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Parashá Hashavua Reê 

(ver, verificar)

 47- Porção semanal- Devarim (Deuteronômio de 11:26 até 16:17) Haftará de Reê (Isaías 54:11 até 55:5)

                                         

Essa porção semanal inicia com  Moshê dizendo aos filhos de Israel em nome do Eterno: “eu coloco-vos hoje diante de dois caminhos distintos: um que conduz à bênção, à felicidade e o segundo, que pode levar à maldição e desgraça.


No entanto a Torá não exige de nós obediência cega ou submissão incondicional, o que ela nos alerta é à atenção e ao estudo, para que nós possamos verificar que a benção consiste no cumprimento dos mandamentos, e que a maldição baseia-se no desrespeito aos ensinamentos éticos e morais. O Midrash interpreta essa norma dizendo: “não é para o vosso mal que eu vos dei as bênçãos e as maldições, mas sim com o único intuito de vos ensinar o caminho a seguir, para que possais receber  a devida recompensa, que é a enorme satisfação de poder praticar o bem”.


A Torá não nos obriga a fazer isso automaticamente, sem prévio aprofundamento, pesquisa  e estudo, o que ela deseja é que seja praticada, “a escolha está nas vossas mãos, no livre arbítrio”, como afirmam diversas fontes rabínicas “o homem é levado para aquele caminho que ele próprio pretende seguir”.


O judaísmo tem como base verificar, esmiuçar, no fato de poder enxergar, entender, na clareza dos preceitos da Torá. Não a espaço na Torá para  segredos, mistérios, em coisas abstratas, concebíveis só por uma limitada elite de clero,  Hashem próprio se  revelou no monte Sinai, onde o povo de Israel ouviu os dez mandamentos, a Torá não está nos céus, não está destinada aos anjos é um  livro aberto e claro para toda humanidade. Essa é a base do judaísmo.


Não é à toa que a parashá diz para nós não seguirmos aos outros deuses, esse modo de crença têm práticas equivocadas, não tem nada ver com o dia a dia judaico. Ele está mais interessado estreitar as relações entre homem e D’us do que entre o homem e o seu semelhante, esta crença só pretende “salvar” a própria pessoa e não se importa com a miséria social de seus adeptos; e é por isso que fanáticos e seguidores dessas religiões torturaram e queimaram vivos em “auto de fé” de milhares e milhares de inocentes, servindo de modelo às câmaras de gás da besta feroz, de amaldiçoada memória.


A ideia fundamental da porção é que o homem é livre para escolher o seu estilo de vida, e da responsabilidade moral do seus atos, reverberada e ecoada no escrito do Rei Salomão  “tendo tudo sido devidamente estudado, eis a conclusão final: teme a D`us e guarda Seus mandamentos, pois nisto consiste o dever todo do homem”.

 

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