Notícias de Israel
- David S. Moran
- 16 de jul.
- 9 min de leitura
GOVERNO LIBERAL-NACIONALISTA SE RENDE AOS HAREDIM - Os políticos há muito esqueceram o que é uma ideologia e ou linha de conduta e agem de acordo com benefícios próprios. Infelizmente, no sistema democrático israelense os políticos não são eleitos pessoalmente. O eleitor vota no partido e os votos no Parlamento (Knesset) geralmente são de acordo com a vontade partidária.
Neste fim de semana (17) acabaram as sessões e só vão ser reiniciados com o novo Knesset, depois das eleições de 27.10.26. Para garantir o apoio dos partidos da sua coalizão- se é que vai vencer a eleição, Netanyahu está pronto para lhes dar tudo, mesmo as propostas que são contrárias a seus pontos de vista.
Na correria de aprovar leis absurdas, que não conseguiram passar nos últimos 4 anos, o Knesset está em sessões dia e noite. Mesmo estando em guerra há quase 3 anos e a falta de soldados é tão crítica, que o Chefe do Estado Maior, Tenente General Eyal Zamir fez publicar sua carta ao Primeiro Ministro e o Ministro da Defesa (13) na qual suplica e expressa sua oposição ao projeto de lei que congela a prisão de haredim e só haredim que não servem nas Forças de Defesa de Israel (FDI- Tsahal). Na carta ele menciona a falta de soldados, que não permite Tsahal cumprir todas as suas missões e que esta lei será incentivo para o não alistamento de ultraortodoxos as FDI.
A oposição fritou na votação "vergonha, vergonha" que nada adiantou, 58 votaram a favor e 54 contra. Três deputados do Likud e um do Hatsionut Hadatit votaram contra e 5 se abstiveram. As leis que também foram aprovadas foram: "A lei das Comunicações" que beneficia com dinheiro governamental 2 emissoras de amigos do Netanyahu e prejudica órgãos de comunicação contrários ao governo. A lei que estende os serviços militares de 30 meses para 32 meses. O exército pediu 36 meses e a lei da Kashrut, que beneficia 'inspetores de Shas da Kashrut. O projeto de separação das mulheres estudantes dos homens estudantes para os níveis de mestrado e doutorado nas universidades também passou, apesar da oposição do parecer de profissionais e do judiciário, inclusive de todas as universidades. Isto significa que mulheres (haredim) que quiserem estudar sem ter estudantes homens no recinto, poderão pedir e as universidades terão que se adaptar. Este é o preço-caro- da extorsão dos partidos ultraortodoxos no governo Netanyahu, que é do Likud, dito partido Liberal Nacionalista. Depois de aprovada a lei, acadêmicos e também mulheres ultra ortodoxas foram a
O apetite dos ultraortodoxos não tem limites. Na cidade de Bnei Braq, com maioria haredim, a prefeitura colocou esta semana cartazes, nos quais declara que a calçada no lado direito é só para homens e a da esquerda só para mulheres.
O premier Netanyahu esteve no Knesset o tempo todo, mas sai do recinto alguns minutos antes das votações para não votar. Ele manda os outros fazer a tarefa e não quer que a história registre que ele votou a favor dessas leis absurdas, só para resguardar sua coalizão.
ELEIÇÕES A VISTA - A partir da próxima semana todos tratarão das próximas eleições. Elas foram convocadas para o próximo dia 27 de outubro e é a primeira vez desde 1988 que o Knesset cumpriu a cadencia de 4 anos. Há censos de opinião pública, mas a toda hora pipoqueia novo partido, pois a última data para apresentar os partidos é no dia 7 de setembro. Pelos censos atuais a coalizão governamental não teria maioria e os partidos da oposição venceriam, mas não teriam maioria de 61 deputados (dos 120 no Knesset). Dois partidos árabes têm conjuntamente 10 a 11 deputados.
O Likud que sempre se gabou de que escolhe seus representantes democraticamente, agora, parece que Netanyahu não está satisfeito com a bancada e quer escolher pessoalmente 8 candidatos entre os 31 primeiros para garantir lealdade. Dos atuais deputados, fora os que se demitiram por não apoiarem as leis, Netanyahu demitirá outros que acha que lhe serviram negativamente. Pelo visto ele tem censos que mostram que da atual bancada há deputados que afugentam eleitores do Likud para outros partidos.
