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Parashat Mishpatim



B”H


 (Os juízos/ mandamentos racionais)

Êxodo - Shemot - 21:1–24:18)

(Como não espalhar mentiras, fofocas e fake News)

(Como não semear e espalhar a violência, a injustiça, a crueldade)

(Como estabelecer justiça e não seguir a maioria para fazer o Mal) 

(Como não ser perseguido pela perversidade)

(Como perseguir a Justiça e não a Vingança) 



Na parashá dessa semana, estamos lendo a décima oitava da Torá, sexta parashá do livro de Shemot, aonde o povo de Israel recebe do Eterno no Monte Sinai através de Moshe, uma série de leis, explicações de leis, interpretações, jurisprudências, derivações, entendimentos da Torá após aceitarem sem entenderem, o código e conjunto de leis da Torá, representado simbolicamente nos Dez Mandamentos. 


BeEzrat HaShem, com a ajuda dos Céus, tive a oportunidade de comentar essa parashá no passado e quando fui sentar para ver novamente o Texto e escrever o comentário da semana, me deparei mais uma vez com dois versículos que havia comentado no passado e eles são muito impactantes, por isso não tem como deixar de mencioná-los novamente por que estamos vivendo essa situação na pele da forma mais dolorida possível. 


Shemot 23:1 

“Lo tissá shemá shavê al tashet iadecha im rashá lehaiot ed HAMAS”

Não sustente/ carregue/ eleve, ao ouvir, a falsidade/boato. Não coloque tuas “mãos” junto com a do ímpio, para produzir um testemunho violento e enganador, o testemunho do HAMAS”


Shemot 23:2

Lo tihie acharei rabim leraot velo taané al riv linetot acharei rabim lahatot. 

Não se torne seguidor de grandes multidões para fazer males e não responda sobre uma discussão/contenda para perverter-la seguindo as multidões que a destorcem.

Quando leio esses dois versículos da Torá, parece que estou lendo uma notícia de hoje. Parte do mundo atualmente está sustentando, carregando, elevando muitas mentiras, falsidades e boatos em nome daquilo que se ouve, ou o que quer ser “ouvido” contra o povo judeu.


Os valores estão sendo pervertidos e o que importa não é a realidade, o que é real, mais o que se “ouve”, o que se quer “ouvir”, a ideologia, os pensamentos criados e formados, mesmos que eles sejam nefastos e propositalmente criados para prejudicar o povo judeu e formentar o antissemitismo. Muita gente está colocando suas mãos junto com as dos perversos, dos cruéis, dos ímpios e estão produzindo um testemunho altamente violento e enganador contra Israel. 


Várias pessoas estão se tornando seguidoras de grandes multidões para fazer crueldades e as conversas, discussões dos fóruns em internet, redes sociais, nas “manifestações” estão sendo propositalmente modificadas, distorcidas para atender a um objetivo, propósito perverso, contra os judeus. 


Todos nós questionamos ao Eterno o motivo de tanta maldade, crueldade, sofrimento que assola ao nosso povo, o povo judeu em todo mundo e principalmente em Israel. O Eterno nos responde nessa parashá, não com uma resposta que realmente nos explique o motivo das desgraças que nos assolam, mas com um princípio, lei e regra com caráter profético, uma das várias regras que estão nessa enorme sessão dos códigos da Torá: 


Shemot(Êxodo) 22:20-23: 

“Não magoem e nem oprimam o estrangeiro, o diferente, o estranho por que você foi estrangeiro, estranho, diferente no Egito,(na terra das opressões). Não aflijam a nenhuma viúva, órfão, o estrangeiro/estranho ou o indefeso/inocente. Se eles forem aflingidos e eles clamarem a Mim, Eu ouvirei o grito deles. A ira se ascenderá, crescerá ao seu redor e no Mundo e quem aflingiu seja aflinjido da mesma forma/maneira que aflingiu! Quem aflingiu, se tornará semelhante ao indefeso” 


A ideia desse texto da Torá criou aquele ditado que diz: 

“Quem com ferro, fere com ferro será ferido.”

Que tem relação com o princípio de Midá Kenegued Midá e relação com o versículo do livro de Mishlei(Provérbios):

Mishlei 27:17

“Como o ferro afia o ferro, assim o homem afia  o outro”

A conotação não é de vinganca, nem de crueldade, mas de perseguição, ou seja a perversidade sempre “persegue” o perverso. Na Torá, chamamos isso de a “Marca de Caim”.


 Quem deseja interromper a perseguição na sua vida deve parar de perseguir os indefesos, os perseguidos, quem deseja não ter injustiça deve parar de ser injusto com os demais. Devemos perseguir a Justiça e não a Vingança, para que a Justiça e não a Vingança nos persiga. Essa é uma regra espiritual e profética que estabelece no mundo o equilíbrio da balança da Justiça. Aparentemente, nós seres humanos não conseguimos muitas vezes enxergar a justiça, mas ela é presente numa perspectiva maior por Ordem do Eterno que determinou o equilíbrio da balança para que o Mundo possa subsistir. 


A perversidade, a maldade, a crueldade, de uma parte do Mundo em relação a Israel não ficará impune diante do Eterno, do olho, dos olhos que tudo vê. Nós, povo Judeu e Israel fazemos parte do estabelecimento dessa Justiça e não devemos ficar imóveis diante do Mal, da crueldade, da perversidade, assim como estamos fazendo e continuamos cada vez mais a fazer, a nos defender por que somos representantes do Eterno na Terra para estabelecer e perseguir apenas a Justiça, e não a Vingança, para tornamos um Mundo um lugar cada vez melhor e com mais Luz e para estabelecermos que o Nome do Eterno seja UM em todos os povos, espeitando assim a liberdade, a diversidade, a diferença, a estranheza, o estrangeiro que o Eterno e a Existência criaram. 


“Se você tiver sugestões ao texto, fique a vontade para enviá-las para mim! Ficarei feliz ao receber suas ideias e percepções!!” 

Saulo Brandão de Aguiar(Beniamim Ben Avraham) 

Amém! 


Referências: 

Chumash Torá - Rabbi Meir Matzliah Melamed ZT”L (Editora Sefer)

Chumash Torá - Rabbi Aryeh Kaplan (Editora Maayanot)

Comentários do Rabbi Jonathan Sacks ZT”L

em português(Site da Sinagoga Edmond Safra)

Tanach - Editora Sefer 

Veshinantam - Mishpatim - N280

Hatsot Hashavua - Parashat Mishpatim - Rabino Nilton Bonder https://youtu.be/d1CEXxp9yeU 

Ditados Populares - Família Assayag - https://youtu.be/PPrHA1Wy3-Q?si=sABZdle0ft9_32Xz


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