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Notícias de Israel

EUA ATACACARÁ O IRÃ, OU NÃO? - Oriente Médio está na espera. Dois galos cucuricam alto e cada um quer mostrar que o dele é maior. O impressionante é que o governo iraniano está enfraquecido após os golpes que sofreu internamente, com as manifestações e dezenas de milhares de mortos e feridos. Externamente, suas proxies sofreram também. Hezbollah no Líbano, Hamas na Faixa de Gaza e os Houtis do Iêmen. Mesmo assim, o governo iraniano fala alto e mostra, aparentemente, não temer um ataque americano. Pelo contrário. Até ameaça que se os EUA os atacarem eles revidarão atacando alvos americanos na região, isto é, bases americanas acantonadas na Arabia Saudita, Bahrein, Qatar, e irão mais longe, atacar alvos em Israel.


No último final de semana, representantes americanos e iranianos tiveram negociações em Omã. Apesar do representante iraniano dizer que "foi bom começo", pelo visto deixa muito a desejar. Enquanto no inicio Trump exigiu do Irã: 1- Abandonar o projeto nuclear. 2-Parar o projeto dos misseis balísticos, estes que poderiam alcançar até Israel e a Europa. 3-Parar o financiamento das proxies e 4- Tratar adequadamente os manifestantes que protestaram contra o regime.


Em Israel, antecipando este encontro, aqui estiveram Kushnir e Witkoff e mantiveram conversas com altas patentes do governo. A impressão foi de que Trump e o seu conselheiro mais próximo, Witkoff, estariam satisfeitos se conseguissem fazer os iranianos só deixar o seu programa nuclear. Imediatamente, Netanyahu combinou com Trump um encontro de emergência para a quarta (11) em Washington.


O Ministro do Exterior iraniano foi requisitado para trazer respostas sobre os 4 pontos levantados pelos americanos. O Irã por sua vez exige que os EUA retirem as sanções que afetam sua economia. Os iranianos, mestres em negociações e seus prolongamentos, avisam que não pararão o enriquecimento de urânio.


Netanyahu avisou que levará consigo o General Aviador Eyal Tishler, que já foi nomeado para ser o próximo Comandante da Aeronáutica e foi quem planejou o ataque de sucesso contra o Irã, em junho de 2025. Dias depois, Netanyahu avisou que não o levaria e quem irá com ele é o general Roman Gofman, seu secretário militar, mas que não fala inglês. Estranho.


Na quarta-feira (11), enquanto nas ruas das cidades iranianas o regime comemorava o seu 7º encontro entre os dois nos EUA e mais um em Israel, desde que Trump assumiu a presidência em janeiro de 2025.  O encontro foi a portas fechadas, sem presença de jornalistas e durou mais de 2 horas e meia, o dobro do tempo previsto. Deve ser pelas discordâncias entre os dois lados. Israel está preocupado pelo avanço iraniano na reabilitação dos depósitos de misseis balísticos.


Ao contrário do que sempre faz, Trump não falou com os repórteres, apenas escreveu que quer esgotar as negociações com o Irã. “Não chegamos a nenhuma solução final, exceto que insisti em continuar a negociar com o Irã para ver se chegamos a uma solução”. Parece que apesar de engrossar as fileiras da presença militar na região e o envio de mais um porta aviões, Trump é contrário a guerras prolongadas e agora entende que seus interesses no Oriente Médio podem sofrer danos se o Irã contra-atacar. Ele lembrou (aos iranianos) que, na vez passada em que não chegaram a um acordo, eles apanharam com a operação Martelo da Meia Noite (6/25).


Além da discórdia quanto ao Irã, Israel e os EUA discutiram o processo da Segunda Fase que querem levar avante. Aqui também a discórdia é grande. Trump pensa como homem de negócios, diz que realmente há paz no Oriente Médio e não vê a realidade.


