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Parashat Vaerá - E Apareci



Imagem de Arek Socha por Pixabay


Porção 14ª da Torá; 2ª do Sefer Shemot 6:2 e 9:35.

Haftará – Ezequiel 28:25 – 29:21.


O Eterno relembra do pacto com os patriarcas e se compadece do sofrimento dos israelitas. Apesar de o Eterno ter enviado Moshê para comunicar que Ele tirará os Israelitas do Egito, sendo seu D’s. Mas eles não escutam. O Eterno ordena a Moshê que vá até o Faraó solicitar a liberdade de Seu povo. O Eterno reforça a ordem a Moshê. Então Moshê vai com Aaron e este fala sem ser atendido pelo Faraó. O Eterno mostra o Seu poder e transforma o bastão de Aaron em serpente e vice-versa. Os magos do Faraó fazem uma magia semelhante e então o Eterno faz a serpente devorar a ilusão dos magos, mostrando o poder infinitamente superior ao dos magos.


O Eterno inicia uma série de pragas sobre os egípcios. A primeira: as águas se transformaram em sangue. A segunda foram as rãs, depois a praga dos piolhos. E o coração do Faraó endurecido… Nenhuma das pragas atingem os israelitas. E seguiam as pragas: animais selvagens, peste, granizo...


Moshê sempre tentava convencer os Egípcios a cederem, porém o Faraó voltava atrás, causando mais sofrimento ao seu povo.


Nosso querido Moshê ben Maimon – Maimônides - ensina o nosso pleno poder de escolha. Todavia, há um preço que são as consequências de nossas ações e omissões – prêmio e castigo.


Falamos no início sobre a resistência de Faraó para libertar os israelitas, entretanto há a seguinte declaração do Eterno:


“Eu endurecerei o coração do Faraó… E não vos escutarás o Faraó e porei a minha mão sobre o Egito...”


Eis os questionamentos…


O Faraó teve escolha?


Onde está o livre arbítrio quando o próprio Eterno endurece o coração do Faraó?

Pelo relato, se ele, aparentemente, não podia escolher, como ele poderia ser responsabilizado pelos seus atos?


A narrativa apresentada mostra claramente a intenção do Eterno. Decisões humanas nem sempre são precisas, pois erramos todos os dias. O Eterno sabe a medida certa de cada ato humano e sabe o que está na índole de cada um. O Faraó se considerava um deus maior… Imagine a pressão psicológica de que ele próprio não conseguia controlar nada. Na verdade, ele surtou diante de tanta praga e ele nem tinha tanta condição e equilíbrio para decidir coisa alguma. Tudo era emocionalmente arrogante diante de um poder que ele acreditava ter. E isso estava desmoronando. Os sábios afirmam que nesse período cessou-se o livre arbítrio, para que se evidenciasse o poder infinito do Eterno – em Shemot 7:5 - “… E saberá o Egito que Eu sou o Eterno, ao estender a minha mão sobre o Egito, e tirarei os filhos de Israel dentre eles...”


Independente dessa situação pontual, sabemos que ainda somos perseguidos de alguma maneira, a diferença é que temos o Eterno de forma mais consciente e plena, consolidada em nossos corações. Depois da tragédia da Shoá, houve alguma consciência a nosso favor. Entretanto, ainda há povos e/ou pessoas que tentam negar a existência desta atrocidade, ou usá-la contra nós, ou banalizá-la. Sem embargo, devemos ficar sempre alertas e combatermos veementemente qualquer relativização sobre o tema.


Estamos também em um aprendizado contínuo e incessante sobre o livre arbítrio dentro do próprio livre arbítrio. Os erros e acertos consolidam este aprendizado desde que saibamos crescer neste exercício. Espero que saibamos fazer as escolhas certas para o bem pessoal, do nosso povo e também dos outros povos.


Darkei Shalom


Shabat Shalom Umevorach


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