Notícias de Israel
- David S. Moran
- há 2 horas
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ELEIÇÕES EM ISRAEL? - Israel está voltado aos acontecimentos diários no Líbano, com os constantes ataques da organização terrorista Hezbollah e a violação do acordo interino de cessar fogo. Ao mesmo tempo olha as piruetas que o presidente Trump dá com respeito ao Irã.
Mas, o que realmente interessa à população são os acontecimentos que ocorrem no país, que não são bons, e como isso terminará. A situação da segurança não tem melhorado, apesar de Israel dar bons socos nos inimigos. O Hamas, que há muito não devia existir na Faixa de Gaza, ainda governa essa região e não entregou as armas, pelo contrário, está se rearmando. No norte, Trump tenta trazer o governo libanês a dialogar com Israel (mais propício do que nunca) e o dialogo não avança e o Hezbollah viola o cessar fogo, auxiliado pelo Irã. Ataca as forças israelenses com drones teleguiados por fibra ótica, que é difícil de ser detectada, e causa mortes e ferimentos quase diários. Essa organização terrorista na realidade controla o Líbano, cujo governo tem medo de enfrentá-la, apesar de ter o mesmo interesse de Israel de vê-la enfraquecida e desarmada. Outro fator que dá desvantagem a Israel, é a ordem do Trump de Israel não atacar o Hezbollah em Beirute, e/ou em outros centros. É impossível combater o inimigo com as mãos atadas, principalmente quando é um país amigo. O Hezbollah, ciente desta situação, continua atirando contra o norte do país e os habitantes locais estão muito revoltados, e com razão.
Na Síria, no governo do Ahmed Hussein, a Sharaa (Al Julani) que foi jihadista, depois de tomar o poder está querendo melhorar a situação da Síria e as relações com Israel. Agora, ainda resta enfraquecer e mudar o governo do Irã, que apesar de ter sofrido muito dos ataques de Israel e dos Estados Unidos, continua intransigente, conforme o governo xiita prega. Esse governo desafia os EUA, que bloqueiam o Estreito de Ormuz, principal via econômica do país. Por este fato, os petroleiros com petróleo iraniano estão estocados nesse Estreito e não conseguem sair. A extração de petróleo continua e os estoques estão se empilhando, e em poucos dias, o Irã terá que parar a extração. A volta será mais difícil, pois certos campos de petróleo terão seus perfuradores estragados e levará tempo consertá-los. A mediação do Paquistão ainda não trouxe resultados ante a atitude do Irã. Este continua intransigente, exigindo o descongelamento de bilhões de dólares e o levantamento do bloqueio no Estreito de Ormuz. Não trata da entrega do urânio enriquecido (440kg) e da paralização de fabricar misseis de longo alcance.
O presidente Trump estende os ultimatos que dá ao Irã, mas sua paciência está para terminar e poderá ordenar um rápido ataque para causar mais danos materiais no Irã. Mesmo que sua economia esteja na lona, a vantagem do Irã e do seu fanatismo religioso é que os líderes da nação, principalmente das Guardas Revolucionárias, pouco se importam com a população e seu sofrimento, eles acham que este é o preço e o sacrifício que tem que pagar para sua vitória.
O que é definido, é que com toda esta destruição no Irã, os propósitos da guerra não foram alcançados: O governo totalitário do islamismo radical continua a governar o país, não se intimida diante dos americanos e até os desafia, embora o terceiro porta-aviões já esteja na região e o suprimento de material bélico continue a afluir para a região. No final das contas, é provável que seja utilizado. O urânio enriquecido não foi entregue a outro país, fato que preocupa a todos, mas nada é feito neste sentido. O Irã não parou de apoiar seus proxies, o Hezbollah recebe costas largas para combater Israel, do Irã, e os houtis estão ameaçando o trânsito de navios ao Mar Vermelho, com apoio do Irã. Também não há indícios de libertar presos contrários ao regime. Pelo visto, o único assunto que se discute é a abertura do Estreito de Ormuz, que está sufocando o Irã. Este país não tem dinheiro e deixa de ganhar mais de 400 milhões de dólares diários e. para piorar sua situação, seus depósitos e navios petroleiros já estão abarrotados do ouro negro e dentro de poucos dias, o Irã terá que párar extrair petróleo. Quando voltar a extrair _- isso leva algum tempo, terá graves danos, pois o equipamento de extração iraniano é velho e não eficiente.. O presidente do Egito, A Sisi declarou esta semana que seu país deixou de arrecadar 10 bilhões de dólares dos navios que não passam no Canal de Suez. O Egito está paupérrimo e necessita de cada centavo.
Para piorar a situação, organizações pró palestinas enviaram na semana passada dezenas de barcos com cerca de 1000 ativistas "para entregar suprimentos ao povo sofrido e faminto em Gaza". Estes ativistas são provocadores, pois na noite de quarta-feira para quinta-feira (30), a marinha israelense interceptou a flotilha a oeste da ilha de Creta. Foi interceptação pacifica e o que se encontrou lá foram preservativos e drogas. Nada de alimentos. Vale a pena ressaltar que diariamente Israel deixa passar 600 caminhões de alimentos para Gaza e lá nada falta. Apenas falta a organização terrorista Hamas deixar os habitantes viverem em paz.
