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Parashá Chayê Sará

Gênesis 23: 1-2

1 – E foram as vidas de Sará 100 anos, e 20 anos, e 7 anos; foram os anos das vidas de Sará.

2 – E morreu Sará em Kiriát Arbá, que é Chevrôn, na terra de Canaã...


Assim começa a Parashá Chayê Sará, “as vidas de Sará”: com a morte de Sará. Isso pode nos induzir a pensar na imortalidade como algo que naturalmente pertence à ideia de vida. E de morte. Muitos sabemos que o substantivo chayím não tem singular, pois significa “vidas”. Podemos, portanto, pensar no legado de nossa primeira matriarca — nas memórias, na eternidade da alma.


Temos aqui outra lente que mira o primeiro versículo e traz uma interpretação famosa: Sará faleceu com a inocência de uma menina de 7 anos, a beleza de uma mulher de 20 anos e a sabedoria de uma mulher de 100 anos. Vale lembrar que o conceito de adolescência só surgiu no século XIX (1898) e firmou-se em meados do século XX (pós Segunda Guerra).


Avraham, de fato, chora a morte de Sará, vive a dor e o momento de perda, mas pouco depois injeta iniciativa, vida e vigor nos pergaminhos de Êts Chayím, a Árvore das Vidas — como chamamos a nossa Torá.


Ele pede a seu “braço direito” que vá até sua terra, Aram Naharayim, na Mesopotâmia, e lá encontre, da família de seu irmão Nachôr, a futura esposa de seu filho Yitschák.


O mensageiro, ciente da importância e do desafio da missão, mas com o encorajamento de Avraham e com o pacote de fé que parecia faltar, parte.

Sua jornada foi coroada de êxito: a primeira donzela que ele encontra, Rivká, manifesta bondade, afeição, compaixão e hospitalidade. E era neta de Nachôr! E aceita partir para a terra de Yitschák.


O mensageiro — em hebraico mal’ach, mesma palavra usada para “anjo” — volta com Rivká para Chevrôn.

Cena de cinema: estava Yitschák saindo para o campo enquanto Rivká chegava com o mal’ach. Rivká pergunta quem é. Ao saber que é seu futuro marido, ela cobre o rosto com um véu — assim faz a noiva até hoje em uma cerimônia judaica de casamento. O mensageiro então conta a Yitschák sobre sua viagem.


Gênesis 24:67

E a trouxe Yitschák à tenda de Sará, sua mãe, e tomou Rivká, e ela foi para ele esposa, e amou-a, e consolou-se Yitschák pela morte de sua mãe.


A nossa muito mais que centenária Torá é “tera-sábia”: Êts Chayím!

Já pensaram se Avraham tivesse estagnado em chorar a morte de Sará?

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