Parashá Ki Tissá (Quando Fizeres - Êxodo 30.11 - 34.35)
- Brasilena G. P. Trindade
- 4 de mar.
- 3 min de leitura
Breve síntese
A Parashá Ki Tissá, que significa “Quando Fizeres”, é a 21ª. porção semanal da Torá. Desta Parashá enfatizamos quatro importantes acontecimentos:
1. Contagem do Dinheiro (Êxodo 30:11-16) – em que D’us ordena a Moisés realizar o censo do povo de Israel (contagem a partir dos 20 anos de idade), e coletar de cada um deles (pobre ou rico) meio shekel de prata como resgate, para ser usado na construção do Tabernáculo e nos serviços do Templo;
2. Nomeação de Artesãos (Êxodo 31:1-11) – D’us nomeia Bezalel, da tribo de Judá, e Aoliabe, da tribo de Dã, para serem os artesãos principais da construção do Tabernáculo. Eles são dotados de habilidades especiais para criar os objetos sagrados do Tabernáculo;
3. Idolatria do Bezerro de Ouro (Êxodo 32) – O povo de Israel fica impaciente enquanto Moisés está no Monte Sinai e pede ao seu irmão Aarão que faça um ídolo para eles. Aarão cede à pressão e manda fazer um bezerro de ouro, que o povo adora como um deus. Após 40 dias, Moisés desce do Monte Sinai ao reencontro com seu povo, fica raivosamente surpreendido com o que presenciou, quebra as tábuas da Lei e queima o bezerro de ouro. D’us fica irado com a adoração ao bezerro de ouro e ameaça destruir o povo. Moisés se encontra com D’us e Lhe pede perdão pelo ocorrido. D’us aceita o pedido, mas ordena que os levitas façam justiça;
4. Renovação da Aliança (Êxodo 33-34) – Moisés sobe pela segunda vez ao Monte Sinai e fica por mais 40 dias. Ele se encontra com D’us e Lhe pede que renove a aliança com seu povo, sendo seu pedido aceito. Então, Moisés recebe pela segunda vez as tábuas da Lei, desce do Monte Sinai e as apresenta ao seu povo, que se compromete a seguir os Dez Mandamentos.
Considerações finais
Segundo a história de Moisés, podemos considerar uma significativa relevância desta Parashá Ki Tissá no contexto contemporâneo, assim como:
a) Liderança e Perdão – lembrando-nos que os líderes precisam ser capazes de perdoar e guiar seu povo com empatia;
b) Censo e Autorreflexão – incentivando-nos a refletir sobre nossas ações e atitudes. É um lembrete para avaliar o que estamos fazendo e como podemos melhorar;
c) Bezerro de Ouro e a Idolatria Moderna – fazendo-nos pensar sobre as coisas que adoramos hoje em dia, assim como o dinheiro, o poder ou a fama. É um lembrete para manter nossos valores espirituais em ordem;
d) Comunicação Eficaz – espelhando-nos em Moisés, que se comunica com D’us e com o povo. Líderes precisam ser claros e abertos para construir confiança e unidade; e
e) Espiritualidade Diária – incentivando-nos às práticas da oração e de meditação/reflexões sobre nossas ações.
Por fim, agradeço a D’us pela oportunidade de compartilhar essa história do nosso povo, servindo-me de lição a ser seguida. Hoje, estando na Terra Santa, sinto com mais intensidade e clareza os ensinamentos apresentados nesta Parashá Ki Tissá e em tantas outras estudadas.
Eterna gratidão a todos da Sociedade Israelita da Bahia pelo acolhimento, assim como aos meus filhos Heitor e Andrey (virtualmente presentes) e às minhas amigas Isabele Ferreira e Rosa Fichman Cardonski, por me oferecerem o acolhimento necessário durante a minha estadia aqui em Israel.
SHABAT SHALOM UMEVORACH!

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