Rosh Hashaná I – Quando o silêncio também nos aproxima de D's
Leitura da Torá: Bereshit (Gênesis) 21:1–34
Haftará: I Shemuel (I Samuel) 1:1–2:10
Maftir: Bamidbar (Números) 29:1–6
Neste ano, o primeiro dia de Rosh Hashaná coincide com o Shabat, criando um encontro raro entre duas das maiores santidades do calendário judaico. Essa coincidência modifica um dos costumes mais conhecidos da festividade: o shofar não é tocado no primeiro dia. A tradição explica que os sábios instituíram essa norma para preservar plenamente a santidade do Shabat, evitando qualquer possibilidade de transgressão. Longe de diminuir a importância de Rosh Hashaná, essa decisão nos ensina que, às vezes, servir a D's também significa reconhecer o momento de silenciar.
A leitura da Torá narra o nascimento de Yitschak, o filho da promessa. Durante muitos anos, Avraham e Sarah viveram sustentados apenas pela confiança na palavra de D's. A realização da promessa aconteceu no tempo determinado pelo Criador. A história nos recorda que a fé amadurece na espera e que o silêncio dos longos anos não significava ausência de D's, mas preparação para um propósito maior.
A Haftará apresenta a oração de Chana. Seus lábios se movem, mas sua voz quase não é ouvida. Ainda assim, D's acolhe sua oração. Sarah e Chana ensinam que a esperança perseverante é recompensada e que a confiança em D's nunca é em vão.
Vivemos em uma época de muito ruído. O encontro entre Shabat e Rosh Hashaná nos convida a redescobrir o valor do silêncio, da escuta e da confiança. Amanhã ouviremos o shofar; hoje, o próprio silêncio do Shabat prepara nosso coração para esse despertar espiritual.
Shabat Shalom Umevorach!
Chag Sameach!
Shaná Tová Umetuká!
Referências
Torá • Rashi • Ramban • Sforno • Mishná Rosh Hashaná • Talmud Bavli • Pirkei Avot


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