NO GOLFO PÉRSICO NADA MUDOU - Os Ocidentais são ingênuos quando se trata do mundo árabe e do Islã. O Irã é de maioria persa, cuja religião é o radicalismo muçulmano, o xiismo. Trump pensou que está tratando de gente sensata com lógica, quando iniciou o dialogo com a liderança iraniana, intermediado por outros países muçulmanos radicais: o Qatar e o Paquistão. Tenho certeza que o Trump não age sozinho, ele tem múltiplos assessores. Só que eles deviam saber que há falas bonitas e ações feias e que no bagunçado Irã, há pelo menos duas correntes que governam. O líder supremo Mojtaba Khamenei, filho do líder Ali, depois que este morreu no ataque fulminante no inicio da guerra, ele mesmo foi ferido e logo nomeado pela Guarda Revolucionária. Porém, desde 28 de fevereiro não foi visto e há os que creem que ele também morreu, mas serve para as Guardas revolucionárias se manterem e ter voz. O atual presidente e sua cúpula podem ser menos violentos e cruéis, mas pelo visto quem dá o tom são as Guardas Revolucionárias.
Isto é notado em relação a sua atuação no Golfo de Hormuz e nos ataques a navios que passam nesta área sem a permissão do Irã, que quer que lhe paguem taxa de passagem. Aliás, antes da guerra todos passavam no Estreito de Hormuz sem pagar, como rege a lei internacional. O Estreito de Hormuz tem a largura de 97km e só no ponto com Omã se estreita para 39 km.
O Irã queria tomar vantagem e fazer os navios lhe pagar taxa de passagem, os EUA não concordam e aí o Irã iniciou fazer pressão atacando 3 navios que iam na rota do Omã. Os EUA revidaram e já hão alguns dias bombardeia postos militares, petrolíferos e outros no lado iraniano. Na quarta-feira (15) atacou alguns alvos em Teerã e o presidente Trump até ameaçou que os EUA iam cobrar tarifa aos que passam em Hormuz e rapidamente voltou atrás quando lhe foi dito que ele mesmo é contra esta taxa.
Os iranianos, como se esperaria de uma nação com lógica, se renderia e voltaria para as negociações, mas não, o Irã contra ataca alvos americanos no Bahrein, Emirados, Jordânia e até no país "aliado" Qatar, onde os EUA tem a maior base no Oriente Médio. Por enquanto o Irã não se mete com Israel, graças a Deus, mas por uma boa razão. Sabe que Netanyahu quer lhe atacar e exterminar por vez suas dependências nucleares, que por limitações do Trump não o fez.
A Arabia Saudita que teme o Irã atacar seus poços petrolíferos, auxiliados pela sua proxie, os Houthis do Iêmen, atacou os aeroportos de Sanaa e Al Hudeida impedindo aviões iranianos de aterrizar trazendo dinheiro, armas e misseis. Um analista saudita disse:" o mundo Ocidental, o mundo árabe e mesmo os países do Golfo ainda não decidiram definitivamente de exterminar uma vez por todas o perigo iraniano". Trump não tem outra alternativa, senão vencer nesta batalha e tem que fazê-lo rapidamente,
O EX PRESIDENTE IRANIANO, AHMADINEJAD AGENTE DO MOSSAD!? - Este relato certamente poderia servir de script par novo e espetacular filme de espionagem. O diário New York Times publicou recentemente a saga de como a agencia de espionagem de Israel, o Mossad tentou recrutar o ex presidente iraniano, Mahmud
Ahmadinejad era cruel e feroz inimigo de Israel e disse que queria que o Estado Judeu evaporasse. Mas, nos últimos anos o Serviço de Inteligência israelense e de outros países ocidentais notaram mudança no seu comportamento, depois que deixou a presidência em 2013, na qual negou o Holocausto e puxou o Irã a ter arma nuclear.
Em 2024, Ahmadinejad foi convidado a um Congresso da Mudança do Clima na Universidade de Ludovika, na Hungria. Lá ele teria se encontrado com o Chefe do Mossad, Dedi Barneia e alguns assessores. Na realidade confessa o presidente da Universidade Ludovika o congresso foi na realidade para encobrir este encontro sigiloso.
O interesse do Ahmadinejad segundo um dos seus assessore, não foi financeiro, mas sim voltar a presidência depois de ser desqualificado 3 vezes pelas Guardas Revolucionárias. Ele até comentou com os assessores de que se voltasse a presidência reconheceria o Estado de Israel e se juntaria aos Acordos de Abrão. Enquanto preparava derrubar o governo iraniano e colocar o Ahmadinejad, Israel armou e trinou milicias curdas do norte do Iraque para entrarem no Irã. No inicio dos combates, em fevereiro, Israel decidiu retirar o Ahmadinejad do Irã, mesmo, se decepcionou do plano que estava sob a vigilância das Guardas Revolucionárias. A Força Aérea israelense bombardeou sua casa, onde estavam seus vigilantes e um veiculo blindado. Em seguida veio um carro preto, Peugeot, com agentes do Mossad para retira-lo do local e transferi-lo para uma casa segura. Só que algo se deu mal. Ahmadinejad teve pé frio pelo seu resgate, decepcionado do plano, decidiu deixar seu refúgio. Quatro altos funcionários iranianos alegam que a inteligência das Guardar Revolucionárias desvendou seus contatos com os israelenses e ele foi posto em prisão domiciliar. Ele só foi visto na sessão fúnebre do Ali Khamenei e está sob forte proteção.
