Parashat Pinchas
- Emerson Luiz (Davi benAvraham)
- 2 de jul.
- 2 min de leitura
(Números 25-10 – 30:1 e Haftará 1 Reis 18:46 – 19:21)
Na porção dessa Semana há um relato em que pinchas vê um dos líderes da tribo de Israel no meio do ato sexual com uma mulher midianita e sem convocar juízes (testemunhas) como era a norma, exigido pela lei, ele pega uma lança e mata o líder chamado Zimrí e a princesa midianitas Cosbí. Logo em seguida a Torá nos conta que D’us faz com pinchas uma aliança Pacto de paz (Brit Shalom). No entanto, uma pergunta que sempre surge nesse ponto do texto, pela maioria dos comentaristas, não é estranho D’us aparecer e oferecer uma aliança com uma pessoa depois de um ato de tamanha violência (Hamas), radical ao extremo que pode ser interpretado nos tempos modernos como fanatismo. Em especial se nós pensarmos que em geral justamente os que buscam a paz não são fanáticos, e que estas pessoas sempre querem que sua opinião e sua posição prevaleçam.
Podemos fazer um questionamento neste relato, por que oferecer uma aliança de paz para um homem que fez algo extremo com que pinchas fez neste episódio, parece até que D’us está falando com uma pessoa errada. Ao comentar a história de pinchas, o Talmud Yerushalmi Sanhedrin 9:7 faz a seguinte afirmação marcante:
Pinchas agiu contra a vontade dos sábios. Rabino Yehuda... disse: Eles desejavam excomungá-lo. Se não fosse pelo espírito divino que surgiu sobre ele e disse: E ele terá isso, e seus descendentes depois dele, a aliança do sacerdócio Eterno.
Mais justamente esse é o ponto que temos que aprender e tirar como lição as vezes para nós mudarmos a realidade em especial quando é negativa, é preciso agir com ardor, compaixão, ser enérgico e rigor para transformar o mundo.
D’us escolhe essas pessoas para cumprir suas missões, por outro lado, ele fala não usem toda essa paixão em demasia, não seja fanático pela guerra, seja pela paz. Quando D’us aparece e faz uma aliança de Paz esse acordo é para proteger o próprio pinchas do inimigo interno o ego (Yetzer Hará), que existe em cada fanático, extremista moderno, dentro de cada pessoa que age de maneira repentina.
Enfim por sua coragem, e por mérito de ter desviado a ira de D’us do povo, D’us concebeu a Pinchas e seus descendentes o sacerdócio Eterno.
Referências:
Chumash
Nos Caminhos da eternidade

Comentários