Israel quer que o Hamas cumpra os acordos e que seja desarmado. Os EUA falam apenas de armamento de grandes proporções e de deixar as armas com o Hamas. Além disso, o Hamas deve deixar o governo em Gaza e não o faz (até o policiamento é feito por terroristas do Hamas). Além disso, Israel não quer que o Hamas esteja governando Gaza e nem a Autoridade Palestina. Mas, quem chefia o "governo Tecnocrático ' é Nabil Sha'at, que foi alto funcionário da A.P. Além disso, Trump gostaria de ver maciça emigração palestina da Faixa de Gaza, para que possa lá montar a 'Riviera do Oriente Médio'. Israel apoiaria uma iniciativa dessas, mas este sonho está muito longe de ser concretizado. Será difícil arrecadar bilhões para a reconstrução de Gaza, sem que uma parte do dinheiro não seja desviado para o Hamas e o Jihad Islâmico.  Os que apoiam a visão israelense no governo americano são o Secretário do Estado, Marco Rubio, e o Secretário da Defesa, Pete Hegseth.


Quanto à formação de tropas estrangeiras serem colocadas em Gaza para garantir a paz, a Indonésia – maior país muçulmano do mundo, com 280 milhões de habitantes – disse que está disposto a enviar 8.000 soldados, para garantir "a paz" na Faixa de Gaza. Isso vai de acordo com a pretensão do presidente indonésio, Prabowo Subianto, de levar seu país à projeção mundial. Em setembro de 2025, surpreendeu a todos declarando que há de assegurar a segurança de Israel para obter a paz e terminou seu discurso na ONU, com "shalom". Parece que quer reconhecer o Estado Judeu, mas encontra oposição.


Quem Israel não quer de jeito nenhum que envie tropas é o exército turco e o de Qatar, considerados países inimigos.


Se alguém pensou que a situação é tranquila, é melhor pensar duas vezes. Em Gaza, só foram destruídos 50% dos tuneis e o Hamas continua governar. O Hezbollah sofreu grande derrota, mas o governo libanês ainda teme esta organização terrorista, que está se rearmando. O Irã, com toda sua fraqueza, ainda ameaça lançar mísseis contra Israel se os EUA o atacarem. O mundo esquece rapidamente quem é o lobo mau da história. Os Guardas Revolucionários, que entraram nos hospitais onde estavam feridos dos protestos e os executaram com balas na cabeça e ainda exigiram das famílias pagar pela balas disparadas. Mas, o mundo esquece rapidamente.


O presidente Trump deve entender que essa é sua grande chance, enquanto o governo iraniano está enfraquecido, de tentar depô-lo e libertar o povo iraniano e também o mundo deste mal.

 

O RENOMADO COMPOSITOR E CANTOR MATI CASPI FALECEU - No último domingo o povo de Israel foi surpreendido com a notícia da morte do grande Mati, de 76 anos. Sua música era divina, dava para executá-la inúmeras vezes ao longo de dezenas de anos, sem perder a grandeza dela. Em sua longa história, Mati Caspi compôs mais de 1.000 músicas, com ritmos diversificados e todas estupendas.


Na infância, ele sofreu do pólio e não brincava com seus colegas de classe. Preferia ir à casa da cultura do seu kibutz, Hanita, junto à fronteira libanesa. Lá tocava piano por horas.  Quando tinha apenas 3 anos, disse ao famoso compositor israelense Mordechai Zeira, que lá passava férias, que tocou errado uma música que tocava. Zeira aceitou a critica e disse que esse guri será grande músico. Seu pai insistiu que o Kibutz (fazenda coletiva) comprasse um piano para colocá-lo na casa de cultura. Houve muita rejeição, mas no final o piano foi comprado e Mati tocava e tocava. Seus pais o mandaram para o Conservatório Musical de Naharia (a cidade mais próxima) e lá ele "conheceu" Bach, Mozart, Bethoven, Chopin, Bartók e outros grandes da música clássica. Mati compôs para os maiores e melhores cantores de Israel e, além dele mesmo cantar,  produzia discos.


Ele foi influenciado  por vários ritmos, mas o Brasil teve algo especial. Em 1977, produziu o disco "Lindo País Tropical (Eretz Tropit Yafa), que teve músicas brasileiras traduzidas para o hebraico e a grande influencia da Bossa Nova, pois era fã apaixonado de Antônio Carlos Jobim. Dois anos depois, o encontrei num show que fez na Hebraica de São Paulo. Pouco depois de se divorciar da primeira mulher, casou-se com uma acompanhante de música, a brasileira Raquel, com quem teve 2 filhos.