Ahmadinejad é formado em Engenharia Aeronáutica, foi prefeito de Teerã de maio 2003 até junho de 2005, depois foi eleito presidente da República Islâmica do Irã. Era radical islâmico e reeleito em 2009, mas em litigio com as Guardas Revolucionárias, não lhe permitiram assumir. Uma das alegações do aborto do plano do Mossad é que a Inteligência turca descobriu o plano e Erdogan ameaçou o Trump, de que algo acontecesse no Irã, ele enviaria seu exército para lutar ao lado das Guardas Revolucionárias e o Trump cedeu. "We will see".
FALECEU LINDSEY GRAHAM, GRANDE AMIGO DE ISRAEL - O senador da Carolina do Sul, sempre foi grande protetor do Estado de Israel no Congresso. No inicio na Casa dos Deputado (1995-2003) e durante 23 anos no Senado (2003-2026), onde se tronou líder do Partido Republicano. Ele era paladino da liberdade, combatendo os elementos que espalham crueldade e violência. Por isso era contra o Irã e o Putin da Rússia. Via em Israel a melhor amiga dos EUA, uma ilha democrática cercada de muitos problemas." A cooperação do Mossad, Shabak e Tsahal com os nossos Serviços de Inteligência e Forças Armadas nos transformam em mais seguros". O ex Diretor da CIA e ex Secretário de Estado. Mike Pompeo disse:" ele fará grande falta aos amantes da liberdade ao redor do mundo".
NECESSITA DE AJUDA, CHAME ISRAEL - É de conhecimento público que desde a década dos anos 50' do século passado, o Estado de Israel enviava delegações para melhorar as condições de vida na África, Asia ou onde quer que foi chamado. No recente terremoto na Venezuela que custou a vida de milhares de habitantes, imediatamente delegações de israelenses foram ajudar na busca e salvação. Isto, mesmo que os 2 países não têm relações diplomáticas desde a época do Chaves e do Maduro. Nos últimos meses há certa aproximação entre Israel e o governo de Honduras. Sob a presidência de Nasry "Tito" Asfura, que é de origem palestina. O Ministério do Exterior israelense atendeu a pedido hondurenho e enviou delegação de optometristas para tratar de doentes locais.
Em Honduras há muitos doentes de catarata e glaucoma e há falta de cirurgiões e de equipamentos médicos. Os médicos israelenses atenderam 155 pacientes e fizeram 136 cirurgias. No próximo mês haverá continuidade e também em novembro. Nasry visitou em janeiro Israel, antes de assumir a presidência e está mudando as relações em 180 graus, como acontece com Peru, Bolívia, Chile, Colômbia, onde governos da esquerda perderam para a centro direita.
PRIMEIRA PILOTA, CORONEL G. SERÁ ADIDO DA FORÇA AÉREA NOS EUA - Ela será promovida a patente de General de Brigada. Ela foi a primeira oficial mulher a comandar esquadrão operacional na F.A., depois esquadrão de Inteligência e Controle e também comandou a base aérea de Ovdá. No último curso de pilotos, foram formadas 2 pilotas.
NO INDICE DE PODER GLOBAL, ISRAEL É A 11 - Segundo a revista Visual Capitalist Israel se coloca numa posição privilegiada e está na 11 colocação, trocando de posição com os EAU, que no ano passado estiveram na 11 colocação e Israel na décima. O cálculo é da Faculdade de Business Wharton, da Universidade da Pensilvania, levando em conta: a potência militar, liderança tecnológica, recursos estratégicos e a habilidade de conduzir atividades diplomáticas internacionais. Os líderes são: EUA, seguida pela China, Rússia, Inglaterra, Alemanha, Coreia do Sul, Arabia Saudita, França, Japão e Emirados Árabe Unidos.
50 ANOS DA OPERAÇÃO ENTEBE - Foi a operação em que forças israelenses viajaram milhares de quilômetros para salvar seus cidadãos que foram sequestrados num avião da Air France e separados dos demais passageiros, libertados em seguida. O capitão do avião e sua tripulação recusaram-se a sair sem os israelenses e ficaram em Uganda. Israel preparou comemoração pelos 50 anos, mas dezenas de combatentes recusaram-se a participar para não sair como pano de fundo ao premier Netanyahu, que o acusam em falar sempre de heroísmo e da necessidade de libertar reféns, mas se omitiu propositadamente em libertar os reféns nos túneis do Hamas em Gaza. Na operação levada a efeito no dia 4 de julho, 1976 os israelenses encabeçados pelo Comando Matkal, sob a liderança de Yoni Netanyahu (irmão do Benjamin), conseguiram libertar os reféns, matando 7 terroristas palestinos e dezenas de soldados ugandenses. Yoni foi morto no combate e 3 reféns. Uma senhora de idade que esteve hospitalizada foi assassinada no hospital.

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