONU: “Israel e EUA atacaram o Irã e nós nos defendemos. Chego do Irã, onde bombardearam à toa crianças, elas morreram das bombas americanas e israelenses. Essas crianças são inocentes e não cometeram nenhum crime. Nós só nos defendemos”. Será que não há limites para a hipocrisia.

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