Infelizmente, nos últimos anos sofria de câncer e não conseguiu se recuperar. Uma grande perda para todos nós.  Veja Mati Caspi com a Filarmônica de Israel:  https://youtu.be/DhVZkN9iHVA


GOVERNO NETANYAHU DÁ VERSÃO ERRADA - O premier Benjamin Netanyahu sabe que este ano haverá eleição em Israel. Deve ser em outubro, mas tudo indica que será antecipada para junho. Então tudo se volta a fazer campanha eleitoral. Até mesmo arregimentar o presidente americano Trump para fazer campanha e pedir anistia para Netanyahu. Na quinta-feira (5)), Netanyahu publicou um documento de 55 paginas de informações seletivas e manipulativas, com meias verdades e fatos apresentadas como se fosse a verdade sobre a mais longa guerra que Israel travou com o inimigo. Ele até abusa de sua imunidade para passar informações sigilosas para suas necessidades pessoais. Desde o inicio Netanyahu alegou que é o responsável mas não o culpado pela guerra. Ele impede a formação de uma Comissão de Inquérito Nacional. A Guerra de 7 de Outubro ou Espadas de Ferro, como é chamada em Israel, ele tenta mudar para A Guerra da Ressurreição. (Milchemet Hatekuma)


Esta semana o governo já veio com outra novidade, pedindo para apagar a palavra "massacre" (טבח) dos escritos que descrevem o que se passou em 7 de outubro. Depois de uma terrível guerra com muitas baixas e que todos sabem que o exército suplica para recrutar mais soldados, não dá para entender um governo liderado pelo Likud, que se supõe que seja governo Sionista e Nacionalista. Mas, a conjuntura política mostra que o presidente do Likud só tem um interesse, o de permanecer na chefia do governo.. Quando precisou de mais 2 votos, nomeou na semana passada o deputado Israel Eichler, de partido ultraortodoxo, antissionista, para o posto de Vice Ministro das Comunicações, (que nem TV tem). Isso para votar no Knesset para adiar a votação referente à Lei do Serviço Militar Obrigatório, que incluiria os ultraortodoxos. Se os jovens haredim cumprissem as obrigações dos demais israelenses, o serviço militar seria reduzido e todos ganhariam. Além disso, ninguém lhes pediu para parar de estudar, cumpririam o serviço militar e voltariam às Yeshivot, ou iriam trabalhar livremente.


PALAVRAS INACEITÁVEIS DO RABINO ITZHAK YOSSEF - Ele que foi grão Rabino de Israel e é membro do Conselho dos Sábios da Torá do Partido Shas, em encontro com seus estudantes disse:" Precisa quebrar o governo, são cruéis, nós estamos na Diáspora (?). Aliás, o Shas faz parte do governo. Continuou com suas palavras revoltantes, ”por que temos que dizer 'louvor' (הלל) no Dia da Independência? Idiotas". Falou também contra os policiais que cumprem seu dever ao prender desertores do serviço militar. E ele ainda recebe  um grande salário do governo.


PALO ALTO QUER SE REGISTRAR NA BOLSA DE TEL AVIV - Esta companhia, que vale 115 bilhões de dólares, está registrada na NASDAQ, foi fundada por um israelense, mas que a registrou nos Estados Unidos. Agora, depois de comprar uma outra companhia israelense, a Cyber Ark (fundada em 1999) e avaliada em 21 bilhões de dólares, Palo Alto quer se registrar na Bolsa de Valores de Tel Aviv (dualidade) e depois de concluída a transação da Cyber Ark, suas ações serão também negociados nas 2 bolsas.


INVESTIDORES ESTRANGEIROS DUPLICAM SUAS OPERAÇÕES NA BOLSA DE TEL AVIV - Desde o inicio deste ano, a Bolsa de TLV passou a operar nos dias das bolsas ocidentais, isto é, de segunda-feira a sexta-feira. Antes operava de domingo a quinta-feira. Em conseqüência, as operações de investidores estrangeiros passaram a ser de 25% do total, quando nos domingos eram de apenas 12%. Na Bolsa de Israel há ações de dualidade, mas há também ações que só são negociadas ali.


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