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Parashat Vaierá


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Estava Abraão, aos 99 anos de idade, recuperando-se da circuncisão a que se submetera, sentado à entrada da sua tenda, quando o Eterno lhe enviou três anjos em forma de homens. Ele correu em suas direções, se prostrou ao chão, como era costume na época, e insistiu a que aceitassem comer, beber e descansar. Nesse pequeno trecho a Torá nos ensina sobre duas grandes mitzvot: a visita aos enfermos e a hospitalidade.


Os anjos anunciam que dali a um ano Sara daria luz a um filho de Abraão. Ela se ri e é repreendida. Ao Eterno, nada é impossível.


O Eterno diz a Abraão que os anjos estão a caminho de Sodoma e Gomorra, para destruí-las por causa de seu grande pecado. E Abraão, por sua inerente piedade e por causa de seu sobrinho Lot, que ali vivia, intercede pedindo que fossem poupadas se ali houvesse cinquenta justos. E o Eterno concorda. Porém, Abraão sabia que ali não havia cinquenta justos e repete o pedido caso houvesse quarenta e cinco justos, depois quarenta, trinta, vinte e finalmente dez – o que institui o conceito de Minyan.


Os anjos chegam a Sodoma no início da noite e Lot os hospeda em sua casa. Os homens da cidade a cercam, para lhes fazerem mal. Eles os cegam e confundem e ordenam a Lot e sua família irem embora antes do sol nascer e sem olhar para trás, para não assistirem à destruição da cidade. Assim eles fazem, mas a sua mulher se vira e imediatamente é transformada em uma estátua de sal. Quando decidimos mudar, devemos olhar apenas para a frente, para a vida que se descortina, para não ficarmos paralisados. O que passou, passou.


Lot e suas duas filhas se abrigam em uma caverna. Julgando que o mundo inteiro havia sido destruído, elas decidem embebedar seu pai e se deitar com ele, para procriarem.

Como prometido, um ano depois Sara dá luz a Isaac. Percebendo que Ismael não seria uma boa influência para seu filho, pede a Abraão que expulse a ele e a sua mãe, Hagar. Abraão, mesmo com o coração apertado, atende.


A parashá termina com um dos episódios mais insondáveis da Torá – o sacrifício de Isaac. Abraão prova a sua fé entregando o seu único filho, mas, no último instante, o Eterno ordena que não siga adiante e faz aparecer um cordeiro para ser sacrificado em seu lugar.


Tanto a relação incestuosa de Lot e suas filhas, quanto o sacrifício humano eram práticas comuns naqueles tempos. A Torá é eterna, mas a humanidade não é a mesma. A busca constante pela evolução pessoal e coletiva – o Tikum Olam - é nosso dever sagrado.


Shabat Shalom!



Imagem de JL G por Pixabay




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