Como se nota, problemas não faltam. O primeiro ministro Netanyahu não fala ao povo e quando fala o faz em inglês à mídia americana. Faz de tudo para não ser investigado na justiça onde correm acusações de corrupção e convoca até o presidente americano Trump para que acione sua influência e peça que lhe concedam "perdão". Nessas circunstâncias e levando em conta que as eleições devem ocorrer em 27 de outubro, 2026 (se não forem antecipadas) então os partidos estão se organizando. No domingo (26), o ex primeiro ministro, Naftali Bennett anunciou junto com o líder da oposição, Yair Lapid, que unem seus partidos para correr numa chapa chamada "Beyachad" (Juntos).(foto). Eles já se uniram em 2021 quando Lapid, com muito mais votos, entregou o posto do premier a Bennett, com apenas 6 deputados, fazendo rodízio na chefia do governo. Agora, pelos censos o único que parece que tem chance de derrotar Netanyahu é o Bennett e o Yesh Atid (Há futuro) do Lapid perde eleitorado, os dois se reuniram. Eles estão chamando o ex Comandante das Forças de Defesa de Israel, Gadi Eizenkot a se juntar a eles e aos demais partidos Sionistas para que substituam Netanyahu. Os censos de opinião pública dos canais de TV e jornais são similares, com exceção ao Canal 14, totalmente subjugado a Netanyahu. Canal 11 Canal 12Canal 13Canal 14Jornal Maariv
Halikud (Netanyahu) 27 25 26 34 28
Beyachad (Benet-Lapid) 24 26 26 20 27
Yashar (Eizenkot) 15 15 12 9 15
Shas (Deri) 9 9 10 11 8
Democratas (Golan) 11 10 8 8 9
Otzma Yehudit (Ben Gvir) 9 9 10 7 8
Israel Beiteinu (Lieberman) 8 9 6 8 9
Yahadut Htorá) Gafni) 7 7 7 8 7
Hadash-Taal (árabe) 5 5 6 6 5
Raam (árabe) 5 5 5 5 5
HaSionut HaDatit (Smotrich) - - 4 4 - (*)
(*) O mínimo para entrar no Knesset é eleger 4 deputados (3.2%); se não o alcança, perde tudo.
O Canal 14 sai do "consensus" por apoiar o Netanyahu e sua coalizão.
A DEMOCRACIA PALESTINA - Arafat liderou a OLP desde sua fundação em 1964, até a sua morte em 2004. Ele foi duro, com sua "kefia" encontrou todo mundo e continuou matando dezenas e centenas de cidadãos israelenses e também oponentes palestinos.
Com seu falecimento, ele foi substituído por Mahmoud (Abu Mazen) Abbas, sem "kefia" e muito menos carismático, Em 2006, Abbas resolveu realizar eleições para receber o aval de líder palestino. Iniciou em Gaza e "zbeng", não foi como planejado. Na Faixa de Gaza, ele e o seu partido Fatah foram derrotados pela organização terrorista Hamas, que se fez passar por "madre Tereza" auxiliando os pobres e coitados palestinos. O Hamas tomou o poder na Faixa de Gaza, em 2007 e governa com mão de ferro, inclusive logo de inicio e para amedrontar a população, lançou líderes da Fatah dos tetos de edifícios para baixo.
Agora, no sábado (25), a OLP realizou no território palestino eleições que chamou de democráticas. Fatah anunciou que teve "vitória esmagadora" e que venceu os conselhos municipais na grande maioria da localidades, inclusive Jenin, antro terrorista onde se dizia que a Autoridade Palestina perdeu o controle para o Hamas e a Jihad Islâmica. A Comissão Central das Eleições localizada em Ramallah publicou que o número de eleitores que votaram foi de 53.44%. É a primeira vez que havia eleições em Deir Al Balach - na Faixa de Gaza - desde 2006, onde apenas havia registro de 70 mil eleitores, mas só 22.7% foram às urnas.
Mesmo assim, o presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas chamou "2026 de ano da democracia palestina". Bem, não é exatamente. Em muitas cidades, inclusive Nablus e Ramallah, só havia uma chapa competindo e não é necessário muito raciocínio para saber qual foi. O Hamas foi excluído de participar nas eleições por rejeitar que seus candidatos declarem que aceitam "a solução de 2 Estados" e o programa da OLP.
OS EMIRADOS ÁRABES UNIDOS SAEM DA OPEC - O EAU produz diariamente mais de 4 milhões de barris e foi membro da OPEC. Se retirou pela falta de apoio dos países membros quando foi atacado pelo Irã (até mesmo mais do que Israel). Razão adicional é o desejo de produzir mais petróleo e não ser barrado por cotas pre ditadas pela OPEC. Outra razão é sua rixa com a Arabia Saudita que ajuda o governo central do Iêmen enquanto os EAU apoiam os rebeldes houtis. Qatar já havia se retirado da OPEC, em 2019.
AJUDA MILITAR IDRAELENSE A PAÍSES ÁRABES - Segundo o site americano "Axios" (26), Israel enviou aos Emirados Árabes Unidos, a bateria anti-aérea Domo de Ferro, com pessoal israelense para os orientar e ajudar a manejar a bateria contra investidas de misseis e bombas do Irã. Os EAU é o país árabe mais amigável de Israel e os dois têm a mesma visão quanto ao Irã. Os dois países têm relações também nos campos militar e da Inteligência sob o 'guarda-chuva' do CENTCOM americano.
PROTESTO EM LONDRES CONTRA IMIGRAÇÃO MUÇULMANA - Mais de 11 mil londrinos encheram as ruas da Capital inglesa no sábado (11) em protesto contra a invasão dos imigrantes que atravessam o Canal da Mancha, em pequenos barcos e entram no país ilegalmente. "Parem os barcos" e "Chega é Chega" , "Queremos nosso país de volta" e "Salvem nossos filhos" foram alguns dos slogans que os protestantes portavam.

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