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Quando a Fé Encontra a Gente no Caminho

Atualizado: 19 de fev.

Uma jornada de redescoberta, pertencimento e coragem que prova que algumas raízes jamais deixam de nos chamar.


Filha de pais judeus, mãe convertida, não tive a oportunidade de participar da cultura judaica quando jovem. Meus pais, apesar de seguir inúmeras mitzvot, não trouxeram para a família esse repertório de costumes, com seus símbolos, nomes e significados.


Assim, até agosto de 2024, eu só havia estado em sinagogas duas vezes. Ir para Israel nunca havia sido uma prioridade pra mim. Naquela sexta de agosto, aos 47 anos, participei do meu primeiro shabat e, apesar de me sentir perdida, eu também me senti extremamente feliz e em casa. Não escolhemos a nossa fé, ela é que nos escolhe! Desde então, passei a frequentar a SIB, a ler sobre o judaísmo e a sonhar em conhecer Israel.


Em janeiro de 2026, agarrei-me à oportunidade de viajar pelo Taglit, uma organização sem fins lucrativos que leva judeus de todas as partes do mundo para fazerem trabalhos voluntários em Israel. O meu sonho recente, que eu nem sabia que existia, estava se tornando realidade.


Vivi cada segundo como se fosse eterno. Cada dia tinha 56 horas. Entre trabalhos voluntários na agricultura e distribuição de mantimentos (roupas e alimentos) para soldados e judeus necessitados, histórias de sobreviventes do 7 de outubro e lugares sagrados, fui entendendo que resiliência não é apenas uma palavra bonita. São pessoas que, depois do medo extremo, decidem seguir. É vida que insiste em florescer, mesmo nos lugares mais feridos. E Israel é expert nisso!


Ao caminhar por Jerusalém, entre muros de pedras milenares, aromas, orações, lugares sagrados, lojinhas e vida cotidiana, tive a sensação de estar no labirinto mais lindo, mais diverso, mais seguro e mais respeitoso do mundo.


Estar entre os muros da cidade velha é lembrar que, embora os caminhos sejam diferentes, a busca é a mesma. Entre mercados e templos, todos nós viemos para a mesma coisa, para nos encontrar, para crer, para curar, para buscar paz, sentido e conexão.


Para além de toda a beleza histórica e arquitetônica, talvez seja isso o que mais me marcou - apesar de t-u-d-o, a normalidade da vida cotidiana. Um pouco como a minha e a sua, mas lá andei sem medo de ser assaltada. Uma vida que segue apesar de tudo.

Estar lá me fez perceber que o mundo real é sempre mais complexo, mais bonito e mais humano do que as manchetes de jornal. Estar em Israel foi um lembrete poderoso de que, mesmo em meio à dor, a humanidade continua em busca de luz,  paz e esperança.


Não há nada como a terra de Israel e nunca estamos atrasados para viver aquilo que é nosso!


Victoria Fainstein ao lado do ator Michael Aloni, do consagrado seriado israelense "Shtisel"


Por Victoria Fainstein – viajou em janeiro deste ano a Israel para participar como voluntária no Taglit

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Fundada no dia 17 de abril de 1947, a Sociedade Israelita da Bahia – ou simplesmente SIB - é uma associação civil brasileira, beneficente e filantrópica que procura promover culto, ciência, cultura, educação, esportes, recreação e beneficência, sob a égide da religião judaica.
A SIB também está pronta para representar e proteger os membros da comunidade judaica local como tais quando necessário.

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