Notícias de Israel
- David S. Moran
- 22 de mai.
- 6 min de leitura
TRUMP TRNSFORMA O ORIENTE MÉDIO, NETANYAHU FORA
Na semana passada Trump fez sua primeira viagem ao Oriente Médio. Esperava ele que o primeiro ministro israelense, Netanyahu embarcasse com ele nesta jornada, mas ele não obteve as respostas esperadas e foi só.
Em menos de uma semana, encontrou-se com reis, príncipes e mandatários da Arabia Saudita, Síria (Erdogan no pano de fundo), de Qatar e dos Emirados árabe Unidos, enquanto Netanyahu ficou em casa com seus "sequestradores" da direita radical, Smotrich, Ben Gvir e Orit Sitruk. (bem relatado na charge de Shlomo Cohen, Israel Hayom, 16.5.25).
ARABIA SAUDITA. Foi a pegada inicial e lá encontrou-se com o príncipe herdeiro, Mohamad Bin Salman (MBS) com recepção a altura dos reis. Assinou acordos de centenas de bilhões para vender material bélico, inclusive caças modernas F35, misseis anti aéreos, etc e investimentos de 600 bilhões de dólares injetados à economia americana. Em Riad encontrou-se também com o novo governante da Síria, o jihadista e antigo líder da Al Qaeda no norte do Iraque e da Síria, então chamado Al Julani, que trocou o nome para Muhamad A Sharaa e o uniforme militar por terno e gravata. Este não perde tempo, na quarta-feira (7) encontrou-se com Macron e confirmou ter negociações indiretas com Israel, intermediadas pelos Emirados Árabe Unidos (UAE). A Sharaa busca ajuda e apoio do Ocidente e já em abril o jornalista inglês,Krieg Murray publicou que a Sharaa se comprometeu ao governo inglês de que até o fim de 2026 normalizará relações com Israel. O governo turco que aumenta a sua influência na Síria (ainda na época do Assad) esteve presente através de vídeo, no encontro de A Sharaa com Trump, o primeiro em 25 anos de líderes destes 2 países e intermeados pelo príncipe saudita MBS. (foto) Trump retirou as sanções da Síria e perguntado o que achou de A Sharaa, que ainda está na lista dos terroristas com recompensa de 10 milhões de dólares, disse:" trata-se de um jovem atraente, intransigente, combatente". Esqueceu que empregou tudo isto na matança de mulheres, homens e crianças de religiões e posição política diferentes da sua.
Na quarta-feira (14) já prosseguiu para QATAR, que está abarrotada de dinheiro, mas tem muitos inimigos e sua segurança depende dos EUA. Por isso tem interesse maior que a maior base americana no Oriente Médio esteja instalada nas suas dunas desérticas. O Emir de Qatar, Tamim bin Hamad al Thani conhece a cabeça do megalomaníaco do Trump e decidiu presentea lo com um Boeing 747-B com todo o luxo e conforto para que lhe sirva de Air Force 1 e depois da presidência o levara para casa em Mar a Lago. Preço do" presente" 400 milhões de dólares. Qatar que é um país radical que financia organizações radicais islamistas, também assinou contratos no valor de centenas de bilhões de dólares.
No dia seguinte Trump já estava nos Emirados Árabe Unidos (UAE). Foi agraciado com a maior comenda do país, a Ordem de Zayed e também assinou contratos bilionárias.
Se no total foi de trilhão de dólares ou menos, faz a menor importância, a pena é que Israel não embarcou nesta jornada que poderia ser frutífera para todos. Trump queria conseguir acordo entre a organização terrorista Hamas e o Estado de Israel e não o conseguiu. Ele que quer o Prêmio Nobel da Paz, alega que conseguiu acordo hindu -paquistanês de cessar fogo, queria se encontrar na volta com Putin, na Turquia, para tratar de acordo com a Ucrânia. Putin decidiu que não quer e voltou frustrado neste ponto. Hamas, aproveitou bem as necessidades do Trump e num gesto de boa vontade libertou o soldado israelense-americano, Idan Alexander. (mais a respeito a seguir). Na sexta-feira (16) seguiu de volta aos Estados Unidos.
ISRAEL. Ficou fora dos planos do Trump. O governo foi surpreendido com o dialogo direto com o Irã, e que é de vital importância para o Estado Judeu. Tratar de acordo nuclear que ele mesmo no primeiro mandato anulou e agora nem se consulta e não informa Israel é um desaforo. A mesma surpresa foi do acorde americano com a proxie de Teerã, os Houtis do Iêmen, de que não atacarão embarcações americanas e de outras nações, com exceção a dos israelenses, que passam em Bab Al Mandeb. Os houtis continuam lançar misseis contra Israel.
