Notícias de Israel
- David S. Moran
- 19 de fev.
- 8 min de leitura
ESTADO EM ALERTA, ATAQUE IMINENTE - A segunda rodada de negociações, desta vez em Genebra, (17) foi realizada e os dois lados disseram que foi boa. O presidente Trump disse (no seu" denial" - de não ver as coisas como são): "acho que eles querem fazer negócio; não creio que eles estão interessados nas consequências de não chegar a um acordo". Os Estados Unidos e o Irã, cada um por vez, ameaça o outro de um ataque em dimensões inacreditáveis e ao mesmo tempo ensaiam negociações.
Enquanto os EUA enviam o segundo porta-aviões - o Gerald Ford ao leste do Mediterrâneo, e dezenas de caças que estão acantonadas na Jordânia e na Arabia Saudita, os Guardas Revolucionários fazem manobras militares, insinuando ataques e captura de navios inimigos no Golfo de Hormuz, prejudicando a importante via marítima de transporte, principalmente do petróleo dos países da região.
Para mostrar que o regime islâmico xiita do Irã não teme os americanos, o líder supremo do Irã, Khamenei, revidou às palavras do Trump dizendo:" Sabemos que os EUA estão enviando mais navios de guerra e eles são sem dúvida perigosos, mas as nossas armas que podem afundá-los são mais perigosas. O exército americano sofrerá uma surra da qual não vai poder se recuperar". Sem temer, o líder iraniano fala e ameaça os americanos.
Aliás, as negociações entre os EUA e o Irã não são numa mesa: são intermeados pelo Omã. Os assuntos que estão em pauta também não são iguais. O Irã está disposto a discutir o assunto do urânio enriquecido e do descongelamento do seu dinheiro em bancos americanos. Estes, por sua vez, querem discutir o assunto do urânio, pois segundo a AIEA, o Irã pode produzir até 12 bombas atômicas, os mísseis balísticos, o de não passar dinheiro e armamento aos proxies do Irã e de aliviar a pressão dos cidadãos iranianos que participaram nas manifestações.
Não há dúvidas de que os iranianos são exímios negociantes e têm tempo. Eles querem estender o tempo das negociações até os EUA não terem mais paciência. Não esqueçamos que o tema do Irã e Estados Unidos está em todos os meios de comunicação há meses e até agora o Irã não abriu mão de nenhuma das exigências, mesmo que as suas proxies - Hamas, Hezbollah, Jihad Islâmica e Houtis – tenham sofrido muitos danos.
O Secretário de Estado americano, Marco Rubio, expressou suas dúvidas sobre a possibilidade de chegar a um entendimento com o Irã. Ele diz: "Estamos lidando com religiosos xiitas, extremistas e fanáticos que tomam decisões teológicas e não geopolíticas".Tanto Rubio como o Secretário da Defesa americano, Brian Hegseth, adotam a linha de Israel, de que os EUA têm que atacar o Irã.
O presidente Trump, que se gaba de ter terminado 8 guerras e não terminou nenhuma (a seguir artigo sobre a guerra da Rússia contra a Ucrânia) e que termina cada fala com seu "we will see what happens" ("veremos o que acontece"), se não agir contra o Irã estará perdendo a credibilidade, mesmo sendo o presidente do país mais potente do mundo. Ele tem que levar também em conta as eleições internas do Congresso do meio termo, que serão em novembro, nas quais se vota por todos os deputados e por um terço de todos os senadores.
Na quinta-feira (18), o Irã continuou suas manobras militares no Golfo de Hormuz, com o reforço de forças russas e fechou o espaço aéreo iraniano para exercício de mísseis. A porta-voz da Casa Branca disse (18): “Há muitas razões para atacar o Irã. O presidente está conferenciando com sua equipe mais restrita a respeito". Depois do diálogo em Genebra, correram noticias de que o presidente Trump está na iminência de declarar guerra contra o Irã. O Vice Presidente J.D. Vance declarou: "Os iranianos não pretendem reconhecer parte das linhas vermelhas de Trump”. Ele acrescentou que “o objetivo do Trump é impedir o Irã ter arma nuclear". As negociações em Genebra eram indiretas,intermediadas por Omã.
Na quarta-feira (11), o regime islamita comemorou o 47º aniversário da tomada do poder. As manifestações populares nas cidades iranianas cessaram devido ao uso da força e morte de milhares de manifestantes. Já é hora de poder dar ao povo iraniano o direito e a chance de votar pelo regime que vai querer e se for necessária a força dos EUA e seus aliados para derrubar o atual regime radical, que o façam para o bem de todos os países da região.
