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Uma visita emocionada ao Memorial da Nova Festa

Compartilho com vocês  um momento de grande emoção onde  3 amigas  educadoras e 2 delas-  eu e Aidê Firer - fomos as pioneiras em Educação Judaica Complementar no Brasil e criamos as Escolas de Salvador e Campinas que realizaram seus sonhos ao longo de quase 4 décadas,  em que fortaleceram a identidade judaica,  valores e tradições.  Ledor Vador... De geração em geração. 


E hoje, depois de 26 anos, quando estivemos juntas em Israel no Congresso e Seminário de Educação Judaica, estamos aqui novamente. Em um Kibutz , o Bror Hayil, que faz parte da nossa história desde o Ichud Habonim.



Tomamos coragem e fomos ao Memorial da Nova Festa. Onde nossos corações ficaram partidos e a emoção foi imensurável.


Estar no local da Nova Festa é confrontar um vazio ensurdecedor porque onde deveria haver o eco de batidas e dança, resta apenas o peso de uma tragédia que interrompeu sonhos de forma absurda e violenta.


​É a dualidade do sentimento, um ​contraste cruel.


A beleza do campo aberto choca-se com a memória do pânico, criando uma sensação de desorientação emocional.


É um ​luto coletivo.


Ao observar os memoriais individuais, sentimos que cada foto não é apenas uma perda privada, mas uma ferida aberta na alma de uma nação. Nos corações de cada um de nós judeus.


​Existe uma determinação palpável de "não esquecer", transformando o solo em um local de respeito e memória.


​É uma experiência muito dura, de aperto no coração e choque, onde o tempo parece ter se congelado naquela manhã de 7 de outubro, no dia da Festa de Simchá Torá.

Lá estavam vidas que queriam apenas celebrar a liberdade, com a alegria que deveria ter ocorrido ali.


O feriado de Simchá Torá permanecerá como uma das cicatrizes mais profundas da história de Israel. O que deveria ser uma celebração de "paz e amor" transformou-se em um cenário de horror quando terroristas do Hamas cercaram o local e cometeram uma barbárie, assassinando e raptando cruelmente as pessoas.


​O local do evento em Re'im tornou-se um memorial espontâneo repleto de fotos, flores e árvores plantadas pelas famílias e pelo KKL, servindo como um espaço de luto e de luta contra o esquecimento. 


É um memorial vivo e emocionante, com os ​postes de memória, onde cada vítima é homenageada com um suporte metálico contendo sua foto e, muitas vezes, objetos pessoais, bandeiras ou flores deixadas por amigos e familiares.


Um ​bosque de árvores foi criado pelo Fundo Nacional Judeu (KKL-JNF) com centenas de mudas de árvores no local, com as kalaniot, também conhecidas como anemone coronária.  É mais do que uma flor, é um símbolo de resiliência, esperança e memória para o povo judeu e especialmente para os cidadãos israelenses e simboliza a vida que continua e a renovação diante da tragédia.


​Existem também murais e intervenções artísticas que pediam o retorno dos reféns.


​Bancos e áreas de sombra foram instalados para que as famílias e os amigos possam se sentar em silêncio.


​É um lugar onde o silêncio é pesado, mas o desejo de "dançar novamente" é o que guia os sobreviventes.



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Fundada no dia 17 de abril de 1947, a Sociedade Israelita da Bahia – ou simplesmente SIB - é uma associação civil brasileira, beneficente e filantrópica que procura promover culto, ciência, cultura, educação, esportes, recreação e beneficência, sob a égide da religião judaica.
A SIB também está pronta para representar e proteger os membros da comunidade judaica local como tais quando necessário.

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