Parashá Bo
- Brasilena Gottschall
- 22 de jan.
- 3 min de leitura
(Êxodo 10:1-13:16)
A Parashá Bo (Êxodo 10:1-13:16) é a 15ª porção semanal da Torá. O nome Bo significa “Vá”, “Vai” ou “Entre”, referindo-se ao primeiro verso desta seção, em que D’us diz a Moisés: “Bo el Paró” (“Vá ao Faraó”). Trata-se de um chamado para que Moisés entre em ação e transmita as mensagens divinas. Esta Parashá aborda quatro temas centrais: as últimas três pragas; a libertação da escravidão; a instituição de Pessach; e a saída dos israelitas do Egito. A narrativa representa uma história de redenção, liberdade e obediência a D’us.
A referida Parashá inicia com D’us anunciando a Moisés a oitava praga a ser transmitida ao Faraó: nuvens de gafanhotos que causariam destruição agrícola em todo o Egito. Em seguida, ocorre a nona praga: a escuridão absoluta durante três dias, exceto nas terras onde os israelitas habitavam.
Como o Faraó não cedia aos apelos, Moisés recebeu de D’us a instrução para que o povo marcasse a noite da saída com o sacrifício de um cordeiro, comendo matzá (pão sem fermento) e ervas amargas. Assim, D’us instituiu a festa de Pessach para que as gerações seguintes pudessem comemorá-la, relembrando a data da libertação.
Diante da recusa do Faraó em permitir a partida de todos os israelitas com seus animais e pertences, D’us determinou a realização da décima e última praga: a morte dos primogênitos na terra do Egito, afetando desde o filho do Faraó até o da serva que estava atrás da moagem de grãos, assim como todo primogênito de animal. Este foi o golpe final para forçar o Faraó a libertar os israelitas, demonstrando o poder de D’us sobre a vida e a morte. Em contrapartida, D’us ordenou a Moisés e Aarão que instruíssem os israelitas a marcarem os umbrais das portas de suas casas com o sangue de um cordeiro, para que o anjo da morte passasse por cima (Pessach) e os livrasse do mal.
Logo após, mais de seiscentos mil israelitas, com seus animais e bens, deixaram o Egito às pressas, levando os ossos de Yosef (José), as riquezas dos egípcios, pães ázimos e ervas amargas. Eles também receberam a ordem de santificar seus primogênitos, em memória à preservação dos filhos israelitas. Enfim, a Parashá Bo enfatiza a importância da obediência a D’us e a transmissão da fé para o futuro.
LIÇÕES IMPORTANTES...
Liberdade e redenção: recorda-nos que a libertação vem de D’us, que demonstrou Seu poder e cuidado ao retirar os israelitas da servidão;
Obediência e fé: o exemplo de Moisés e do povo ao seguirem as instruções divinas demonstra confiança absoluta na Palavra dEle;
Santificação dos primogênitos: a prática de consagrá-los reforça a soberania de D’us sobre a vida; e
Memória e tradição: reconhece a importância de celebrar Pessach para transmitir a história e a fé às gerações futuras.
INSPIRAÇÕES...
Liberdade e justiça – A saída do Egito é um símbolo da luta contra a opressão. Hoje, essa história nos inspira a defender os direitos humanos e a justiça social.
Renovação e transformação – Por representar esta diáspora um símbolo de renovação e transformação. Podemos aplicar essa ideia à nossa vida pessoal, buscando mudanças positivas e crescimento, sempre que possível e necessário.
Identidade e tradição – Por ser Pessach uma festa que conecta as pessoas à sua herança cultural e espiritual, sendo uma oportunidade para refletir sobre a importância da tradição e das nossas raízes.
Solidariedade e empatia - A história da Pessach nos lembra da importância de nos colocar no lugar do outro e de lutar pela justiça e pela compaixão.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Esta parashá marcou-me profundamente, pois retrata o momento em que todos os israelitas se preparavam para sair do Egito rumo à Terra Prometida para solidificar suas identidades como filhos escolhidos de D’us. Imagino quanta expectativa, medo, alegria, fé e muita pressa... nosso povo vivenciou!
Mais de 3 mil anos se passaram, e a chama da liberdade ainda arde, com a certeza de que a Festa de Pessach nos inspire a buscar a libertação em cada esquina, a esperança em cada amanhecer, e o sabor da liberdade em cada matzá!
Muito Agradecida pela oportunidade de compartilhar essa história de fé e libertação!
Eterna gratidão a todos da Sociedade Israelita da Bahia!
Shabat Shalom Umevorach



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