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A Saga de um Povo



Estamos vivendo os dias de Pessach, uma das três festas que coletivamente chamamos de Shalosh Regalim (שלוש רגלים), Pessach, Shavuot e Sucot. O termo se traduz literalmente como “Três Festivais de Jornada”, o que foi interpretado como uma indicação de que são três festas (festivais) durante as quais o povo judeu deve peregrinar para o Templo em Jerusalém.


Na Festa de Pessach, comemoramos a libertação física do Povo Judeu dos 400 anos de escravidão no Egito, iniciada no século XIII antes da era comum (AEC).


A conquista da liberdade física foi fundamental e básica para permitir a autodeterminação, do povo Judeu. Somente um povo livre pode ter sua autodeterminação preservada e consideramos como o marco inicial a conquista da liberdade física, completada pelo recebimento da Torah que prescreve e norteia nosso modo de vida e permitiu a elevação do ser humano acima da natureza puramente física para um nível de um ser moral e espiritual comemorado na Festa de Shavuot.


Entre Pessach e Shavuot vivemos o período da purificação, Sfirat Hamoer, são 49 dias entre Pessach e Shavuot em que contamos cada dia pela data tão esperada e desejada do recebimento da Torah. Embora a conquista da liberdade física tenha ocorrido há mais de 3000 anos, ela é comemorada todos os anos na Festa de Pessach em família, junto a comunidade pois ela continua mais atual que nunca.


O povo Judeu ao longo da história sempre foi desafiado na sua Fé, nos seus valores humanísticos e na sua forma de encarar a vida, os motivos são os mais variados possíveis, mas o objetivo final sempre foi o mesmo, subjugar o povo judeu, assimilá-lo ou eliminá-lo.


O início desta história começa com Abraham que por “inspiração” divina migra (1738 antes da era comum AEC) de sua terra natal a cidade de UR situada entre o rio Tigre e o Eufrates, hoje o Iraque e vai se estabelecer em Canaã, hoje Israel, com toda sua descendência, ele seu filho Izaac e seu neto Jacob, Patriarcas do Povo Judeu, e todos seus descendentes se fixaram na terra de Israel de onde nunca mais abandonaram completamente este território.


Portanto a conexão do povo Judeu com a Terra de Israel é muito anterior ao surgimento do Cristianismo e do Islamismo.


Ainda na época dos Patriarcas o Império Egípcio escravizou o Povo Judeu durante 400 anos quando Moises nos libertou, história contata e comemorada todos os anos na Festa de Pessach.


Posteriormente o Povo de Israel formado pelas 12 tribos, os filhos de Jacob, fundaram dois Reinos o de Judá e de Israel.


Pela posição estratégica do território de Israel o Império Assírio, em 722, AEC, conquistam e destroem o Reino de Israel e os Babilônios, em 586 AEC, conquistam o Reino de Judá destruindo o primeiro templo de Jerusalém em 586 AEC, o Templo de Salomão o que provoca o exílio de mais de 40.000 Judeus, parte destes retornam a Terra de Israel quando Ciro o Grande conquista a Babilônia.


Neste período há a construção do Segundo Templo que foi destruído pelos Romanos no ano 70 da Era Comum (EC) pelo General Tito, para sufocar uma revolta na então Judeia quando Jerusalém foi incendiada e o Templo destruído, sobrando apenas o Muro conhecido hoje como o Muro das Lamentações.


Ainda ocorreram muita perseguições ao Povo Judeu pelo império Turco otomano, durante as Cruzadas, na Inquisição, pelo Império Russo e seus Pogroms e mais recentemente durante a Shoah, perpetrada pela barbárie Nazista a pouco mais de 75 anos.


Novamente estamos vivenciando tempos difíceis que precisamos lutar pela nossa liberdade, novamente estamos lutando pela nossa autodeterminação, pelo direito da existência do Estado de Israel e do povo Judeu.


Este é o motivo do porque devemos conhecer o nosso passado e considerar que fazemos parte desta história e que temos o direito de existir como Povo e como nação em Israel um verdadeiro oásis de liberdade, desenvolvimento e democracia, cumprindo o nosso papel de Tikum Olam (melhoria do mundo), respeitando as diferenças e convivendo de forma harmoniosa contribuindo na construção de um mundo melhor e mais justo para todos.


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