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Shemini Atzeret

Antes de começar, uma pequena confissão: quando vi o que eu teria que comentar nesta semana, uma enorme interrogação surgiu em minha cabeça:

O que é Shemini Atzeret?


Pesquisando descobri que é uma festa por si própria e, provavelmente por estar entre duas grandes festas neste início de ano — se encontra entre Sucot e Simchat Torá — é esquecida ou confundida com um “oitavo” dia de Sucot. E, na realidade, Shemini Atzeret é um dia bastante importante em nosso calendário: é nesse dia festivo que pedimos a HaShem por chuvas, já que é o início do período de chuvas em Israel e no restante do Oriente Médio. Sendo assim, é o dia em que D-us decide os nossos destinos com relação à água. Nossas plantações secarão por falta de chuvas? Alguém se afogará? Teremos que lidar com inundações? Entre outros acontecimentos que envolvem a água.

Afinal, a água não é um dos elementos mais importantes para a nossa sobrevivência? Então por que parece que essa festa importante passa despercebida? Nos sentamos na Sucá, mas não fazemos a benção de costumes, apenas recitamos o Shehecheyanu agradecendo pelo dia festivo e recitamos a bênção Geshem a pedido das águas. A água é um dos primeiros elementos naturais que dá sinal quando há algo de errado, com excesso ou falta de chuvas, com deslizamentos de terra, inundações, aumento no nível do mar … ela se comunica conosco e clama para que respeitemos a natureza, como deve ser. Clamamos por ela com a prece Geshem, mas ela está revolta e imprevisível em uma atualidade em que o ser humano apenas agride a natureza de forma irresponsável e egoísta.


Ailton Krenak não é judeu, mas é importante escutar os outros povos e, como um homem indígena, ela diz: o amanhã não está à venda. Como vocês bem sabem, nós judeus amamos árvores, e elas não estão à venda. A nossa vida depende delas, da água, de uma interconexão com a natureza. A água pela qual pedimos grita por ajuda e devemos unir forças para salvá-la e, consequentemente, salvar nossos descendentes. Não, não vou pedir para vocês pararem de escovar os dentes com a torneira aberta ou para tomarem banho por apenas cinco minutos, isso não resolve em nada. Venho pedir para que não somente recitemos o Geshem, mas também que nos unamos como comunidade para mostrar que o nosso amanhã não está à venda, que não vamos deixar de lutar até que as questões climáticas sejam colocadas na mesa, saímos do aquecimento global para a ebulição global, em que fica ainda mais difícil termos um final feliz em nosso planeta, nossa casa. Devemos mostrar que nós, judeus, não abaixamos nossas cabeças para tal desrespeito perante a criação de HaShem, assim como os povos indígenas fazem, devemos nos unir perante tal problema e dar apoio àqueles que tentam fazer a diferença.

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