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Povo do Livro: Homens Sábios e Suas Histórias, por Elie Wiesel




Elie Wiesel foi laureado com o Prêmio Nobel da Paz em 1986 por sua luta contra intolerância e contra indiferença perante a opressão das minorias. O escritor, nascido em uma pequena cidade, que a época de seu nascimento ficava na Romênia, pertencia a uma comunidade hassídica, e ainda adolescente foi levado a um campo de concentração, tendo observado do coração das trevas da Shoah o desaparecimento de todo o seu Ishuv. A experiência foi posteriormente convertida no clássico “A Noite”, que lhe rendeu notoriedade mundial.


Uma voz pela Esperança da Dignidade, neste “Homens Sábios e Suas Histórias”, Wiesel faz uma declaração de amor ao Talmud e ao estudo judaico, recorrendo a personagens bíblicos, talmúdicos e pós-talmúdicos, destacando-se a figura do grande comentarista medieval francês Rashi. “O que diz Rashi?”, comenta Wiesel, foi uma das frases que mais ouviu durante seus estudos na adolescência e esta pergunta, foi a que continuou fazendo durante toda sua vida. Nas belas histórias que recria, Wiesel mostra como a mentalidade do Talmud é marcada pela tolerância e respeito a diversidade de opiniões e onde o ponto de vista minoritário é registrado e mesmo ouvido. Nesta multiplicidade de debates talmúdicos, cada Sábio tem sua história entrelaçada com outros debates, mostrando a riqueza produzida quando cada voz pode ser ouvida. Esta tônica de respeito a voz de todos, marcou toda a vida de Wiesel, como embaixador da Paz, que segundo ele não pode ser fruto da omissão e da indiferença. Sua frase “o contrário do Bem, não é o Mal ´, é a indiferença”, pode muito bem ser um mote para nossos dias tão conturbados.


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