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Povo do Livro: Tévye, O Leiteiro de Scholem Aleichem




Tradition!! Tradition! Tradição! Msureh! מסורת!! Seja em qual for o idioma, quem nunca se emocionou e se alegrou ao ouvir as primeiras palavras de “O Violinista no Telhado”? Quem nunca amou, riu e encheu os olhos de lágrimas, com as histórias de Tévye ao som daquelas notas ao violino, tarantantan?


Pois o filme é uma adaptação do musical da Broadway, que por sua vez é uma adaptação das histórias criadas por Scholem Aleichem (1850-1916), reunidas em seu “Tévye, O Leiteiro”, aqui numa tradução realizada pelo Rabino Uri Lam. Scholem Aleichem, um dos grandes escritores em yídish, era o pseudônimo de Scholem Rabinovitch, que nasceu no Império Russo, na Ucrânia (sim, esta que vem sendo destruída pelo autocrata Putin), foi um dos grandes escritores, que ao lado de I.L. Peretz e Mendele Mokher-Sefarim, que iniciaram sua carreira escrevendo em hebraico (nesta época ainda uma língua literária e litúrgica, antes de seu renascimento) e passou a escrever em yídish, a língua franca dos judeus da Europa Oriental.


Tévye, com suas referências a Bíblia e ao Talmud, com suas expressões e referências a vida nos Shteteles, dão um sabor especial aos dramas, que vivenciou com sua família, retratando de modo algo cômico ao mesmo tempo, as dificuldades da vida judaica, naquelas paragens do Império do Czar.


De sua busca pela riqueza, dos casamentos de suas filhas, as turbulências políticas daquela Rússia, tão acostumada a tirania, em cada um dos contos, observamos a fibra e capacidade de resignação e reconstrução do judeu oprimido que vive na desilusão e ao mesmo tempo de esperança.


Scholem Aleichem que era um sionista, foi um dos escritores de maior sucesso do final do século XIX e início do século XX, tendo mobilizado multidões, fez grande fortuna e perdeu muito dinheiro, tentou fazer a América onde não foi bem sucedido, sua voz a despeito de seu grande sucesso refletia o espírito yídish de sua época, bem vivo em Tévye, o Leiteiro.


Tévye, O Leiteiro. Scholem Aleichem, Trad. de Uri Lam, 160 páginas, Ed. Via Lettera.


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