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 Parashat Bo


A Parashat Bo é a quarta porção semanal da Torá (Êxodo 10:1-13:16) e Haftará: para Ashkenazim e alguns Sefaradim - Jó 33:19-33; 33:23-30; ou Jeremias 46:13-28.


"Bo" é uma instrução divina para Moisés:


"Vai (Bo) falar a Faraó..." (Êxodo 10:1)


Este termo simboliza:


1. Determinação: D-us ordena Moisés a confrontar Faraó.

2. Ação: Moisés deve agir para libertar os israelitas.

3. Obediência: Moisés obedece à vontade divina.


Contexto

Parashat Bo narra:


1. Pragas de gafanhotos e trevas (Êxodo 10:1-29).

2. Décima praga: morte dos primogênitos (Êxodo 11:1-10).

3. Instruções para a Pessach (Êxodo 12:1-28).

4. Libertação dos israelitas.


Abrabanel, o comentarista e filósofo do século XV, destaca a ideia de que as pragas servem como um meio para demonstrar o poder de D-us sobre os deuses do Egito, enfatizando a diferença entre a verdadeira divindade e as ilusões que podem dominar a vida humana. Abrabanel vê as pragas como uma forma de execução da justiça divina e um meio de estabelecer a soberania de D-us na história.


Um dos pontos centrais que Nechama Leibowitz aborda é a questão da responsabilidade moral e da escolha. Ela enfatiza que, embora D-us esteja ativamente dirigindo os eventos, os seres humanos ainda têm um papel crucial a desempenhar. Por exemplo, a instrução para que os israelitas colocassem o sangue do cordeiro pascal nas ombreiras de suas portas era uma ação explícita que diferenciava os hebreus dos egípcios. Isso sublinha a ideia de que, mesmo em momentos de intervenção divina, há uma expectativa de que as pessoas façam a sua parte e escolham o caminho da fé (Emuná) e da obediência.


Leibowitz também investiga a intensidade das pragas e seu impacto psicológico sobre o povo egípcio, bem como seu efeito sobre os israelitas. Ela sugere que as pragas não apenas serviram como punição, mas também como um meio de educação, tanto para os israelitas — preparando-os para sua nova identidade e responsabilidade como nação — quanto para os egípcios, que deveriam reconhecer a exclusividade do D-us de Israel.


Além disso, Nechama frequentemente explora o simbolismo do Pessach (a Páscoa judaica) na abordagem da narrativa. O cordeiro de Pessach é não apenas um ato de proteção, mas também uma recordação da necessidade de refletir sobre o que a liberdade significa. É uma oportunidade para pensar sobre a própria responsabilidade individual e coletiva ao celebrar a libertação.


A libertação trazida por D-us é um convite a se tornar agentes ativamente engajados na construção de uma sociedade que reflita essas verdades universais de justiça, responsabilidade e fé. Esse legado continua a ressoar em nossa vida contemporânea, lembrando-nos de que a liberdade vem com a obrigação de agir para o bem comum, honrando a relação entre ser humano e o divino.


Darkey Shalom (Caminhos de Paz)


Shabat Shalom Umevorach 




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