Trump está decepcionado com o governo de Israel e da contínua e longa guerra na Faixa de Gaza e até demonstra que está farto do Netanyahu, decidindo não visitar Israel nesta viagem. Reclamou com repórteres de que Netanyahu demora em tomar decisões necessárias. A guerra em Gaza representa a administração em Washington um obstáculo ao novo Oriente Médio que ele quer implementar. Trump faz tudo rapidamente, instantâneo, Netanyahu ao contrário. Tratou na Arabia Saudita de instalar usina nuclear civil e Israel foi tomada de surpresa. Para que um país tão rico em petróleo precisa de energia gerada numa usina nuclear?
O tão esperado e revolucionário plano de reatar relações diplomáticas com a Arabia Saudita que estava em andamento, ficou para trás devido a guerra em Gaza e a exigência da Arabia Saudita de vê-la encerrada e a criação de estado palestino.
Trump não espera. Conseguiu libertar o sequestrado Idan Alexander que tem também cidadania americana. Steve Witkoff até disse a familiares de sequestrados de que o governo americano está mais preocupado com sua libertação do que o governo de Israel. Assim, os americanos pressionaram Israel a levantar o cerco sobre a ajuda humanitária e agora os alimentos estão sendo distribuídos em Gaza por companhias americanas r não pela ONU e muito menos pelos corruptos da Hamas. Outrossim, tem contatos com Mahmud Abbas da Autoridade Palestina.
Muitos alegam que a contínua guerra na Faixa de Gaza é política, já que Netanyahu não quer perder o governo se os radicais da direita com os partidos Hasionut Hadatit e Otsma Yehudit retirarem seu apoio do governo. Netanyahu que enfrenta acusações na justiça quer deixar o tempo passar para não intensificar os tramites nas cortes. É lamentável.
SOLDADO ISRAELO-AMERICANO É LIBERTADO.
Foi através de contatos diretos entre o governo americano e a Hamas, que depois de quinhentos oitenta e quatro longos dias foi libertado Idan Alexander do cativeiro. Ele cresceu em New Jersey e aos 18 anos resolveu se alistar as FDI. Em 7/10 esteve com seus colegas no posto de Kissufim, que foi atacado. Nos tuneis da Hamas sofreu severas tonturas, falta de comida, de sol e era obrigado a tomar água do mar. Sua mãe Yael disse: "nossos corações se partiram quando Idan contou das dificuldades, do medo diário se vai sobreviver ou não a noite. Da fome e falta de água potável, condições sanitárias terríveis e os estrondos e tiros de guerra que ouviam o tempo todo. Cada momento podia ser o último. Parte do tempo estava algemado com saco de terra sobre sua cabeça. Passou graves torturas e apanhava dos terroristas. Perdeu 20 kg. do seu peso. Em troca os americanos abriram as passagens e permitem a entrada de caminhões com alimentos para serem distribuídos. Nos agradecimentos pela libertação do seu filho, Yael agradeceu ao Trump, Witkoff, Boheler e outros, mas não a Netanyahu, que não se esforçou para libertar os 59, agora 58 sequestrados. Trump ainda queria tirar vantagem e que Idan ia se encontrar com ele em Qatar. Ele não está em condições para viajar, quando puder irá a Casa Branca em Washington. Quando chegou a Israel, o enviado do Trump, Witkoff, tirou a corrente com Maguen David do seu filho falecido que portava e a entregou num lindo gesto ao Idan Alexander. Os ministros israelenses não o fariam.
YUVAL RAPHAEL CONQUISTA 2º LUGAR.
A cantora israelense que esteve na Festa da NOVA, quando terroristas da Hamas invadiram Israel e começaram a atirar em todos que viam pela frente e sobreviveu. Ela refugiou-se num abrigo que foi varrido por balas e granadas. Por sorte sua caiu debaixo de vários cadáveres de amigos. Yuval venceu o concurso israelense para representar Israel no Concurso de Música Eurovisão, com a canção "Novo Dia Nascerá" da Keren Peles, em que canta em inglês, francês e hebraico. Desde o início ela foi cotada entre as 5 primeiras. Depois da reta final 34 das 37 nações lhe pontuaram. Só a Polonia e a Armenia não lhe deram pontos, nem os juízes e nem o público. O publico croata não lhe deram pontos, mas os juízes lhe deram 6 pontos. Azerbaijão, país muçulmano lhe deu 12 pontos, tanto o público como os juízes. O publico de 13 países lhe deram a pontuação máxima de 12, até países de governos hostis como o da Espanha e Bélgica, lhe deram a nota máxima. Resultado final os povos da Europa e do "Resto do Mundo" gostaram da israelense que obteve a vice liderança.



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