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Parashá Bereshit

O que é um ciclo?

Segundo o Oxford Languages, é:


  1. “Espaço de tempo durante o qual ocorre e se completa, com regularidade, um fenômeno ou um fato, ou uma sequência de fenômenos ou fatos.”


  2. “Série de fenômenos, fatos ou ações de caráter periódico que partem de um ponto inicial e terminam com a recorrência deste.”


Rosh Hashaná, o novo ano judaico, é o aniversário da criação do mundo. É quando começamos o ciclo mais famoso de nosso calendário.


Três semanas depois de Rosh Hashaná temos Simchat Torá. A noite de Simchat Torá é a única noite em todo o ano em que há leitura da Torá. Além do período da leitura ser diferente, o próprio conteúdo da leitura também o é. Lemos o final da última parashá, Vezot Habrachá, e o início da primeira, Bereshit. Isso se repete na manhã seguinte. Ou seja, terminamos o ciclo da leitura da Torá e já o reiniciamos numa mesma cerimônia.


Num mesmo gole, somos convidados a sorver a morte de Moshê, o luto do povo por 30 dias, Josué assumindo o comando — em Vezot Habrachá — e a criação do mundo, em Bereshit. E mais: Simchat Torá é a única data em que, em todas as sinagogas, nós dançamos. Dançamos apesar do luto por Moshê, apesar das incertezas às vésperas de entrar na Terra Prometida, com a luz e a poesia da criação e o esplendor do primeiro Shabat, apesar das decepções do pecado original.


Parece-me que Moshê já entrou, a convite da própria Torá, e passeou por Bereshit, vacinado contra decepções e fascinado com as luzes, com a sabedoria do primeiro capítulo referir-se apenas aos seis dias da criação, e termos uma separação — uma havdalá ao contrário — com o segundo capítulo tendo como comissão de frente o Shabat inaugural. O Shabat, assim, ainda mais marcante e revelador.


Depois de invejar gente que viveu muito mais do que ele, bem mais adiante na parashá, Moshê se depara com o seguinte trecho:


Bereshit 6:3יהוה (D’us) disse: “Meu fôlego não permanecerá na humanidade para sempre, pois também ela é carne; que os dias permitidos sejam cento e vinte anos.”


E lê o seguinte comentário:


Embora o significado exato de D’us seja obscuro, as consequências são claras: a expectativa de vida humana deve ser reduzida. O propósito, sugere Tikva Frymer-Kensky, é “manter o humano e o divino separados” (Women in Scripture, 2000, p. 177).


120 anos. Foi exatamente o que ele viveu.

E quem disse que a alma dele não entrou na Terra Prometida?

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