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Parashá Vayechi

(Gn 47:28 - 50:26 e Haftará: I Reis 2:1 – 2:12)

 

Na Parashá Vayechi, encontramos Yaakov no leito de morte, reunindo seus filhos e transmitindo bênçãos que moldariam não apenas o destino de cada tribo, mas também a identidade coletiva de Israel. O que chama atenção é que essas bênçãos não são uniformes: algumas são palavras de encorajamento, outras de advertência, e outras ainda revelam potenciais ocultos. 

 

O ato de Yaakov não é apenas paternal, mas profundamente pedagógico. Ele ensina que a verdadeira unidade não nasce da homogeneidade, mas da capacidade de integrar diferenças. Cada filho carrega uma singularidade — Yehudá com sua liderança, Yissachar com sua dedicação ao estudo, Dan com sua astúcia — e é justamente a diversidade que compõe a força do povo. 

 

O Midrash Rabbah comenta que Yaakov desejava revelar o “fim dos tempos” a seus filhos, mas a revelação lhe foi ocultada. Em vez disso, ele ofereceu bênçãos específicas a cada um. O Rav Samson Raphael Hirsch interpreta esse episódio como um ensinamento: o futuro não é entregue pronto, mas construído a partir das qualidades únicas de cada tribo. Assim, a eternidade de Israel depende da valorização das diferenças e da responsabilidade coletiva em transformá-las em missão. 

 

Em tempos em que buscamos pertencimento, Vayechi nos lembra que a identidade judaica não é um molde único, mas uma tapeçaria de vozes distintas. A bênção de Yaakov é um convite para reconhecermos nossas próprias particularidades e, ao mesmo tempo, enxergarmos como elas se entrelaçam no coletivo. 

 

Assim como Yaakov, somos chamados a abençoar e reconhecer o outro não pelo que falta, mas pelo que acrescenta. Vayechi nos ensina que a eternidade de Israel não está na uniformidade, mas na harmonia das diferenças — uma lição que ecoa tanto no texto bíblico quanto na sabedoria dos nossos mestres. 

 

E assim finalizamos o livro de Bereshit. E costumamos dizer:

 

Chazac Chazac Venitchazec (Força, força e que sejamos fortalecidos)

 

Shabat Shalom Umevorach

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