Parashat Shelach Lechá
- Emerson Luiz (Davi benAvraham)
- 11 de jun.
- 2 min de leitura
37ª Porção Semanal Shelach Lechá Envia para ti.
(Bamidbar de 13:1 – 15:41) Haftará de Shelach Lechá (Josué 2:1-2)
Nesta parashá a Torá nos relata o episódio dos doze meraglim (Espiões) enviados por Moisés a fim de realizarem uma minuciosa vistoria na Terra de Israel. Para essa importante missão, Moshé escolhe 12 espiões, Príncipes das tribos Israelitas. Após 40 dias, dez deles colocam-se diante de todo o povo e fazem “Lashon hará” da terra, exatamente o oposto do que seu líder esperava. Ao invés de louvar a Terra, eles difamam e fazem um relato nefasto, “É uma terra que engole seus habitantes”, dizem ao povo. “Gigantes a povoam; cidade murada e fortificada. Sentimo-nos como gafanhotos perante seus habitantes e, de fato, assim eles nos viram. Somente dois, Yehoshua bin Nun e Calev ben Yefuné foram totalmente contrários ao relato falando que ela era boa (Terra que mana leite e mel). Nem sempre a maioria está com a razão. É curioso como um fato que poderia ser a redenção do povo culminando com a conquista da terra, resultou numa tragédia de tão graves consequências. O Resultado daquele fatídico relato que, há dois milênios, o Talmud definiu como pranto perpétuo. Pois a parashá narra que após o povo ter ouvido o discurso dos Espiões “Levantou-se toda congregação gritou e chorou naquela noite”. Essa triste ocorrência foi comentada pelo rabino Raba em nome do Rav Yochanan no Talmud pela simbólica noite do nono dia do mês de Av (Tishá Be Av). E o Eterno falou aos filhos de Israel: Vocês choram nesta noite sem motivo, porém, eu hei de decretar aquela noite de pranto por vossas gerações. Nesta mesma data, séculos depois, foram destruídos os dois Templos de Jerusalém, assinatura do decreto pelo Rei Fernando e Izabel expulsando os judeus da Península Ibérica.
O pecado dos dez espiões também nos ensina várias lições. O episódio deixa claro que quem não valoriza a Terra de Israel não é digno de lá viver. A Terra Prometida é a Morada Terrena da Shechiná, a Presença Divina. A mesma foi prometida aos Patriarcas – Avraham, Itzhak e Yaacov – como herança eterna do Povo Judeu. Aqueles que não têm amor a ela, aqueles que se opõem à presença judaica em seu território, independentemente de serem ou não judeus, far-lhes-ia um grande bem estudar a história dos espiões. Esses dez homens que difamaram a região foram prontamente aniquilados por D’us e o povo que chorou e se lamentou, foi impedido de pisar no solo sagrado.
Referências bibliográficas:
● Torá Meir Matzliah Melamed
● Nos caminhos da eternidade
● Tesouro de agadot da torá
● Sermões

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