Na quinta-feira (18), já correram muitas noticias que o ataque americano é iminente. Em Israel, foi dada a instrução para todos estarem em alerta, pois o Irã ameaça contra-atacar bases americanas na região do Golfo Pérsico, Israel e até países europeus que estão sob o alcance dos misseis iranianos.
A GUERRA DE 4 ANOS ENTRE A RÚSSIA E A UCRÂNIA - Enquanto a mídia destaca cada árabe que é morto por Israel, seja ele terrorista ou não, nota-se o cinismo de não destacar uma guerra que foi iniciada com a invasão russa em fevereiro de 2022, continuando sua da vontade ao invadir a Península da Crimeia e de apoderar-se da Ucrânia.
Segundo o Instituto de Pesquisas de Guerra da Inglaterra, estima-se que nesta guerra já morreram e/ou foram gravemente feridos, dois milhões (2.000.000) de pessoas, entre militares e civis, dos quais 1.5 milhão é de russos e 500.000 de ucranianos. Cerca de 30.000 soldados russos e um número não conhecido de seus aliados norte-coreanos morrem ou são feridos, a cada mês, nessa guerra inútil.
A Rússia, que está sob sanções econômicas, já sente os efeitos da guerra, com a falta de produtos básicos, inflação crescente e desemprego. Zelensky, em Genebra, perguntou aos líderes europeus: “Como é que vocês estão dispostos a enviar forças para ajudar Trump a comprar ou arrendar a península de gelo da Groelândia e não estão dispostos a enviar nenhum soldado para ajudar a Ucrânia contra a agressão russa”? Ele não parou aí. E disse:: "Olhem o Irã. Diante dos rios de sangue cometidos pelo governo assassino do Irã, os políticos europeus foram festejar em silêncio o Natal. Até voltarem do feriado, os aiatolás já tinham massacrado dezenas de milhares dos que protestavam contra o regime".
Aí pergunto: algum russo foi abordado no mundo, xingado, apedrejado ou Deus nos livre assassinado? Não. Então por que israelenses pacatos que viajam pelo mundo, ou estudam no exterior, e/ou mesmo cidadãos judeus em diversos países sofrem de antissemitismo, seja nos meios de comunicação, ou mesmo por outros cidadãos dos diversos países?
TRUMP SE METE EM ASSUNTOS INTERNOS DE ISRAEL - O Primeiro Ministro israelense arrasta por anos os seus processos com acusações de corrupção, abuso de confiança e fraude. Ele tenta se livrar dessas acusações para provar que é inocente. Para tanto agora, com o novo governo de Trump, arregimenta o presidente americano para se livrar do julgamento. Já em junho do ano passado, depois de conversarem no Knesset, em Jerusalém, Trump dirigiu-se ao presidente de Israel Itzhak Herzog e o surpreendeu perguntando, “por que você não absolve Netanyahu?”. Herzog ficou sem graça e nada respondeu. Agora, em 11 de fevereiro, Netanyahu esteve em Washington para discutir com Trump sobre como lidar com o Irã. Por 3 horas e meio falaram e não chegaram a um ponto comum. Mas, surpreendentemente, no dia seguinte Trump, sem ser perguntado a respeito, alfinetou o presidente de Israel com declaração excepcional, brutal e inadequada, dizendo: “Herzog deve se envergonhar de não dar anistia a Netanyahu”.
Herzog, que estava retornando de visita à Austrália, ficou furioso e disse a pessoas próximas dele que Netanyahu está envolvido nesse pedido. Ele está furioso com Netanyahu, "desta vez, ele cruzou a linha vermelha, espero esclarecimentos dele". Dirigindo-se a Trump, Herzog disse: “Israel é um país soberano e tem processo judicial independente".
Israel tem muito que agradecer a Trump, mas o presidente americano deve saber que não deve se meter nos assuntos internos de Israel. Se Netanyahu não é culpado das acusações que enfrenta, como alega, que prove sua inocência e pronto. Terá todo o louvor dos cidadãos de Israel. Mas, por uma ou outra razão, Netanyahu estica e prolonga seu julgamento por mais e mais anos.
