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Parashat Korach

Números 16: 1 - 18:32


Imagem de Gerd Altmann por Pixabay


Korach, um levita, aparentado a Moshé e Aron, lideram uma rebelião junto com outros 250 líderes comunitários contra os irmãos, com acusação de que eles se sentem superiores aos demais israelitas, apesar do Eterno ter declarado que o povo era todo ele “Santo”.


Moshé reage respondendo que a intenção destes levitas é usurpar as funções sacerdotais, chamando atenção de que este grupo já tinha uma função de destaque e mesmo assim se rebelaram contra o sistema desenhado pela Divindade. O Grupo ainda acusava Moshé de tê-los tirado de uma terra de leite e mel e os levado para morrer no deserto, numa clara provocação contra a promessa divina de conduzi-los a uma terra que emanava leite e mel. Para resolver esta disputa, os Korach e seus seguidores são convocados a fazer um fogo sacerdotal, já que aparentemente, esta função era o que estava em jogo para o grupo de rebeldes.


Reunidos perante toda comunidade, Moshé conclama aos que não concordem com os rebeldes se afastem ao final da sua fala, o solo se abre e engole todo o grupo de Korach e seus seguidores. Após estes trágicos acontecimentos todo o povo foi submetido a uma cerimônia de expiação.


Não foi a primeira e não foi a última revolta que o Grande Líder enfrentou. Mas o episódio de Korach tem chamado atenção, pois parece uma punição aos que desafiam a ordem estabelecida. Mas se prestarmos atenção às palavras usadas pelos rebeldes, inclusive após a expiação, observaremos que os estratagemas usados são os tipicamente usados pelos demagogos de toda ordem, em todas as épocas: falando em nome do povo, se utilizando do nome de D’us, semeando a discórdia e o dissenso, porém tudo em benefício próprio. Talvez o erro primário de Korach tenha sido não entender que enquanto o “Povo É Santo”, cada indivíduo precisa se esforçar para ser Santo. Que no Conjunto as pessoas predominantemente são boas, mas as boas ações devem partir de cada indivíduo. Que cada uma de nossas funções também são sagradas e que mexermos com forças além de nossas habilidades resultam em grandes desequilíbrios não apenas na ordem natural, mas também social e comunitária.


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