A EUROPA PERDE NO TERENO TECNOLÓGICO - O renomado professor de Economia, Nuriel Rubini, diz e mostra que a Europa está atrasada nos setores tecnológicos e econômicos. Desde 2008, o Produto Real Local dos países da União Europeia subiu somente 13.5%, quando no mesmo tempo nos EUA subiu 90%. No Estado mais pobre dos EUA, o PIB é maior do que o da Itália e da França. Das 50 maiores companhias tecnológicas, 25 são americanas e apenas 4 europeias. Das 2 maiores nações em inovações tecnológicas, os EUA e a China, há 4 outras, o Japão, Taiwan, Coreia do Sul e Israel. A Europa nem tenta correr para ganhar primazia no campo da IA.
O ISRAELESE DENI AVDIJA NO ALL STAR - O jogador de basquete Deni Avdija, que saiu de Israel para jogar nos Estados Unidos, está se destacando e recebe elogios de todos, inclusive dos maiores jogadores de basquete da atualidade e dos do passado, que agora são comentaristas. Até o maior de todos, Le Bron James, o elogiou e ficou sabendo que tem muitos fãs em Israel. Aí Le Bron disse: " Espero inspirar o povo de Israel, não só em ser grande nos esportes, mas que seja melhor no geral, na vida. Eu não sabia que tenho fãs em Israel, espero um dia poder viajar para lá". Deni por sua vez disse: "Subo ao palco quando uma nação inteira está comigo e isso é extraordinário. É excelente representar e mostrar que é possível também numa nação pequena como a nossa. Não posso agradecer o suficiente todo o apoio que recebo e o amor que me demonstram. Não tenho palavras".
OS SEQUESTRADOS ARBEL E ARIEL REVELAM COM CORAGEM O SOFRIMENTO NO CATIVEIRO - São detalhes horrorosos dos longos dias que passaram no cativeiro da Jihad Islâmica. Os dois se conhecem desde que nasceram no Kibutz Nir Oz. No colegial, se apaixonaram e desde 2018 viviam juntos. Foram raptados e separados um do outro. Não tiveram tempo de se despedir. Ariel Cunio foi colocado num sótão de uma loja, com ratos e outros bichos em volta. Tinha que ficar em silêncio e o ameaçavam que se fizesse barulho, o entregariam ao Hamas e aí iria viver nos túneis. Ele exigiu que entregassem a sua noiva Arbel Yehoud uma carta. Como disse um dos seqüestradores, “ele nos fez o inferno até que entregamos a carta e ela lhe escreveu em resposta”. Muito corajosamente Arbel Yehoud revelou numa entrevista no Canal 12 da TV israelense (13), ao lado do Ariel, que durante os 482 dias no cativeiro, ela foi violentada quase todo dia. Tentou 3 vezes se suicidar.Aliás outras jovens israelenses sequestradas também denunciaram abusos sexuais e violações. O seu irmão Dolev foi assassinado no mesmo terrível dia de 7/10. Arbel estava só durante todo o tempo no cativeiro e Ariel também. E os sequestradores tentaram o tempo todo convencê-lo a se converter ao islã.
O EX GRÃO RABINO ITZHAK YOSSEF PROMOVE O NÃO DO SERVIÇO MILITAR - É inacreditável que há pessoas interesseiras que acham que Israel poderia existir e progredir sem que tivesse um exército excepcional que pode defender o país dos inimigos que o rodeiam. Itzhak Yossef é também membro do Partido Shas e recebe salário do governo de Israel. Apesar disso, na última semana, num sermão aos seus alunos, disse: "É preciso quebrar este governo, são cruéis. nos estávamos na Diáspora, porque no Dia da Independência do país temos que dizer louvação (halel), a benção? Idiotas!”. falou também contra os policiais que atuam para cumprir o seu dever de pegar os jovens que desertam, ou que não se alistam ao serviço militar. Exorta os jovens haredim a não ingressarem no exército. Aliás, o Shas faz parte da coalizão governamental.
ULTRAJE NAZISTA NA ALEMANHA - O partido Alternativa para a Alemanha (AfD) comunicou que realizará sua convenção nacional anual nos dias 3 e 4 de julho em Erfurt, próxima a Weimar, quando se festeja o centenário da convenção de Weimar. Nessa convenção, foi fundado o partido nazista. Este é uma tapa quando o partido da extrema direita decide fazer "provocação intencional para chamar a atenção, exortando o nazismo, que só trouxe tragédia, inclusive para a Alemanha.
SMOTRICH DO PARTIDO RELIGIOSO NACIONALISTA CONTRA MULHERES NO EXÉRCITO - Numa convenção partidária, o ministro das Finanças, Bezalel Smotrich, disse que fará tudo para que sua filha não ingresse ao exército porque assim o quer o Grão Rabinato.


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